Curso integrado de formação policial será avaliado pelo Conselho Nacional de Educação
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O projeto pedagógico do Curso Básico de Formação Integrada dos Profissionais da Secretaria da Justiça e da Segurança (SJS) será avaliado pelo Conselho Nacional de Educação, órgão ligado ao Ministério da Educação. Cópia do documento que contém as diretrizes do programa de ensino foi entregue esta semana pela diretora do Departamento de Desenvolvimento de Recursos Humanos (DDRH), Reginete Bispo, à pedagoga Petronilha Gonçalves, integrante do Conselho de Educação e que está na Capital para uma agenda de discussões com o Movimento Negro, do qual faz parte. Petronilha é doutora em Ciências Sociais e professora do Departamento de Metodologia de Ensino pela Universidade Federal de São Carlos. Ainda pela mesma universidade, é coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e tem também importante participação no Movimento Negro e na formulação de políticas de inclusão social. Na ocasião, Reginete apresentou ações que o Governo do Estado desenvolve na área de ensino para policiais, agentes penitenciários e peritos. Um dos itens divulgados, que trata da relação entre polícia e movimentos sociais, foi discutido com mais profundidade. Esta experiência é extremamente interessante e deve ser implantada em todo o país, afirma Petronilha. De acordo com o projeto, foi incluída no curso de formação integrada uma disciplina na qual os professores são integrantes de movimentos sociais historicamente vítimas do preconceito e da violência policial - negros, homossexuais, sem-terras, etc. A formação nas academias não possuía caráter pedagógico, salienta Reginete. Segundo ela, desde 1999, a SJS tem adotado uma formação voltada para a valorização dos direitos humanos. O encontro foi realizado na sede da SJS e teve a presença também de educadores que promovem as bases curriculares dos cursos de formação e atualização de servidores da área de segurança pública.