Técnicos participam de curso para habilitação em Certificação Fitossanitária
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Quarenta e cinco agrônomos do estado estão em Erechim participando do curso de Credenciamento de Responsáveis Técnicos para Certificação Fitossanitária de Origem (CFO) para cítricos, específico para as doenças de cancro cítrico e pinta preta. O curso acontece nesta quarta e quinta (14 e 15), na sede da Fundação Cotrel, e está sendo ministrado por técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Secretaria da Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio, através do Departamento de Produção Vegetal (DPV). O curso foi aberto pelo gerente regional da Emater/RS-Ascar de Erechim, Luiz Ângelo Poletto, que destacou o crescimento da área de citricultura na região e o incentivo da expansão da atividade na região que a Emater/RS-Ascar vem realizando. “Além do incentivo à produção, temos que dar condições para o produtor comercializar sua produção e este curso vem contemplar a demanda, já que a região exporta a produção para outros Estados”, observou Poletto. A capacitação permite que os técnicos identifiquem pragas, bem como os habilitem para emissão dos certificados. A Emater/RS-Ascar, também organizadora do curso, participa com 25 técnicos da capacitação. De acordo com o assistente técnico regional, Luiz Ântonio Busatta, o CFO é um instrumento que viabiliza a comercialização das frutas para outros Estados e para a exportação. Outros cursos Conforme o diretor do DPV, Luis Augusto Petry, a mesma habilitação será dada em São Sebastião do Caí, entre os dias 18 e 19 de junho. Em Pelotas, o tema do curso será outro, abordando a praga Anastrepha grandis, que atinge a cultura das Cucurbitáceas (abóboras, melão, melancia, pepino). As aulas ocorrerão entre os dias 3 e 6 de junho. O objetivo é ampliar o conhecimento dos profissionais que atuam na fiscalização da produção vegetal no Estado, explica o secretário da Agricultura, João Carlos Machado. O diretor do DPV, Luis Augusto Petry, informa que o para habilitação em Anastrepha g. tem também o objetivo de criar uma área inserida no Sistema de Mitigação de Risco (SMR), que é normatizado por Instrução Normativa Federal, visando principalmente e exportação de melão, abóbora kabotia e melancia para Uruguai e Argentina. Em relação ao cultivo de frutas cítricas haverá atenção especial à praga do Greening, da bactéria candidatus liberibacter. A bactéria, explica Petry, é transmitida por um inseto, que vem causando sérios danos aos citricultores de São Paulo. Cerca de 2 milhões de plantas já foram perdidas, diz ele. O tema será tratado no curso com o intuito de qualificar os profissionais do RS. Assim, caso a bactéria chegue ao Estado, haverá condições de ser realizar um rápido diagnóstico dos primeiros sintomas. Serviço Erechim – 14 e 15 de maio Pelotas – 3 a 6 de junho São Sebastião do Caí – 18 e 19 de junho