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Campo Bom e Esteio recebem núcleos de Polícia Comunitária

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Secretário Airton Michels inaugurou o quarto núcleo de Esteio, no bairro Tamandaré
Secretário Airton Michels inaugurou o quarto núcleo de Esteio, no bairro Tamandaré - Foto: Patrícia Lemos

A Secretaria da Segurança Pública ampliou o policiamento comunitário em Campo Bom e em Esteio, no Vale do Sinos, na manhã desta quarta-feira (10). O secretário da Segurança Pública, Airton Michels, diz que o programa faz justiça à distribuição do serviço público. “A Brigada Militar fica nos bairros permanentemente e não apenas após o crime ter ocorrido. A relação comunitária também configura o policial como autoridade local e isso é ótimo para a autoestima dos servidores e servidoras”.

Campo Bom, que já tem dois núcleos, recebeu mais dois, que atenderão os bairros Celeste, Dona Augusta, Imigrante Norte, Imigrantes do Sul, Loteamento Blumemburg e Loteamento Panorâmico. Agora, o programa atende 16 bairros e 281 mil moradores.

O prefeito de Campo Bom, Faisal Karam, elogiou a iniciativa e a relação entre prefeitura e governo do Estado. “Sempre somos ouvidos e muito bem recebidos quanto às nossas reivindicações. Esta gestão equipou e investiu nas polícias. Agora temos de cobrar do futuro governo a contratação de mais servidores”.

Em Esteio, um núcleo foi implantado no bairro Tamandaré. O programa já existia nos bairros Novo Esteio, Primavera e São José e agora beneficia 281 mil moradores.

Polícia Comunitária

O projeto de Polícia Comunitária, implantado pela primeira vez no Brasil no Rio Grande do Sul, traz um conceito inédito, aproximando os policiais da população, aumentando a sensação de segurança pública a partir dessa convivência. É operado a partir de núcleos que são atendidos por PMs que residem nos locais onde fazem o policiamento.

Uma parceria entre a SSP e a prefeitura garante uma bolsa-auxílio, para o pagamento do aluguel das casas para os policiais. Normalmente, o valor é de R$ 600,00. Na implantação do projeto, o Estado entrega uma viatura nova para cada núcleo e equipamentos de uso individual para cada policial: um colete balístico, pistola, rádio portátil, algema e bicicleta. A SSP, por meio do Departamento de Ensino e Treinamento, capacita policiais e líderes comunitários.

Modelo no Brasil e exterior

O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Segurança Pública, assinou o Acordo de Cooperação Técnica Brasil – Japão para fortalecer e ampliar a cultura da Polícia Comunitária no Brasil. O conceito de Polícia Comunitária surgiu no Japão e o modelo é utilizado de forma adaptada no Brasil.

A partir de março de 2015, técnicos da Polícia Comunitária do Brasil irão para o Japão conhecer o programa no país, bem como agentes japoneses virão aos Estados Brasileiros para intercâmbio técnico. Além disso, policiais militares dos demais Estados farão cursos de policiamento comunitário no Rio Grande do Sul, em Minas Gerais e em São Paulo. A intenção é fortalecer e disseminar o modelo de segurança pública em todo Brasil. Os custos dos cursos serão arcados pelo Ministério da Justiça.

Hoje existe em 16 cidades – 125 núcleos – com 1.160.000 habitantes beneficiados: Alvorada, Bagé, Bento Gonçalves, Campo Bom, Canoas, Caxias do Sul, Cruz Alta, Esteio, Lajeado, Novo Hamburgo, Parobé, Passo Fundo, Pelotas, Rio Grande, Santa Cruz do Sul e Sapucaia do Sul. Ao todo, R$ 11 milhões foram investidos.

Texto: Patrícia Lemos
Edição: Redação Secom 

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