CRM aumentará produção de carvão em 162,5% com Candiota 3
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Para preparar a mina de Candiota para este incremento extraordinário na produção, a empresa investirá no mínimo R$ 20 milhões já no próximo ano, informou o secretário estadual de Energia, Minas e Comunicações, Valdir Andres, na reunião do Conselho de Administração da empresa, realizada nesta terça-feira (20). A Companhia Riograndense de Mineração (CRM) aumentará em 162,5% a sua produção de carvão com a construção da usina Candiota 3, prevista para entrar em operação em 2010. Para preparar a mina de Candiota para este incremento extraordinário na produção, a empresa investirá no mínimo R$ 20 milhões já no próximo ano, informou o secretário estadual de Energia, Minas e Comunicações, Valdir Andres, na reunião do Conselho de Administração da empresa, realizada nesta terça-feira (20), no hotel Everest, em Porto Alegre. Dos atuais 1,6 milhões de toneladas/ano, a CRM passará a produzir 4,2 milhões de toneladas/ano para atender a Fase C de Candiota. O presidente da CRM, José Carlos Vieira, salienta que a partir de novembro de 2006 a empresa começará a receber royalties da Carbonífera Criciúma pela exploração da mina subterrânea Leão II, que abastecerá a usina Jacuí 1, em Charqueadas. Com a geração de energia a partir de 2009, a CRM passará a receber cerca de R$ 500 mil/mensais de royalties da Carbonífera Criciúma, diz Vieira. No balanço das atividades da empresa, destacam-se os investimentos feitos no meio ambiente, que, em média, quase duplicaram de 2003 a 2005, em relação aos anos de 2000 a 2001. A empresa investiu uma média de R$ 1,4 milhões a partir de 2003 na recuperação ambiental, contra cerca de R$ 500 mil investidos em anos anteriores. No total, foram recuperados 100 hectares de áreas mineradas em Candiota e plantadas 100 mil árvores. A CRM registrou um lucro líquido de R$ 35,14 milhões no ano passado, contra R$ 1,19 milhão em 2003. Já o lucro operacional foi de R$ 6,28 milhões, diante de R$ 1,21 milhão em 2003. Foi o melhor resultado alcançado pela CRM desde sua fundação em outubro de 1969, frisa Andres. Por quatro meses este ano, a CRM vendeu 500 mil toneladas/mês a mais de carvão para a CGTEE. Por isso, a empresa espera ter, em 2005, um lucro de 20 a 30% superior do que em 2004. Homenagem Ainda durante a reunião, o secretário Valdir Andres foi homenageado por sua atuação em defesa do carvão mineral gaúcho. Azambuja disse que Andres foi um gigante ao encampar a defesa dos projetos termelétricos a carvão do Estado. Dois deles – Candiota 3 e Jacuí 1 – foram viabilizados na última sexta-feira (16), no leilão de energia nova. Ninguém acreditava no carvão gaúcho. A ministra Dilma sempre disse que era um tema muito complicado. O secretário Andres apostou nos projetos desde o começo da sua gestão”, disse ele. O presidente da CRM, José Carlos Vieira, falou que Andres sempre foi o “algodão entre os cristais” nas tratativas pelo mundo afora que levaram ao aproveitamento do carvão gaúcho. O presidente da Eleja S/A, dona da usina Jacuí 1, foi mais longe. Disse que os municípios da região do Baixo Jacuí devem erguer uma estatua em homenagem ao trabalho de Andres. O secretário, por sua vez, destacou a parceria e a crença do governador Germano Rigotto no carvão. “Sempre colhi palavras de incentivo e apoio nas nossas iniciativas de tornar o sonho de ver nascer novas usinas a carvão realidade”, lembrou. “A era do carvão recomeçou e agora não tem mais volta”, concluiu.