Yeda conta a lenda do Negrinho do Pastoreio em cerimônia
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Uma das mais conhecidas lendas gaúchas, a do Negrinho do Pastoreio, foi contada pela governadora Yeda Crusius, nesta sexta-feira (21), durante a entrega da medalha ao comandante do Comando Militar do Sul, general José Elito Carvalho Siqueira. Yeda também leu a oração composta por Barbosa Lessa sobre o Negrinho. A medalha carrega um símbolo, que é do Sul, e reproduz o imaginário de outras lendas que não são do Sul. Ela traz os primórdios do nascimento do Estado, disse.
A lenda conta que os escravos não tinham nome. E o Negrinho do Pastoreio sempre se dirigia a Nossa Senhora, a mãe dos que não tinham nome. E sofrendo um castigo, forte, continuado, porque perdeu um potro, seu estancieiro maldoso o surrou tanto que ele desmaiou e parecia morto. Tiraram o tampo do formigueiro e jogaram o negrinho, descreveu Yeda.
No dia seguinte, o estancieiro foi ver o que tinha acontecido com o guri que não tinha nome. Ele estava sorrindo, nos braços de Nossa Senhora e, mais do que isso, na hora em que foi visto sorrindo, subiu em um cavalo branco e saiu pelo campo. Esta é a lenda. Perdeu, acende uma vela, chama aquele que não tinha nome, o escravo Negrinho do Pastoreio, prosseguiu.
A governadora destacou que o Salão Negrinho do Pastoreio, no Palácio Piratini, trata do que é importante para a construção do ser gaúcho. O Negrinho é parte disso. É por isso que o salão é reservado para poucos, finalizou.