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Em Cruz Alta, Gabriel Souza destaca investimentos do Estado em infraestrutura e logística para a região

Em reunião-almoço, vice-governador apresentou anteprojeto para ampliação da ERS-342

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Gabriel Souza está à esquerda da foto, sobre um palco preto. Ele está de pé, discursando com um microfone na mão esquerda e gesticulando com a outra mão. Ele veste uma calça jeans e uma camisa azul claro. Ele fala para uma plateia que está sentada ao redor de mesas compridas. As pessoas olham atentas. A cena se passa em um local com teto de zinco e piso marrom.
Vice-governador deu destaque à ampliação da ERS-342, obra esperada há décadas pela população de Cruz Alta e região - Foto: Joel Vargas/Ascom GVG

O vice-governador Gabriel Souza foi o convidado da reunião-almoço Tá na Hora, promovida pela Associação Comercial e Industrial (ACI) de Cruz Alta nesta sexta-feira (29/8). Na palestra, intitulada “Desenvolvimento regional e logística: ações do governo do RS para Cruz Alta e região”, Gabriel abordou as reformas e iniciativas do Estado que permitiram colocar as contas do Executivo em dia e, assim, investir mais em saúde, educação, segurança e infraestrutura. 

De acordo com o vice-governador, o Rio Grande do Sul alcançou, no último ano, o maior investimento público da sua história recente. Foram R$ 6,4 bilhões, quase 11% da receita corrente líquida, destinados para obras e políticas públicas.

“Isso significa que cada real arrecadado com o esforço da população tem retornado em melhorias concretas: novas escolas, hospitais, estradas e infraestrutura para apoiar o desenvolvimento regional. Esse salto só foi possível porque o Estado organizou suas contas e recuperou a capacidade de investir”, enfatizou Gabriel. 

Ampliação da ERS-342 

Na palestra, o vice-governador deu destaque à duplicação de trecho da ERS-342 –obra esperada há décadas pela população de Cruz Alta e região. “Estamos finalizando, via Daer [Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem], o anteprojeto ainda neste ano, com estudos geotécnicos e soluções de engenharia para os pontos mais complexos da rodovia, por onde passam mais de 11 mil veículos por dia”, explicou Gabriel. 

Apresentado em vídeo, o anteprojeto deve abarcar 44,8 quilômetros entre Cruz Alta e Ijuí, incluindo a duplicação de 8,8 quilômetros em Cruz Alta e três quilômetros em Ijuí, além de terceiras faixas e restauração no restante do trecho. A ideia é aumentar a capacidade da rodovia, melhorar a segurança viária, restaurar o pavimento e reformar sinalização e drenagem. 

"O anteprojeto é fruto de uma longa mobilização da prefeitura e dos deputados da região, além de tantas lideranças que ajudaram a priorizar essa demanda no governo”, lembrou Gabriel. A próxima etapa é a realização da licitação integrada pelo Daer, que inclui a execução do projeto e a obra, o que garantirá mais agilidade. O objetivo, de acordo com o vice-governador, é lançar a licitação no início de 2026. 

Gabriel Souza discursa atrás de um púlpito claro. Há um pedestal que segura o microfone. Gabriel está com uma camisa clara azul. Ele está em frente a um painel de vídeo onde aparece uma apresentação com imagem de fundo em azul esverdeado com uma cidade em silhueta e com um título "desenvolvimento regional e logística, ações do governo do RS para Cruz Alta e região".
Gabriel abordou as reformas que permitiram colocar as contas do Executivo em dia e investir mais em saúde, educação e obras - Foto: Joel Vargas/Ascom GVG

Investimentos em rodovias e estradas 

Além da ampliação da ERS-342, Gabriel também falou sobre os investimentos em rodovias em todo o Estado nos últimos seis anos que somam um total de R$ 4,5 bilhões. Desse valor, R$ 1,7 bilhão corresponde apenas a 2024, um investimento que equivale a onze vezes a média anual do que era investido de 2010 a 2020. Além disso, mais R$ 2,8 bilhões estão sendo aplicados em estradas, via Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) até 2027. 

O Alto Jacuí conta com R$ 1 bilhão de investimentos (entre já realizados e previstos) do Daer e R$ 18 milhões do Plano Rio Grande em rodovias. Os investimentos do Daer incluem 28 obras de conservação (R$ 160,5 milhões), quatro acessos municipais (R$ 173,4 milhões), três ligações regionais (R$ 190,4 milhões), quatro convênios (R$ 69,7 milhões), dois projetos (R$ 1,3 milhão), três pontes (R$ 31,4 milhões) e 12 obras do Funrigs (R$ 380,2 milhões).  

A região também contou com investimento de mais de R$ 21 milhões do Programa Pavimenta, que possibilitou realizar a qualificação de importantes vias em municípios do Alto Jacuí. 

Liderado pelo governador Eduardo Leite, o Plano Rio Grande é um programa de Estado criado para proteger a população, reconstruir o Rio Grande do Sul e torná-lo ainda mais forte e resiliente, preparado para o futuro.

Ferrovias 

O vice-governador falou também sobre a malha ferroviária do Estado e lembrou que, antes das enchentes de 2024, o Rio Grande do Sul contava com 1.680 quilômetros de trilhos em operação, e que hoje restam apenas 921quilômetros – basicamente o trecho entre Cruz Alta e Rio Grande. 

De acordo com o vice-governador, a concessão federal da Malha Sul, operada pela Rumo desde os anos 1990, não atende às necessidades do Estado e é considerada um entrave logístico. Por isso, o governo defende a realização de uma nova licitação. Gabriel disse ainda que há um debate sobre a possibilidade de divisão da malha por Estados, em vez de uma renovação automática com a concessionária. 

Tendo em conta esse contexto, o vice-governador considerou que Cruz Alta está destinada a ser um dos principais hubs rodoferroviários do Sul do Brasil. “O contorno ferroviário, já licitado pelo governo federal, vai retirar os trens do centro da cidade e ampliar a integração logística da região, somando-se ao terminal rodoferroviário e aos grandes investimentos privados, como os R$ 1,25 bilhão das cooperativas Cotrijal, Cotripal e Cotrisal em uma planta de biodiesel”, explicou. 

O vice-governador destacou ainda que o Estado já apresentou estudos para um novo traçado entre Santa Maria e São Gabriel, que encurtaria a ligação com o porto de Rio Grande, reforçando a posição estratégica da ferrovia para o escoamento da produção do Rio Grande do Sul. 

Texto: Aline Duvoisin/Ascom GVG
Edição: Secom
 

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