50 Anos da RBS
Publicação:
Nelson Sirotsky, dona Ione Sirotsky, em nome dos dois, eu cumprimento toda a família, que celebra No Ar, 50 Anos de Comunicação. Cumprimento a direção, os funcionários atuais, os funcionários que já vivenciaram a experiência em algum ponto desses 50 anos. Cumprimento os senhores ministros de Estado, chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff, aqui representando o senhor presidente Luís Inácio Lula da Silva, ministro de Comunicação, Franklin Martins, ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, meu companheiro governador do Estado de Santa Catarina, terra do Grupo RBS também, as autoridades aqui já nominadas. Esta exposição se dá num espaço importantíssimo: a usina da energia. Nós e tudo somos energia. E a escolha do local, transformando essa usina em usina de comunicação, daqui até o final dessa exposição, transforma energia. A usina da energia é oferecida ao público a partir da RBS como a usina da comunicação com o padrão RBS. Padrão RBS não é tecnologia. O padrão RBS não é informação. O padrão RBS é tudo isso em comunicação posto em emoção. Esta será, portanto, a usina da emoção durante este período. Em meio século de existência, não chega a constituir uma longa jornada. Desejo, sim, uma longa jornada à RBS: 50 anos é pouco. Quando os veículos da RBS percorrem, neste período de tempo e nesta exposição, toda uma vivência feita por todos aqueles que acompanham o Grupo, podemos testemunhar diretamente, por convivência, boa parte da história da imprensa do Rio Grande do Sul e brasileira, que deve ser conhecida a partir dos livros e dos museus. Eu digo isso para mostrar que a nossa RBS chega ao seu meio século de existência como uma empresa jovem, embora mantenha com a história nesse período uma relação muito grande de causa-efeito com a própria história. É bom que momentos assim estejam entre nós de alguma forma, tanto a figura quanto a memória de Maurício Sirotsky Sobrinho, fundador de uma organização que se ergue ao plano das grandes marcas do Brasil, não apenas no Rio Grande do Sul. Criar uma empresa de comunicação, vivê-la, dar-lhe vida, tempo e conteúdo é um ato de amor a toda a sociedade. Não se comunica sozinho. Uma empresa de comunicação é uma relação social viva. Julgo importante frisarmos bem isso que estou falando. Criar uma empresa de comunicação é um ato de amor à sociedade, um ato de amor aos destinatários desta comunicação. Se assim não fosse, não teríamos 50 anos de história construída como causa-efeito, através do Grupo RBS. Note-se que não estou falando de valores num sentido nebuloso. Esses valores norteiam uma empresa de comunicação do porte da história da RBS. A comunicação, mesmo que de massa, se faz entre pessoas concretas. Os valores da boa comunicação social, por sua vez, são valores reais, palpáveis, preciosos. Como preciosos são a liberdade, a dignidade da pessoa humana, a solidariedade, a justiça, a verdade, a paz. Quando analisamos num veículo de comunicação, numa sociedade, livre, crescente e livre, como se fez a nossa, e quando comparamos com veículos de comunicação de outras sociedades menos livres, nós vemos a informação e, pela qualidade dela, a qualidade do poder instituído. A democracia é um de seus princípios, Grupo RBS. Democracia precisa de comunicação e vice-versa. Eis o motivo pelo qual devemos reconhecer a tal relação de causa-efeito que eu citei, entre a RBS e o mundo contemporâneo. A RBS é uma empresa do seu tempo sempre, desde o nascimento, durante esses 50 anos, em toda a sua vida futura. O fato de haver prestado serviços à comunidade através da RBS, como comentarista de economia em tempos difíceis, como analista política sempre, não existe economia sem política, testemunhar este ânimo e a defesa desses valores, através do Grupo RBS, faz com que agora, na qualidade de governadora do Estado do RS, eu reafirme a importância da comunicação social dentro da construção do processo democrático. O primeiro item da Declaração de Chapultepec afirma: não há pessoas nem sociedade livre sem liberdade de expressão e de imprensa. O exercício desta não é uma concessão das autoridades, é um direito inalienável do povo. Muito ouvi e vi na prática do Jaime, esta que é a defesa que a RBS e seu grupo fazem da liberdade da pessoa humana, através da comunicação. Comunicação se faz com gente, se faz para gente. A usina da energia passa a ser agora a usina da nossa emoção. Comunicação de qualidade se faz com gente de qualidade. E é isso que temos aqui. Parabéns a todos e muito obrigada, RBS, pela oferta que fazem de 50 anos de vida, 50 anos de humanidade, presentes aqui nesta usina. Parabéns. Eu tenho honra de ser portadora desta placa do governo do Estado do RS por ocasião das comemorações dos 50 anos do Grupo RBS, para esta justa homenagem à empresa e colaboradores, que contribuem para o crescimento do nosso Estado.