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Caçapava do Sul sedia Reunião Técnica sobre Oliveiras na próxima segunda-feira

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O Brasil é o segundo maior importador de azeitonas do mundo, ficando atrás dos Estados Unidos, e sétimo importador mundial de azeite de oliva. Esta estatística gera expectativa em produtores de diversas regiões do país em cultivar oliveiras para, em um futuro breve, abastecer o mercado interno. No município gaúcho de Caçapava do Sul será realizada uma Reunião Técnica sobre o Cultivo de Oliveiras. O objetivo é capacitar técnicos da Emater/RS-Ascar, de todo o Estado, para desenvolver a cultura na região Sul. O evento ocorre na segunda-feira (7), às 13h30min, no Ciro Palace Hotel, e na terça-feira (8), às 8h, com visita a três pomares de oliveira, no interior do município.

Durante a reunião, as demonstrações técnicas serão ministradas pelos instrutores José Manoel Lacarte Pena e Joan Torrets Duran, da Espanha, José Luis Cisternas, do Chile, e Marcelo Melarato Silva, de São Paulo, todos da empresa espanhola Agromillora, fornecedora das mudas da área de cultivo em Caçapava do Sul. Segundo o assistente técnico do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Bagé, Tailor Garcia, a região é apropriada para o cultivo de pomares de oliveira e a cultura pode ser mais uma alternativa de gerar renda para a agricultura familiar e emprego, auxiliando no desenvolvimento regional.

Iniciativa
Em Caçapava do Sul, desde 2005, são cultivados pomares de oliveiras. A iniciativa envolve entidades, Emater/RS-Ascar, Associação de Olivicultores de Caçapava do Sul, Agência de Desenvolvimento e Prefeitura. O projeto iniciou com o plantio de seis mil mudas. Em 2006, houve a aquisição de mais 300mil mudas e fertilizantes, através de um financiamento do Fundo de Apoio aos Pequenos Produtores, o que possibilitou o plantio de 80 hectares. Hoje, a área plantada é de 110 hectares. Caçapava do Sul tem a maior área de oliveiras do Rio Grande do Sul.

A variedade cultivada em Caçapava do Sul é a arbequina, originária da Espanha, própria para a produção de azeite, com produtividade entre oito e 10 toneladas por hectare. O rendimento para extração de azeite varia entre 15% e 20%. A intenção dos 45 associados é de, até 2009, montar uma agroindústria de extração de azeite. A expectativa dos produtores é baseada no mercado, já que a totalidade das azeitonas e azeites é importada, principalmente da Argentina, cerca de 80%, mas também do Chile, Espanha, Portugal e Itália.

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