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Fepagro triplica projetos de pesquisa agropecuária

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Investimentos do Governo do Estado na renovação dos centros de pesquisa, qualificação dos técnicos, e um maior apoio institucional, além da formulação de parcerias, são apontados como os principais fatores para o grande aumento no número de projetos de pesquisas da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), entidade vinculada à Secretaria da Ciência e Tecnologia. A instituição, que há 86 anos promove a geração de tecnologias e serviços para a agropecuária gaúcha, triplicou suas pesquisas nos dois últimos anos. Atualmente, 249 projetos estão em andamento, contra 69 em janeiro de 2003. O governo tem investido na revitalização das antigas estações experimentais, que hoje são 23 modernos centros de pesquisa. Exemplos deste avanço são as unidades de Veranópolis, onde foi recentemente inaugurado o Centro de Agricultura Familiar, e a de Vacaria, em que parcerias com a prefeitura e a iniciativa privada permitiram a criação de um Centro de Formação de Mão-de-obra Rural. A tecnologia está sendo usada em benefício do avanço na agropecuária, atividade que contribui significativamente para a economia gaúcha. A pesquisa tem nos ajudado a produzir mais e com altíssima qualidade, informa o secretário Kalil Sehbe. Os projetos desenvolvidos pela instituição priorizam seis linhas de pesquisa: sanidade animal, recursos genéticos e produção de grãos, produção animal, aqüicultura e pesca, recursos naturais e qualidade ambiental e sistemas de produção de frutas e hortaliças. Na área da sanidade animal, pesquisadores do Instituto de Pesquisa Veterinária Desidério Finamor (IPVDF) estudam mecanismos de regulação e multiplicação víricos, e a elaboração de imunobiológicos que permitam diferenciar animais doentes e vacinados. O trabalho do programa de recursos genéticos e produção de grãos envolve melhoramento genético de milho, trigo, sorgo, feijão e azevém. Destaca-se o estudo de distintas bactérias para a fixação do nitrogênio agrícola, inclusive na cultura do arroz. O programa de produção animal, aqüicultura e pesca tem ações voltadas ao manejo e controle do capim annoni, alternativas para o pecuarista familiar, estudos sobre a produtividade do campo nativo e, ainda, o manejo em tanques de espécies de peixes nativos. Na área de recursos naturais e qualidade ambiental, a Fepagro avalia os diferentes substratos para a produção de mudas nativas e exóticas de árvores, a determinação do zoneamento agroclimático para as diferentes culturas e o manejo florestal. A instituição realiza o melhoramento de fruteiras de clima temperado, incluindo-se citros sem sementes, alternativas para a produção vegetal in vitro, sistemas de cultivo em ambiente protegido, segurança alimentar e estudos com plantas medicinais, aromáticas e ornamentais. Outro fator que contribuiu para essa nova demanda na agropecuária foi o aumento de parcerias com prefeituras municipais, universidades, ONG?s, além de instituições públicas como Fepam, Fundação Zoobotânica e Cientec, envolvendo ações de pesquisa transdisciplinares e treinamento de recursos humanos. Estamos atentos às exigências do mercado e prontos para seguir inovando, afirma Sehbe. A atuação dos pesquisadores nos Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes) também ajudou a impulsionar o trabalho, com a inclusão de ações de pesquisa que atendem as demandas regionais.
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