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Exposição lembra 120 anos de Getúlio Vargas

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Os 120 anos de nascimento do ex-presidente Getúlio Vargas, que seriam completados no sábado (19), serão lembrados pelo Memorial do Rio Grande do Sul da Secretaria de Estado da Cultura com uma exposição de fotos e documentos históricos ligados à sua vida pessoal e política a partir desta quinta-feira (24), na sala multi-usos, no segundo andar da instituição na Praça da Alfândega, às 18h30min, com a presença do governador Germano Rigotto e de seis netos, como a socióloga Celina do Amaral Peixoto, ex-presidente da Fundação Getúlio Vargas e presidente do Sebrae carioca. O evento, que se estende até 11 de maio, não foi inaugurado no Sábado mesmo, dia mais propício, em função do feriadão de Páscoa e Tiradentes. São 100 fotos em que o ex-deputado federal e ex-senador aparece em variadas situações, acompanhadas por documentos do Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul, que funciona também junto ao Memorial, da Fundação Getúlio Vargas, do acervo do Museu da Brigada Militar, do jornal Correio do Povo, da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul e do Acervo Literário da Livraria do Globo, preservado pela Faculdade de Letras da PUC. A exposição percorre fases da vida de Getúlio, passando pela infância, o namoro, o casamento e os filhos, não esquecendo suas experiências de deputado federal e senador, com os acontecimentos históricos nos quais teve participação, como a Revolução de 1930, o Estado Novo, o exílio, a volta ao Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, hoje Museu da República, em 1950, e o suicídio em 24 de agosto de 1954. Entre os documentos a serem expostos, há correspondências para correligionários e amigos como João Neves da Fontoura, Maurício Cardoso, Paim Filho e Lindolfo Collor de Mello. A socióloga Celina do Amaral Peixoto acredita que uma das maiores conquistas do avô foi ter proposto o voto universal, permitindo que todos os cidadãos alfabetizados, homens e mulheres, pudessem eleger seus representantes. Na economia, criou a Companhia Siderúrgica Nacional, a Vale do Rio Doce, o BNDE e o Banco do Nordeste, empresas que, privatizadas ou não, são as maiores do país. Sua atuação na cultura, na educação, na tecnologia e na ciência foi notável, segundo Celina, incentivando a rede de ensino e a universidade públicas, além de criar o Museu Imperial de Petrópolis, respeitando a História e as instituições do século XIX. O Capes e o Conselho Nacional de Pesquisa foram criações suas como uma proposição de uma política científica. A exposição foi uma idéia do governador Germano Rigotto transmitida ao diretor do Memorial do Rio Grande do Sul, jornalista Bachieri Duarte.
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