Delson Martini afirma que não foi investigado pela Operação Rodin
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Em entrevista coletiva, nesta quarta-feira (4) à tarde, no Centro Administrativo do Estado, o secretário-geral de Governo, Delson Martini, falou sobre o envolvimento de seu nome em gravações telefônicas reproduzidas na Assembléia Legislativa, durante sessão da CPI do Detran. Ressaltou que em nenhum momento das investigações resultantes da Operação Rodin seu nome foi incluído como testemunha ou como acusado.
A Polícia Federal fez o seu trabalho, e não apareceu absolutamente nada que me envolvesse e justificasse a minha convocação para depoimento. Todas as provas foram analisadas e investigadas, e não há nenhum indício de envolvimento de minha parte na tentativa de interferir em favor de qualquer pessoa, enfatizou.
Afirmo e reafirmo que, nestes seis meses de investigação do Ministério Público Federal, da Polícia Federal e dos demais órgãos envolvidos na investigação - que tem mais de 40 mil horas de gravações - em nenhum momento fui convocado para depor como testemunha ou como acusado, reforçou Martini.
O secretário disse que, antes de assumir a Secretaria Geral de Governo, estava integralmente dedicado a projetos da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE): Estávamos em um grande processo de reestruturação, para bancarmos um programa de investimentos. Tanto é que a CEEE saiu de um prejuízo e teve o maior lucro da sua história. Então, todo o meu trabalho estava relacionado à CEEE.
O fato de seu nome estar sendo citado por terceiros, conforme argumenta Delson Martini, não é responsabilidade sua. Com relação a supostas tentativas de que ele intermediasse audiências com a governadora, afirmou:
Isso faz parte do dia-a-dia dos agentes públicos. Recebem-se pedidos de audiência dos mais diversos agentes públicos e privados, e nem por isso se interfere em favor de A ou B. Nunca levei qualquer solicitação ao conhecimento da governadora, porque a diretriz no governo é absolutamente clara: as empresas têm que resolver os seus problemas internamente. Existem instâncias de decisão. E dentro do governo do Estado, a instância de decisão, hoje, é a Câmara de Gestão - por onde as questões passam primeiro, para depois chegarem à governadora.
Martini esclareceu também que, dentro das empresas estatais, assim como nas fundações e nos demais órgãos públicos, existem diretorias nomeadas, que são inteiramente responsáveis por sua administração e gestão. São eles, os administradores e gestores, que têm a responsabilidade fiscal e legal de seus atos, concluiu.