Governo do Estado do Rio Grande do Sul
Início do conteúdo

Governo do Estado protocola na Assembleia projeto de empréstimo internacional para enfrentamento de desastres naturais

Reserva emergencial de até US$ 332 milhões poderá ser contraída no Banco Interamericano de Desenvolvimento com garantia da União

Publicação:

Casa Civil
-

O governo do Estado protocolou na Assembleia Legislativa, na tarde desta quarta-feira (10/6), projeto de lei que autoriza a contratação de operação de crédito externo junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com garantia da União, voltada ao financiamento de ações em desastres naturais.

A proposta prevê a captação de até US$ 332 milhões no âmbito da linha de crédito denominada “Contingent Credit Facility for Natural Disaster and Public Health Emergencies” - CCF (Crédito Contingente para Desastres Naturais e Emergências de Saúde Pública). De acordo com o texto do projeto, o objetivo é assegurar suporte financeiro imediato ao Estado, garantindo liquidez para o enfrentamento de desastres naturais de grande magnitude.

O diferencial desse modelo de empréstimo é que funciona de maneira preventiva. Ao contrário dos financiamentos tradicionais, que só começam a ser negociados depois que o desastre ocorre, esse contrato é fechado de forma antecipada. O valor só será acessado, contudo, se houver necessidade. Caso ocorra uma emergência que se enquadre nas regras do contrato, a liberação do dinheiro é feita de forma ágil, em até cinco dias.

Os recursos estarão vinculados ao Programa de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres, permitindo atuação rápida diante de eventos críticos. Para ocorrer a liberação dos valores, será preciso o reconhecimento de calamidade pública pelo Congresso.

Justificativa do projeto

A justificativa do projeto aponta que o Estado enfrenta recorrentes eventos hidrometeorológicos extremos. O texto destaca as enchentes de maio de 2024 como exemplo de desastre de grande impacto, que exigiu esforço fiscal extraordinário.

Ainda segundo a justificativa, a linha de crédito CCF apresenta vantagens em relação a empréstimos convencionais. Não há taxas de abertura ou de standby (valor cobrado por um banco mesmo quando o dinheiro já reservado para um empréstimo ainda não é utilizado). E a cobrança de encargos ocorrerá apenas sobre valores efetivamente utilizados.

Por fim, o juro só vai incidir sobre a quantia que o Estado efetivamente pegar emprestado. O período de pagamento pode se estender por até 25 anos para cada saque realizado, contando ainda com cinco anos e meio de carência.

O projeto foi protocolado em regime de urgência. Se não for apreciado em 30 dias, começa a trancar a pauta de votação do parlamento.

Texto: Ascom Casa Civil
Edição: Secom

Portal do Estado do Rio Grande do Sul