Semana Missioneira destaca contribuição indígena no RS
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O Dia do Índio, comemorado na próxima quinta-feira (19), também marca o inicio da 2ª edição da Semana Missioneira. O evento, que se estende até o dia 25 de abril, em diversos municípios do Rio Grande do Sul, tem como objetivo celebrar a contribuição cultural dos guaranis ao Estado e a experiência histórica das Missões.
De acordo com o gestor do Instituto Pró-Memória Missioneira, Emiliano Limberger, o período também pretende despertar a conscientização sobre a importância dessa herança, resgatar a cultura guarani-missioneira, ajudar os remanescentes a viver dignamente e desfazer equívocos históricos.
Para isso, foi elaborada uma programação que inclui várias ações envolvendo diretamente a comunidade. A agenda inclui apresentações artísticas, exposições, palestras, debates, demonstrações de experiências agrícolas, celebrações de missas, cavalgadas e desfiles. A semana é promovida pelo Instituto Pró-Memória Missioneira e Instituto Pró Memória Sepé Tiaraju, com o apoio da Fundação Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (FIGTF). Mais informações no site www.semanamissioneira.art.br.
Museu
Para saber mais sobre a história dos índios no nosso Estado, a indicação é visitar a Sala Indígena do Museu Julio de Castilhos, em Porto Alegre. No local, um acervo reúne objetos dos primeiros indígenas que habitaram o Rio Grande do Sul, pertencentes a três tradições distintas. Da tradição Umbú, caçadores-coletores do Pampa, encontram-se expostos utensílios de pedra, como facas, pontas de flecha e de lanças, moedores. Da tradição Humaitá, machados de pedra, em forma de bumerangues, raspadeiras, pontas de flechas e de lanças. E da tradição Sambaqui, objetos de pedra, como esculturas em formas de animais (zoólitos), fusiformes, pesos de rede, raspadeiras, além de adornos em ossos e conchas.
O acervo do Museu possui, também, instrumentos de trabalho, adornos e cerâmicas dos índios Guaranis e objetos de caça. Além desse espaço, o Museu apresenta a exposição temporária Guarani Kaingáng e Xokleng Memórias e Atualidades ao Sul da Mata Atlântica, composta por objetos e imagens contemporâneos desses grupos.
Texto: Rita Escobar
Edição: Redação Secom (51) 3210-4305