Depois de 21 anos sem pesquisas, setor do carvão mineral busca nova avaliação no volume de reservas
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A Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM) está articulando com o governo federal e os estados do Sul a realização de novas pesquisas na área de carvão mineral. Paralisadas há 21 anos, as pesquisas feitas até 1985 apontavam volume de reservas totais (medidas, indicadas e inferidas) em 32 bilhões de toneladas. Conforme o Anuário Mineral Brasileiro (DNPM 2005), no entanto, as reservas situam-se em 24 bilhões de toneladas e estão concentradas basicamente em dois estados – no RS, com 90,58%, e em Santa Catarina com 9,36%. As demais reservas – 0,06% - estão distribuídas pelos estados do Paraná, São Paulo e Maranhão. Destas, são consideradas medidas, com o mais alto nível de certeza, apenas 28%, ou o equivalente a 6,7 bilhões de toneladas, das quais 78,7% no Rio Grande do Sul e 21,2% em Santa Catarina. Conforme o secretário de Energia, Minas e Comunicações, José Carlos Elmer Brack, o carvão, mesmo com as adversidades e o descaso que enfrentou ao longo do tempo, é um energético prioritário para o RS, como provam os investimentos que estão sendo feitos em usinas termelétricas no Estado (Candiota III e CTSul, por exemplo). Ele informa que atualmente o Rio Grande do Sul tem uma capacidade instalada de energia de 4.588 megawatts (MW), oriundos de usinas hidrelétricas, termelétricas a gás natural, a carvão mineral e a óleo combustível, além de pequenas centrais hidroelétricas e pequenas centrais termelétricas. A capacidade instalada da energia hídrica é de 65% do total de 4.588 MW - ou 2.982,2 MW – e de carvão 11,7% - ou 535 MW. A energia efetivamente gerada no Estado, porém, chega a apenas 1.814 MW em média, dos quais a hídrica contribui com 1.230 MW – ou 67,8% - e a carvão com 224 MW – ou 12,4%. Dados da Assessoria Técnica de Energia da Secretaria indicam que 93% da produção nacional de carvão mineral beneficiado do país destina-se à geração de energia elétrica. Os estados de Rio Grande do Sul e de Santa Catarina consomem respectivamente 47,3% e 50,1% do carvão nacional. O restante é destinado para o setor siderúrgico. Segundo o secretário Brack, para compor as alternativas para o atendimento à demanda de energia elétrica nos próximos 25 anos, recursos financeiros deverão ser aplicados em pesquisa e prospecção de recursos energéticos através de investimentos de órgãos públicos ou mesmo da iniciativa privada. “O carvão está recuperando a sua importância na matriz energética do Estado com os investimentos que estão em andamento”, ressalta Brack. “O governo estadual conta ainda com o apoio da Frente Parlamentar Gaúcha em Defesa do Carvão Mineral na realização de pesquisas e ações na área, além da atuação sistemática da Companhia Riograndense de Mineração (CRM) na qualificação do produto.”