Governo do Estado do Rio Grande do Sul
Início do conteúdo

Comemorações do centenário das obras de Simões Lopes Neto começam em Pelotas

Publicação:

O Instituto João Simões Lopes Neto, com sede em Pelotas, começou, na tarde dessa sexta-feira (11), as comemorações pelos 100 anos da publicação de Contos Gauchescos e da Revista do Centenário, do autor gaúcho. A Jornada Simoneana: discutindo Contos Gauchescos e seu percurso no primeiro centenário é promoção do Instituto Simões Lopes Neto. O secretário de Estado da Cultura, Assis Brasil, foi o orador da abertura oficial das comemorações, junto com o conselheiro do Instituto, Fausto Leitão Domingues.

João Simões Lopes Neto nasceu na estância situada nos arredores de Pelotas, em 1865, descendente da nobre linhagem portuguesa chefiada por seu avô, o Visconde da Graça. No entanto, não viveu muito tempo no campo, aos onze anos passou a morar na parte urbana de Pelotas. A formação escolar de Simões Lopes completou-se no Rio de Janeiro e depois retornou para a cidade natal. A estância e seus habitantes pertenciam à memória de sua infância e talvez por isso transformaram-se logo na matéria prima da criação imaginária.

Iniciou a carreira no comércio e depois no jornalismo, mas foi pela literatura que se tornou conhecido. A sua obra, vida e trajetória foi amplamente documentada por Carlos Reverbel em obra publicada com o titulo de Um Capitão da Guarda Nacional (Vida e obra de J. Simões Lopes Neto), em 1985. Considerado expoente máximo da cultura regionalista é autor de Cancioneiro Guasca, Contos Gauchescos, Lendas do Sul e Casos do Romualdo. Produziu também uma coleção de cartões postais com a intenção de educar o povo, foi chamada de Coleção Brasiliana com imagens de aspectos importantes da vida nacional.

Os contos de Simões Lopes Neto foram, em sua maioria, publicados, inicialmente, no jornal Diário Popular, de Pelotas, nos anos de 1911 e 1912. Ele retrata minuciosamente o ambiente gaúcho e a atmosfera campeira. O seu estilo e a linguagem, com a fiel reprodução do autêntico e despojado falar do gaúcho do campo deram caráter universal ao seu regionalismo literário.

Texto: Maria Emilia Portela
Edição: Redação Secom (51)3210-4305

Portal do Estado do Rio Grande do Sul