Governo do Estado do Rio Grande do Sul
Início do conteúdo

Yeda conta a lenda do Negrinho do Pastoreio em cerimônia

Publicação:

Governadora Yeda Crusius, durante solenidade de outorga da Medalha Negrinho do Pastoreio ao comandante do Comando Militar do Sul, general José Elito Carvalho Siqueira.
Yeda Crusius durante solenidade de outorga de Medalha ao General José Elito Carvalho Siqueira - Foto: Jefferson Bernardes / Palácio Piratini

Uma das mais conhecidas lendas gaúchas, a do Negrinho do Pastoreio, foi contada pela governadora Yeda Crusius, nesta sexta-feira (21), durante a entrega da medalha ao comandante do Comando Militar do Sul, general José Elito Carvalho Siqueira. Yeda também leu a oração composta por Barbosa Lessa sobre o Negrinho. A medalha carrega um símbolo, que é do Sul, e reproduz o imaginário de outras lendas que não são do Sul. Ela traz os primórdios do nascimento do Estado, disse.

A lenda conta que os escravos não tinham nome. E o Negrinho do Pastoreio sempre se dirigia a Nossa Senhora, a mãe dos que não tinham nome. E sofrendo um castigo, forte, continuado, porque perdeu um potro, seu estancieiro maldoso o surrou tanto que ele desmaiou e parecia morto. Tiraram o tampo do formigueiro e jogaram o negrinho, descreveu Yeda.

No dia seguinte, o estancieiro foi ver o que tinha acontecido com o guri que não tinha nome. Ele estava sorrindo, nos braços de Nossa Senhora e, mais do que isso, na hora em que foi visto sorrindo, subiu em um cavalo branco e saiu pelo campo. Esta é a lenda. Perdeu, acende uma vela, chama aquele que não tinha nome, o escravo Negrinho do Pastoreio, prosseguiu.

A governadora destacou que o Salão Negrinho do Pastoreio, no Palácio Piratini, trata do que é importante para a construção do ser gaúcho. O Negrinho é parte disso. É por isso que o salão é reservado para poucos, finalizou.

Arquivos anexos

Portal do Estado do Rio Grande do Sul