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Diretores de escolas avaliam reajuste de 23,5% concedido ao magistério

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23.03.12: E.E. de Educação Básica Presidente Roosevelt.
Escola Estadual - Foto: Eduardo Seidl/Palácio Piratini

O aumento salarial de 23,5% concedido ao magistério gaúcho recebeu a aprovação de diretores de escolas públicas do Estado. Além do reajuste nos vencimentos, que será pago em três parcelas (9,84% em maio, 6,08% em novembro e 6% em fevereiro de 2013), os gestores destacam a retomada do diálogo com o Governo do Estado e os avanços promovidos na reestruturação curricular do Ensino Médio.

A diretora da Escola Estadual Presidente Roosevelt, em Porto Alegre, Rosângela Soletti acredita que as medidas adotadas pelo Executivo, até 2014, vão beneficiar os professores. Estamos apostando que a implementação de políticas de formação, as melhores condições de trabalho para professores e funcionários, a carreira respeitada e qualificada vêm contribuir, junto com o processo de pagamento e integralização do piso, naquilo que a categoria tanto almeja, afirma.

Com 1.533 alunos, a escola aderiu à paralisação nacional da categoria realizada de 14 a 16 de março. Rosângela, no entanto, reconhece o esforço do Governo do Estado para implementar políticas de valorização ao magistério. E lembra que o governador Tarso Genro concedeu, em um ano e três meses de mandato, um aumento maior do que seus antecessores. Se compararmos a proposta de reajuste concedida por este Governo com a dos anteriores, há um grande diferencial.

Diretora da Escola de Ensino Médio Santa Isabel, em Viamão, Silvia Silveira afirma que o debate em torno da valorização da categoria ganhou força. Mais do que o reajuste de 10,91% concedido no ano passado, Silvia explica que a reestruturação do Ensino Médio possibilitou a redução da carga horária dos professores. Hoje ele (professor) tem carga horária para ficar na escola fazendo seu material e não precisa acumular trabalho fora do seu horário de escola, garante.

Silvia destaca o acesso à informação e a transparência das coordenadorias de educação. Só conseguimos avançar de 2011 para cá porque este Governo tem feito a diferença, tem nos colocado o que é possível, real. Mas ainda temos muito chão para caminhar. Com 620 alunos e 17 professores, a escola trabalhou em turno reduzido ao invés de aderir à paralisação nacional da categoria. Não fizemos greve por que entendemos que a greve é em outra instância. Agora que temos um Governo que dialoga, estamos conseguindo avanços.

Calendário 
O Executivo deve enviar ao parlamento gaúcho, nos próximos dias, a proposição de calendário cuja base de reajuste leva em conta o INPC. Considerando este índice, que em 2011 foi de 6,08%, o valor do piso passa de R$ 1.187,91 para R$ 1.260,19. A proposta prevê reajuste de 6,5% em novembro de 2013; 6,5% em maio de 2014 e 13,72% em novembro de 2014. O objetivo é negociar, em 2013 e 2014, a reposição da inflação destes períodos e garantir aos professores pelo menos 76,68% de reajuste até 2014. Em quatro anos, a média salarial de 82% dos professores passará de R$ 2.767,81 para R$ 4.885,19. 

Confira os percentuais já propostos: 

Já concedido 
- Maio/2011: 10,91% (já concedido) 

Aprovado na sessão plenária de 20/03/2012: 23,5% 
- Maio/2012: 9,84% 
- Novembro/2012: 6,08% 
- Fevereiro/2013: 6% 

Projeto que será enviado ao Legislativo nos próximos dias: 28,98% 
- Novembro/2013: 6,5% 
- Maio/2014: 6,5% 
- Novembro/2014: 13,72% 
Total: 76,68%

Texto: Felipe Samuel / Josiane Picada
Foto: Eduardo Seidl
Edição: Redação Secom (51) 3210-4305

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