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Agricultura obtém de SC garantia de que haverá corredor sanitário para aves do RS

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O secretário da Agricultura e Abastecimento do Estado, Quintiliano Vieira, anunciou, nesta quinta-feira (6) à tarde, que o governo de Santa Catarina abrirá corredor sanitário para passagem de produtos avícolas do Rio Grande do Sul. A decisão, comunicada pelo secretário da Agricultura e Desenvolvimento Rural de SC, Alfredo Felipe da Luz Sobrinho, ocorre depois da suspensão temporária do trânsito de aves (vivas ou abatidas) e de ovos do território gaúcho para aquele Estado, em decorrência da confirmação de foco da Doença de Newcastle, na terça-feira (4), em Vale Real, na região do Vale do Caí. “Eu confio no setor de aves do Rio Grande do Sul, Estado que tem georreferenciamento de propriedades avícolas como modelo para todo o país”, afirmou o dirigente. Conforme Quintiliano, o foco está debelado, tendo ocorrido numa pequena propriedade com produção de frangos voltada exclusivamente para subsistência familiar. “A enfermidade não acarreta qualquer risco para humanos”, ressalva o secretário da Agricultura, que pela manhã esteve em Vale Real, município situado a 90 quilômetros de Porto Alegre. Quintiliano assegurou, em entrevista coletiva realizada na sede da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), que no mesmo dia em que a Secretaria da Agricultura e Abastecimento (SAA) foi informada, em 4 de maio, da suspeita da doença, a área com criação de 44 animais foi isolada, havendo coleta de material e posterior abate sanitário. As normas da Organização Mundial de Sanidade Animal (OIE) obrigaram a criação de uma zona de proteção de três quilômetros ao redor da propriedade e de uma zona de vigilância de sete quilômetros a contar da área protegida. Das mostras examinadas, uma recebeu o diagnóstico de Newcastle, doença que não era constatada em solo gaúcho desde 1984. A projeção de técnicos da SAA e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) é que até esta sexta-feira (7) ou mais tardar sábado, seja feito o abate de oito mil frangos na única propriedade comercial dentro da zona de proteção, além de implantação de aves sentinelas na região no começo da próxima semana. O objetivo é detectar se o vírus da doença permanece em locais demarcados. Perfil do setor Em 2005, o Rio Grande do Sul comercializou, de acordo com levantamento da Asgav, 941 mil toneladas de carne de aves, sendo 104 mil destinadas para outros estados e 679 mil para outros países. No mercado gaúcho, as vendas foram de 157 mil toneladas. De janeiro a maio deste ano, o Estado exportou 263,8 mil toneladas de carne de aves (inteiros/cortes/industrializados). No mesmo período, o faturamento das exportações gaúchas foi de US$ 311,6 milhões com a venda de inteiros, cortes e subprodutos. A doença A veterinária do Departamento de Produção Animal (DPA) da SAA Adriana Reckziegel define a Doença de Newcastle como “infecciosa, caracterizada por problemas nervosos, respiratórios e digestivos, com alta taxa de mortalidade, não transmissível ao ser humano, e, de acordo com a OIE, extingue-se com eliminação do plantel”, procedimento adotado na ocorrência em Vale Real. Adriana acredita que o vírus não representa risco para aviários da região. “A avicultura industrial tem elevada segurança e a própria OIE diferencia criatório industrial de granja de subsistência”, explica a técnica. Ela não descarta o surgimento da enfermidade por transmissão de aves silvestres. Inquéritos soroepidemiológicos foram desenvolvidos para comprovar a ausência de outros focos na região do Vale do Caí e da Serra. Desde 2003, o Rio Grande do Sul era considerado livre da Doença de Newcastle pela OIE.
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