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Comitiva gaúcha realiza visita técnica a Santa Catarina para conhecer sistema antigranizo

Governo do RS estuda possibilidade de implantar tecnologia na Serra, principalmente para proteção da vitivinicultura

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Foto posada ao ar livre de um grupo de mais de 50 pessoas de pé, em ambiente de campo aberto. Ao fundo há uma estrutura redonda.
Integrantes da comitiva puderam aprender sobre implementação do sistema e benefícios gerados - Foto: Cassiane Osório/Ascom Seapi

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) liderou uma missão técnica a Santa Catarina com o objetivo de conhecer o sistema antigranizo instalado no Estado, cujo intuito é proteger a fruticultura. O Governo do Rio Grande do Sul estuda a possibilidade de implantar o sistema na Serra, principalmente para proteção da vitivinicultura.

O secretário-adjunto da Agricultura, Márcio Madalena, liderou a comitiva com a equipe técnica da pasta. O grupo contou ainda ainda com a representação de 22 municípios da Serra e do Vale do Caí, além de integrantes da Defesa Civil do Estado e de Sindicatos Rurais e de Seguradoras. As visitas ocorreram na quarta (21/1) e na quinta-feira (22/1) nos municípios catarinenses de Fraiburgo, Videira e Caçador.

Madalena destacou que, a partir da demanda do setor vitivinícola da Serra pela implementação de um sistema antigranizo no Rio Grande do Sul, a Seapi decidiu estudar o caso. “O granizo causa muito prejuízo ao setor produtivo e à sociedade como um todo. Em Santa Catarina pudemos realizar uma imersão e conhecer, com profundidade técnica, como funciona o sistema”, disse.

O secretário-adjunto ainda ressaltou a possibilidade de avançar nas discussões de modelos de implementação do projeto, tanto com a realização de convênios quanto em parcerias com o setor privado. “Foi uma missão exitosa, estamos voltando com muita maturidade para discutir a implementação dessa tecnologia”, afirmou.

Uma das alternativas em estudo é a implantação do sistema por meio de recursos do Fundo de Desenvolvimento da Vitivinicultura. Presente no encontro, Luciano Rebellatto, presidente do Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis) – entidade que possui termo de colaboração para viabilizar ações de fomento por meio do fundo – ressaltou a relevância do projeto para o setor.

“Trata-se de um investimento estratégico para a vitivinicultura, pois contribui diretamente para a segurança econômica dos produtores, reduz as perdas provocadas por eventos climáticos extremos e fortalece a permanência dos viticultores na atividade. Além disso, o projeto beneficia a indústria, ao proporcionar maior previsibilidade quanto ao volume de produção, favorecendo o planejamento, a competitividade e a sustentabilidade de toda a cadeia produtiva”, avaliou Rebellatto.

Visitas técnicas

A comitiva conheceu, em Fraiburgo, o funcionamento do gerador de solo com queima de iodeto de prata, que diminui o tamanho das pedras de gelo a partir da emissão do produto para a atmosfera. O grupo foi recebido pelos representantes de uma empresa da região, que opera os geradores e o monitoramento climático em Santa Catarina. Atualmente são 170 geradores de iodeto espalhados no Estado.

Outra agenda foi aprender sobre o trabalho de uma empresa que atua na produção de maçã, e que utiliza o sistema antigranizo como forma de proteção das plantas.

O roteiro também englobou a visita, no município de Videira, na Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de SC (Epagri), onde a comitiva conheceu as estações de pesquisa em vitivinicultura. As agendas terminaram na Prefeitura de Caçador, quando a comitiva conheceu a parte administrativa, jurídica e econômica do projeto de antigranizo que funciona na cidade.

Texto: Cassiane Osório/Ascom Seapi
Edição: Secom

 

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