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Secretaria do Trabalho e Assistência Social garante recursos para instalar 30 hortas urbanas

Convênio firmado com o Ministério da Cidadania beneficiará cinco municípios nos próximos meses

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As hortas urbanas mobilizam as comunidades e criam alternativas de alimentação saudável e orgânica - Foto: Felipe Farias / Arquivo Stas

Um convênio federal firmado entre a Secretaria do Trabalho e Assistência Social (Stas) e o Ministério da Cidadania garantiu R$ 253.377,65 para a instalação de 30 hortas urbanas nos municípios de Porto Alegre, Canoas, Alvorada, Guaíba e Cachoeirinha. A iniciativa será desenvolvida em parceria com a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural e Emater, órgãos estaduais e/ou municípios. O público-alvo são as comunidades dos bairros em situação de vulnerabilidades social e altos índices de déficit nutricional.

Em caráter pedagógico, o projeto Hortas Urbanas – Coletivo Vivo, visa estimular o convívio familiar e comunitário, proporcionando segurança alimentar e sedimentando o trabalho coletivo de forma cooperativada com a perspectiva da economia solidária. Será articulado junto a programas de abastecimento e de educação alimentar e deve ter o envolvimento de cerca de 300 pessoas, entre técnicos, professores ligados à rede pública e universidades. Contribuir com a melhoria da qualidade de vida dessas famílias é um dos objetivos.

A Secretária do Trabalho e Assistência Social, Regina Becker, destaca que a iniciativa oportuniza a participação e envolvimento da comunidade. “Podemos, coletivamente, criar alternativas de alimentação saudável e orgânica. Esse é o futuro do planeta se realmente quisermos ter um futuro. Do contrário, estaremos apenas consumindo alimentos industrializados e com gorduras saturadas, potencialmente venenosos à saúde”, observa. “A Stas atua no sentido de ter um trabalho diferente, estimulando a conscientização de pessoas, para que participem e tragam resultados efetivos ao seu bem-estar.”

Etapas

A primeira etapa do projeto, já em execução, consiste na realização de reuniões de apresentação do projeto para potenciais parceiros municipais, além do encaminhamento da licitação para compra dos insumos e equipamentos. Em seguida será realizado o mapeamento e estudo dos locais de implantação das hortas, que terão até 500m². O prazo de execução é de 18 meses, com término previsto para junho de 2021. Cabe ao Estado, por meio da Stas, realizar a implantação e o monitoramento do projeto, com apoio técnico da Emater e outros parceiros.

Na segunda etapa, prevista ainda para este semestre, haverá mobilização dos coordenadores dos Centro de Referência de Assistência Social (Cras), Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), Cadastro Único, diretores, professores e técnicos da rede escolar para a conscientização a respeito do projeto. Serão definidas também as áreas de instalação das hortas, que podem ficar em escolas da rede pública, entidades socioassistenciais, ou em locais públicos estaduais ou municipais.

Na etapa três, programada para o segundo semestre de 2020, começa a implantação das hortas. Se a horta for implantada em parceria com os Cras, haverá a possibilidade de incluir, no mínimo, 10 famílias em situação de vulnerabilidade e risco social na produção de hortaliças, podendo gerar renda e melhoria da oferta de alimentos saudáveis.

“Se o projeto for implantado em escolas, serão definidas as turmas que vão integrar as ações”, explica a diretora do Departamento de Projetos Estratégicos da Stas, Denise Ries Russo. No caso de as hortas serem plantadas nas escolas, continua Denise, serão realizadas atividades pedagógicas de apoio à alimentação saudável e de sustentabilidade.

Cada horta deve conter, no mínimo, dez canteiros de 15cm de comprimento por 1m de largura. A área total do terreno deve ter até 500m², devendo ser ajustada a cada realidade territorial. Se a opção for trabalhar com famílias, cada família selecionada terá seu próprio canteiro para produzir. 

Demandas e sistema de produção

Os terrenos deverão ser cedidos pelos parceiros locais, e as hortas deverão ser, preferencialmente, 100% naturais, sem uso de agrotóxicos, com aproveitamento de materiais reutilizáveis. Deverá, ainda, ser construída uma composteira para o reaproveitamento de resíduos orgânicos. 

Produtos locais e regionais

A proposta é valorizar a produção regional diversificada, e os alimentos a serem produzidos deverão ser, prioritariamente, produtos locais como:

 Cebolinha
 Salsinha
 Cenoura
 Alface
 Rúcula
 Couve
 Couve-flor
 Pimenta
 Tomate
 Pepino

Eventos de suporte

Oficinas, seminários, encontros e minicursos ocorrerão antes e durante a implementação das hortas nos municípios beneficiados. O propósito é dar suporte ao processo. Serão dez oficinas de educação alimentar nos cinco municípios definidos pelo projeto.

“Queremos que os participantes continuem cultivando as hortas e que absorvam os conceitos de alimentação saudável”, destaca a nutricionista e chefe de divisão de segurança alimentar e nutricional da Stas, Alessandra Gomes. 

Texto: Carolina Zeni/Ascom Stas
Edição: Secom

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