Sulgás é destaque no setor de petróleo e gás em publicação especializada
Publicação:
A Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul - Sulgás foi a primeira colocada no setor de Petróleo e Gás no Anuário Valor 1.000, divulgado esta semana. Os números relativos a 2010 levaram a Companhia ao rol das 25 campeãs setoriais, definidas pela soma da pontuação em sete critérios: rentabilidade, margem da atividade, liquidez corrente, giro do ativo, crescimento sustentável, receita líquida e geração de valor.
Em 2010, a Sulgás comercializou 546,5 milhões de metros cúbicos de gás natural e obteve receita bruta de R$ 499 milhões, com alta de 16,5% sobre o ano anterior. Para 2011, a Companhia, que tem como acionistas o Estado do RS (51%) e a Petrobras (49%), prevê um incremento de 4% no volume de gás comercializado e de 7,4% na receita bruta.
De acordo com Roberto Tejadas, diretor-presidente da Sulgás, os resultados que vêm sendo obtidos refletem a boa aceitação do produto e o trabalho da empresa ao longo de seus 18 anos. A melhoria nas práticas de gestão da empresa e o avanço tecnológico nos processos de comercialização e distribuição de gás natural contribuíram para tornar a Sulgás uma das empresas estratégicas não só para o setor energético, mas para o de infraestrutura do Estado, comentou Tejadas.
Distribuição
Em termos de infraestrutura para distribuição no Rio Grande do Sul, a Sulgás tem investido fortemente na ampliação dos gasodutos. O plano de investimentos da companhia, que tem como meta passar dos atuais 530 quilômetros de rede canalizada para 1.020 quilômetros até 2015, prevê um aporte de cerca de R$ 300 milhões nos próximos quatro anos. Só em 2011, estão sendo aplicados R$ 47 milhões para a construção de 35 quilômetros de rede, incluindo o gasoduto entre Novo Hamburgo e Campo Bom e a obra em Guaíba, prevista para iniciar em setembro.
O secretário de Infraestrutura e Logística do RS, Beto Albuquerque, comemorou o prêmio e os bons resultados que a Sulgás vem alcançando. Segundo Beto, a meta do Governo gaúcho é ter a opção de uma nova fonte de fornecimento de gás natural (GN) para suprir o crescimento da demanda do produto, estimada para os próximos 20 anos. Atualmente, todo o gás natural consumido no Estado provem de uma única fonte, o Gasoduto Bolívia- Brasil (Gasbol), que se encontra próximo da sua capacidade de escoamento e representa um gargalo, sob o ponto de vista de suprimento, para o desenvolvimento da indústria de GN no Estado.
Entre as opções de novas fontes de fornecimento de GN para o Estado, a alternativa proposta é uma planta de regaseificação de GNL, em Rio Grande, e a sua interligação, por meio de um gasoduto até o Gasbol. A medida nos permitirá atender a novas regiões do Estado ainda não supridas por GN, dar mais segurança operacional ao sistema de suprimento e, por sua posição geo-energética estratégica, no futuro, nos tornará habilitados a uma possível exportação de energia elétrica e gás para o Uruguai e Argentina, a partir das reservas do pré-sal, destacou Beto Albuquerque.
Texto: Liliana Faguaga Rauber
Edição: Redação Secom (51) 3210-4305