British American Tobacco confirma a Rigotto investimento de US$ 100 milhões no RS
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O governador Germano Rigotto reuniu-se com o presidente mundial da British American Tobacco (BAT), Jan du Plessis, no Palácio Piratini, hoje (4) pela manhã, quando foram renovados a parceria e os investimentos da organização no Rio Grande do Sul, através da Souza Cruz. A questão do contrabando de cigarros também foi examinada. Plessis agradeceu a Rigotto pelas iniciativas já adotadas e confirmou a aplicação de US$ 100 milhões até 2009 no RS, com a transferência do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento e do Departamento Gráfico da Souza Cruz do Rio de Janeiro para a fábrica gaúcha, em Cachoeirinha. Plessis assumiu o comando da BAT no último dia 1º de julho. Como presidente mundial da empresa, está fazendo a primeira viagem ao exterior. Além do investimento de US$ 100 milhões, a Souza Cruz aplicará mais US$ 13 milhões por ano no Rio Grande do Sul, informou Plessis, acompanhado pelo diretor regional para a América Latina da BAT, Flávio de Andrade, e do presidente da Souza Cruz, Nicandro Durante. O presidente da BAT também agradeceu a Germano Rigotto pelo suporte dado pelo governo do Estado aos empreendimentos da companhia no Rio Grande do Sul. Temos feito grandes investimentos no Rio Grande do Sul e sempre obtivemos a parceria do governo do Estado, afirmou. Ampliação O secretário do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais, Luis Roberto Ponte, informou que o RS negocia a ampliação da transferência da unidade da Souza Cruz do Rio de Janeiro, para expandir a fábrica gaúcha. Estamos tratando de trazer todo o escritório, a área de informática e demais setores para Cachoeirinha, disse. Na sua avaliação, o assunto está bem encaminhado. Sobre contrabando, o presidente da Souza Cruz observou que 30% do mercado brasileiro de cigarros é ilegal. Isso corresponde a 35 bilhões de cigarros/ano, representando uma evasão fiscal de R$ 1,4 bilhão. De acordo com Durante, a meta da Souza Cruz no combate ao contrabando de cigarros é aproveitar a capacidade da planta de Cachoeirinha. A fábrica produz 25 bilhões de cigarros por ano, mas tem capacidade para 40 bilhões. Se reduzirmos o contrabando, aumentaremos a produção de Cachoeirinha para retomarmos o mercado legal de cigarros, afirmou o executivo. Ele elogiou o trabalho do governo do Estado, que, numa ação integrada das polícias estadual e federal, do Ministério Público, da Secretaria da Fazenda e dos demais órgãos, vem agindo com rigor na redução do contrabando.