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Sedai recebe delegação de Cuba

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Conhecer a economia gaúcha e identificar áreas de interesse mútuo para incrementar o intercâmbio entre o Rio Grande do Sul e Cuba é um dos objetivos da missão exploratória ao sul do Brasil promovida pela Câmara de Comércio daquele país e que foi recebida nesta terça-feira (16) na Secretaria do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais (Sedai). Promovida pela Câmara de Comércio daquele país com vistas a ampliar a cooperação entre empresas cubanas e gaúchas, a delegação participou de uma rodada de contatos com órgãos do Estado. Na reunião, coordenada pela secretária em exercício da Sedai, Gisela Schuler, e que contou com a participação do chefe do Escritório de Representação do Ministério das Relações Exteriores no Rio Grande do Sul, embaixador Cláudio Henrique do Couto Lyra, o Secretário-Geral da Câmara de Comércio, Frank Abel Portela Chacón e Rafael Rivero Cabrera, especialista do Centro de Promoções das Exportações de Cuba, receberam informações sobre a economia gaúcha e apresentaram as áreas de interesse para o intercâmbio. A vinda da uma missão ao Rio Grande do Sul é resultante dos contatos mantidos pelo embaixador de Cuba no Brasil, Pedro Juan Nuñes Mosquera, que esteve na Sedai no mês de abril. O Rio Grande do Sul exportou no ano passado com destino à Cuba produtos como óleo de soja, extrato tanante de mimosa, grupos compressores, borracha de acrilonitrila, acessórios para tratores, calçados, refrigerantes, couros bovinos, fibras sintéticas e lentes de contato. Em 2005 as exportações gaúchas totalizaram US$ 79,1 milhões, De janeiro a abril de 2006 as exportações já somaram US$ 41,1 milhões, cerca de um terço do que foi exportado pelo Brasil para Cuba em quatro meses. O estado não registra importações procedentes de Cuba que tem 40% de seu intercâmbio comercial com a América Latina, 44% com a Europa e o restante com a Ásia. Segundo Frank Chacón, Cuba tem interesse de promover intercâmbio na área do turismo, uma vez que considera o Brasil como país emissor neste campo. Disse que as principais correntes turísticas de Cuba são procedentes da Inglaterra e da Espanha. Entre possíveis oportunidades de negócios na área elencou a construção de obras de infra-estrutura para centros turísticos, inclusive campos de golfe e rodovias. A exportação de medicamentos, especialmente vacinas para uso humano, e produtos veterinários foram itens apontados pelo representante cubano como possíveis de integrar uma pauta de intercâmbio comercial. Assinalou que Cuba têm condições de prestar assessoria tecnológica nesta área. A alfabetização à distância através da utilização de software desenvolvido naquele país foi outro ponto destacado pelo representante da Câmara de Comércio, assim como a possibilidade de intercâmbio de técnicos para a área do atletismo e outros esportes. Importadora de alimentos Cuba tem interesse nesta área e em contrapartida oferece tecnologia para a produção de camarão e lagosta em cativeiro. Frank Chacón apontou a Feira Internacional de Havana (Fihav), de 30 de outubro a 4 de novembro de 2006 como uma oportunidade para a promoção dos produtos gaúchos de exportação. Informou que na edição do ano passado a Feira de Havana registrou a participação de 1039 empresas das quais 907 procedentes de 42 países. O pavilhão do Brasil na Fihav-2006 terá uma área de 450 m2. A reunião na Sedai teve a participação da secretária estadual de Educação, Nelsi Muller, dos diretores da Sedai, Márcia Lang e Tiago Simon, de técnicos da Secretaria de Ciência e Tecnologia, do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), da Comissão Estadual de Planejamento Agrícola (Cepa) da Secretaria da Agricultura e Abastecimento, Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), da Secretaria de Turismo e do analista de comércio exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Marcelo Blois. Os técnicos de Cuba conheceram também a dinâmica de trabalho da Sala do Exportador, um instrumento da programa Exporta-RS que apóia a inserção de empresas gaúchas no comércio internacional. A delegação participou de reuniões na Farsul e na Federação das Indústrias (Fiergs) para apresentação das empresas Labiofam, que produz bioinseticidas para controle de vetores, produtos farmacêuticos e biológicos; Surimpex, que atua na área de importações de motores, calçados, confecções, matérias-primas, máquinas e peças para reposição e Cubanacan Comércio Internacional, que exporta medicamentos e vacinas. À tarde a delegação viajou para Florianópolis.
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