Governo do Estado do Rio Grande do Sul
Início do conteúdo

CIT amplia acesso aos dados de acidentes tóxicos para vigilância em saúde

Publicação:

Plantão CIT
Expectativa é levar ao desenvolvimento de ações públicas que possam reduzir os indicadores - Foto: Divulgação Fepps

A Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (FEPPS), via Centro de Informação Toxicológica do Rio Grande do Sul (CIT-RS), abre, a partir desta terça-feira (29), acesso ao sistema de informações relacionado às tentativas de suicídio por autoenvenenamento aos profissionais que atuam no Núcleo de Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS). A ideia é apoiar a criação de estratégias para a redução deste tipo de agravo, que nos últimos anos tem tido grande crescimento e se transformou em um dos principais demandantes do trabalho do plantão de urgência do CIT/RS.

O diretor do CIT, Alberto Nicolella, disse que há alguns anos o CIT adotou a política de compartilhamento de seus registros de atendimento de exposições tóxicas com outras unidades operacionais da Secretaria da Saúde de forma a apoiar as ações de vigilância em saúde e controle e redução de danos. “Mesmo tendo como foco principal a questão da urgência e emergência os dados de atendimento do CIT/RS são importantes para qualificar os registros e as futuras ações da vigilância das populações expostas a agentes tóxicos”, explica Nicolella. “A expectativa é que esse compartilhamento de informações leve ao desenvolvimento de ações públicas que possam em médio prazo, reduzir esses indicadores”, acrescentou.

Foram desenvolvidos sistemas especiais de acesso informatizado com áreas do CEVS que permite o acesso em tempo real, por técnicos daquela instituição, das exposições tóxicas atendidas e que tenham interesse estratégico na vigilância em saúde do Estado. Já estavam disponíveis sistemas específicos para as áreas de animais peçonhentos e exposições tóxicas a agrotóxicos. Com este terceiro sistema, os técnicos do CEVS, terão acesso direto e em tempo real a cerca de 60% de todo atendimento do CIT/RS, que corresponde em números absolutos, a cerca de 12.700 casos por ano.

O Rio Grande do Sul, segundo dados do Ministério da Saúde, é o estado que apresenta as maiores taxas de registro de acidentes tóxicos do país.

Texto: Janis Loureiro/ Ascom Fepps
Edição: Léa Aragón/ Secom

Portal do Estado do Rio Grande do Sul