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Secretaria acompanhará investigações sobre crime com suspeita de motivação homofóbica

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A Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos (SJDH) irá acompanhar as investigações sobre o assassinato com indícios de motivação homofóbica de André Alves, morto a facadas e por espancamento no último dia 28 de julho, em Tapes, na Região Sul. Nesse domingo (05), familiares e amigos do jovem de 22 anos realizaram uma manifestação na cidade para pedir justiça ao crime. O coordenador de Diversidade Sexual da SJDH, Fábulo Nascimento da Rosa, esteve na passeata, representando a Secretaria, que reuniu cerca de 200 pessoas.

A vítima era passista da escola de samba Apito de Ouro. Ele foi assassinado perto das 21h, no Calçadão, onde há um ponto de encontro do público LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) em Tapes.

Além de prestar solidariedade, o coordenador de Diversidade Sexual ouviu os apelos dos familiares e falou das ações do Estado contra esse tipo de crime. O Governo assinou um termo de cooperação com o Ministério da Justiça e a Secretaria Nacional de Direitos Humanos se comprometendo a enfrentar a homofobia no Rio Grande do Sul e apurar com especial atenção os crimes motivados pela intolerância à livre orientação sexual, afirmou o coordenador. Esse caso, se depender do Estado, será investigado até encontrarmos e punirmos os agressores, acrescentou.

De acordo com Fábulo, a cada dois dias algum gay, bissexual, lésbica, travesti ou transexual é vítima de homofobia no Rio Grande do Sul, segundo dados do Disque Direitos Humanos (Disque 100). Ele explica que nos crimes de ódio ou intolerância, geralmente há requintes de crueldade, como pauladas, pedradas, degola e mutilação. O assassinato de André Alves é o segundo em menos de três meses no Estado com possível motivação homofóbica.

Segundo a diretora do Departamento de Direitos Humanos e Cidadania da SJDH, Tâmara Biolo Soares, é preciso debater ainda mais com a sociedade o tema da homofobia. De acordo com Tâmara, há a necessidade de criar uma conscientização contra o preconceito. Esse tipo de violência ainda é admitido socialmente mas tem de acabar. Temos de punir os responsáveis, defende Tâmara.

Texto: Priscila Abrantes
Edição: Redação Secom (51) 3210.4305

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