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BRDE amplia oferta de crédito climático a projetos sustentáveis com recursos do Fundo Clima

Instituição reforça papel estratégico no financiamento da transição energética no RS

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BRDE
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O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), vinculado ao Governo do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), está ampliando sua carteira de crédito sustentável com nova oferta do Fundo Clima do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A linha é voltada a projetos de redução das emissões de gases de efeito estufa, de adaptação aos efeitos das mudanças climáticas e de aumento da resiliência de empreendimentos, cadeias produtivas e cidades. 

Com a reabertura da disponibilidade de recursos, o banco está apto a receber pedidos de financiamento de prefeituras, empresas de todos os portes e setores, cooperativas e produtores rurais interessados em investir em consonância dos objetivos da linha. 

O Fundo Clima financia a implantação de empreendimentos, a aquisição de máquinas e equipamentos e o desenvolvimento tecnológico relacionados à redução de emissões e à adaptação climática. Entre as condições previstas estão taxas a partir de 10,14% ao ano. Os prazos podem chegar a 25 anos, incluída a carência de cinco anos, para logística de transporte, transporte coletivo e mobilidade verdes; e a 16 anos, com carência de até seis anos, para os demais itens de transição energética.  

O titular da Sedec, Leandro Evaldt, comentou que a iniciativa reafirma o papel estratégico do BRDE na transição energética. “O acesso a essa linha de crédito é fundamental para que municípios, empresas e produtores rurais possam investir em soluções que reduzam impactos ambientais e aumentem a resiliência frente às mudanças do clima. É uma oportunidade concreta de transformar projetos sustentáveis em realidade, fortalecendo o desenvolvimento regional com responsabilidade socioambiental”, disse. 

Para o diretor de Planejamento do BRDE, Leonardo Busatto, a nova disponibilidade de recursos será uma importante alternativa diante do aumento da demanda por financiamento voltados à mitigação, à adaptação e à infraestrutura resiliente. “São premissas que precisam estar presentes em qualquer novo investimento público ou privado, o que exige linhas de crédito com condições específicas para promover uma cultura de resiliência em todos os setores”, destacou Busatto. 

O que pode ser financiado

A linha contempla projetos em áreas como desenvolvimento urbano resiliente e sustentável, indústria verde, logística de transporte, transporte coletivo e mobilidade verdes, transição energética, serviços e inovação verdes, máquinas verdes, aquisição de máquinas e equipamentos isolados, além de ações voltadas à conservação, à recuperação e à gestão de florestas nativas e recursos hídricos.  

Na prática, podem ser enquadrados investimentos em geração de energia limpa, eficiência energética, modernização de processos industriais, compra de equipamentos com menor impacto ambiental, transporte coletivo de baixa emissão, logística sustentável, recuperação de áreas degradadas, proteção de recursos hídricos, gestão de resíduos, agricultura de baixo carbono e soluções tecnológicas aplicadas à economia verde. 

As condições finais de cada operação dependem do enquadramento do investimento, da análise de crédito, das garantias apresentadas e das regras vigentes do BNDES. Os interessados devem procurar a equipe de atendimento do BRDE para avaliação técnica e orientação sobre a documentação necessária. O Fundo Clima é um dos instrumentos da Política Nacional sobre Mudança do Clima. A parcela reembolsável é operada pelo BNDES, com recursos vinculados ao Fundo Nacional sobre Mudança do Clima.

Texto: Ascom BRDE
Edição: Secom

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