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Alunos com necessidades especiais têm projeto de inclusão pioneiro em Santa Clara

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A Constituição de 1988 prevê o acesso de todos ao Ensino Fundamental, sendo que alunos com necessidade especiais devem receber atendimento na escola. Exigir por força de lei, colocar no papel, é mais fácil do que executar a tarefa na realidade. No entanto há exceções. A 3ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) está acompanhando um projeto pioneiro na região, que ocorre na Escola Estadual de Ensino Médio Santa Clara, no mesmo município, em Santa Clara do Sul (RS).

A sala tem as características de um espaço destinado aos pequenos do primeiro ano, repleta de cartazes, abecedário, números, tudo muito colorido e alegre. A diferença, no entanto, está nos 19 escolares, dentre eles Giovani e Eduardo, deficientes auditivos. Sorridentes recebem de maneira diferente. Os dedinhos falam por si. Através de gestos, cumprimentam e definem seus amigos. A Língua Brasileira de Sinais (Libras) está presente na realidade do primeiro ano a quarta série da Escola, onde o projeto de inclusão deixou de ser compromisso somente no papel e passou a integrar-se à prática dos alunos e professores.

Os pais destes alunos estão amparados pela legislação, e optaram por matriculá-los em uma escola regular. As mães, Regina e Anelise, consideram fundamental o convívio com os ouvintes, integrados em sua comunidade e não segregados.

Associando-se aos preceitos do Governo do Estado, a 3ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) deu atenção à solicitação dos pais, por defender a inclusão na prática de todos os deficientes auditivos. Para solucionar a questão, após analisar as alternativas possíveis, contratou-se uma profissional que trabalha a linguagem dos sinais, Tatiane Berté. A partir daí, as quartas-feiras nesta escola passaram a ser diferentes. Todos os alunos têm um período determinado com a docente Tatiana que repassa seus conhecimentos nas Libras, integrando a escola na nova linguagem, permitindo que Giovani e Eduardo interajam com todos os colegas dos anos iniciais.

Os resultados do projeto são plenamente perceptíveis, segundo a docente da classe, Tainan Nunes Campos. A turma acolheu os colegas especiais completamente. Todos se comunicam usando os sinais aprendidos e integram-se nas aprendizagens e nas brincadeiras, explica. As mães compartilham com a opinião da professora. Ambas afirmaram que os filhos estão mais calmos, sentem-se mais felizes e as ensinam a utilizar a linguagem dos sinais, aprendida na escola. Como ambos têm irmãos no educandário, em séries que estão integradas ao projeto, há auxílio extra para as mães, que podem contar com a assessoria dos meninos. Regiane e Anelise também estão inseridas na vida da escola. Encantadas com os resultados, elas acreditam que através desta inclusão, seus filhos poderão ter maior aceitação e participação dentro de sua comunidade.

A professora Tatiane Berté não esconde a sua satisfação com o progresso que percebe no conjunto escolar. É a primeira vez que realizo um trabalho nesta linha, e a escola está incorporando esta nova linguagem, completa.

Texto: Assessoria de Comunicação Social
Edição: Palácio Piratini (51)3210-4305

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