Fortaleza dos Valos - Discurso estruturante - Irrigação
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Boa tarde a todos. Aqueles que me conhecem sabem que tenho gosto pela vida e algum senso de humor. Claro que há vezes em que percebo que há certos setores que querem tirar o gosto da vida e o senso de humor da gente, mas nós temos o gosto pela vida e o senso se humor. Quando eu recebi esta cesta eu percebi que estou morta de fome, aquele queijo que vi ali, como é bom compartilhar do momento da refeição. Estou muito feliz de estar aqui em Fortaleza dos Valos. Toda a história contada pelo prefeito Ari me motivou muito para que eu lembrasse aquela vida que eu gostei muito de viver, que é a vida de representar o povo do Rio Grande do Sul no Congresso Nacional, principalmente para disputar os recursos da União, lá no Orçamento Geral da União, quando eu dizia: nós precisamos da dragagem e dos molhes do Porto de Rio Grande, é um porto que tem tamanho para ser porto mundial, e precisa de dinheiro pra isso. Quando falava em dinheiro pra estradas, diziam: vocês são um Estado rico. Eu tive que convencê-los de que tinha uma Metade Sul empobrecendo e uma Metade Norte que não tinha instrumentos suficientes para dar continuidade àquela riqueza, que é a idéia que o brasileiro tem que o Rio Grande do Sul é uma riqueza sem fim, como se ela não viesse do trabalho para termos educação, segurança e sermos pioneiros na questão do meio ambiente.
Então eu falei que estava na hora de colocar toda minha energia na busca da confiança do povo do Rio Grande do Sul e que é possível inverter aquela tendência de termos as piores estradas, de sermos aqueles que menos investiam por PIB, aqueles que tinham a maior divida por receita. Não tínhamos acesso a nenhum crédito mais. Como fomos parar nisso? Fizemos discussões e trouxemos gente que conhece o Rio Grande do Sul naquele potencial que estava se desenvolvendo e fizemos várias reuniões e na terceira vez o Rogério Porto veio e mostrou este mapa: chuvas em janeiro e aquele mapa morfológico do Rio Grande do Sul dizia não precisa ser assim. Todos esses que estão em branco têm dinheiro para investir, porque no mês de janeiro chove, em todos aqueles que estão em verde chove bem, têm finanças ajustadas e os outros têm que ir de pires na mão a Brasília. Normalmente me fazem uma pergunta assim: dois anos e só agora? Eu vou dar um dado para vocês de 2004 e 2005, onde isso se aprofundou, quanto nós pagamos para não ter? Quando vai o produtor rural na terra, ele produz, ele gasta dinheiro, ele tem o trator a semente e acaba ele não tem, ele gastou para não ter, 900 milhões de reais. Há quanto tempo nós estamos pagando imposto para não ter? Eu disse: Rogério, tu tens certeza que dá para fazer isso, que em quatro anos dá pra mudar? Ele disse: tenho.
Então sou candidata e fomos levar à população do Rio Grande do Sul um projeto de pagar para ter e não pagar para não ter. Desenhamos um plano de governo e seguimos à risca. Vou fazer a parte principal, que é citar algumas pessoas aqui presentes: cada uma que está nos vendo. Prefeito Ari Ferroraro, Elizabete Ferroraro, obrigado por nos receber e o povo de Fortaleza dos Valos, o ex-prefeito Osvaldo, que em todos os momentos desses dois anos em que eu nunca vi um governo passar por tão fortes crises e esteve sempre presente porque tem fé e confia. Nós temos fé, porque a história do Rio Grande do Sul nos ensinou a ter, quantos foram os desafios muitos piores que este governo está enfrentando, desafios ao nível da guerra, de nem ter dinheiro para pagar a divida. Então é a coragem do povo do Rio Grande do Sul que me orienta e estimula o meu governo. O vice-prefeito aqui de Fortaleza dos Valos, o Flávio, presidente da câmara, o vereador Orlando, o secretário executivo extraordinário e reformulador de uma secretaria nova que nós criamos, que se tiver quarenta pessoas trabalhando nela é muito e são essas quarenta que trazem dez milhões de gaúchos, quanto ela tem? Hum, 17 é pouco não é, mas cada um dos 17 vale pelo estimulo que dá aos dez milhões de gaúchos de que o problema e a solução é água e nesse mapa vocês vêem que não adianta trabalhar para não ter, tem que ter os instrumentos de trabalhar para ter os resultados.
Ao meu querido Pedro Westphalen, líder do Governo na Assembléia Legislativa, que é deputado estadual desta região e de muitas outras e que tem estado conosco em todos os momentos, já foi secretário de Ciência e Tecnologia. Todos juntos somos pessoas de amor e isso é importante: termos capacidade de amar as pessoas e a nós mesmos e assim podemos dar amor aos outros, aos prefeitos municipais. Como eu estou feliz de estar com vocês todos e estão aqui Vilson Santos, de Cruz Alta, do PT, eleito pelo Rio Grande do Sul para dirigir Cruz Alta. Nós respondemos com honra o voto popular onde quer que ele se localize, só exigimos o mesmo respeito de que nos deixem governar mesmo sendo de um pequeno partido que fez coligações com outros partidos, PPS E DEM, que tem o apoio de toda a Assembléia Legislativa, de todos os partidos políticos quando o assunto é o Rio Grande do Sul. Ao meu líder de Governo, que é do PP, eu agradeço pelos desafios que enfrenta a cada dia 15 de novembro.
Almirante Tamandaré do Sul, a Sandra, acho que ela não está mais aqui, mas esteve conosco e disse o que está fazendo no município que dirige, Saldanha Marinho, Gilnei, Tapejara, Irineu, Não-me-Toque, Vicente Antônio, Salto do Jacui, presidente do Corede Alto do Jacui, Boa Vista do Incra, Marco, Soledade, vice-prefeito Luiz Carlos, Ibirubá, vice-prefeito Mário. A felicidade que eu tenho de nós juntos estarmos aqui falando a mesma coisa que eu gostaria de poder falar em cada município. Meu maior prazer é estar onde a vida acontece, onde a gente pode se olhar e contar o que já fez, o que falta fazer e vocês me dizem o que falta fazer. Estou muito feliz com a presença de vocês aqui, do Mário, presidente da Emater, também dentro da Emater tem muitos entusiasmados com esse projeto e outros ainda não entenderam o nosso trabalho, que é conquistar a consciência de que a falta de água é um problema criado e há solução e tem técnicas das mais diversas para colocarmos à disposição principalmente dos pequenos.
Começamos o nosso governo fazendo parceria com as prefeituras, não era possível que houvesse a marcha dos prefeitos numa época contra o governo federal e os governadores procurando a capital federal buscando as mesmas coisas que os prefeitos estavam procurando. Unimos em dois anos uma relação espetacular com prefeitos de todos os partidos, estamos honrando o voto da consulta popular em todos os municípios, e são mais de 300 milhões de atrasos e na política de irrigação de açudes são 11 milhões, mas não interessa, tem que fazer um hospital de 100 milhões uma estrada de 30. A soma de tudo é que não cabia e fizemos um amplo programa de respeito ao governo público, negociamos com todos os que devíamos, vamos pagando aos poucos e ao mesmo tempo negociamos com secretários que vocês têm que cortar 30% do custeio para podermos gastar, que é fazer saúde, educação, estrada, meio ambiente. Nesses dois anos eliminamos todas as barreiras ao desenvolvimento, a principal delas é termos dinheiro.
Nasceu na árvore, catei na pitangueira? Não cai do céu, é preciso açude, estrada, troca-troca, qual foi a principal barreira? Nós amamos o nosso meio ambiente ele não pode mais sofrer isso e ser devorado pela seca e destruído pela falta de planejamento, temos que respeitar e veja o que faz um açude senão perenizar o meio ambiente recebido. Então foi com essa determinação, somos todos no governo como o povo gaúcho, somos visionários e sabemos que um futuro melhor é possível e o que fizemos, fomos atrás de receita porque não adianta esperar pela reforma tributária, pela Lei Kandir, sei lá quando ela vem. Então, o que fizemos quando mandamos a primeira bomba, mandamos para a Assembléia Legislativa um projeto antes que o governo federal fizesse uma coisa igual, dizendo? Deixe-me ter as mesmas tarifas de ICMS, eu vou pegar a diferença na alíquota e colocar no fundo para pagamento de precatório, de combate à pobreza e de irrigação, e tomei bomba, o que vou fazer, um mês depois o governo federal fez o PAC, o que é o PAC senão pegar uma parte das receitas e esterilizar para investimentos?
Era o que a gente queria, agora todo mundo sabe e não mando outra vez para a Assembléia Legislativa, como não mando mais o Duplica, que acabou me tirando quatro bilhões de reais de dinheiro privado para as estradas com a redução de pedágio de 20%. Foi assim que foi decidido, vamos continuar a luta porque vale a pena, quando o resultado aparece nós dizemos que a luta vale a pena. O primeiro ato era bandeira de paz com as prefeituras, o que eles querem, fui lá na primeira reunião da Famurs quase tive que entrar de escudo porque faltava confiança, faltava pagar hospitais e outros programas. Gente, eu não tenho mas vou ter, o orçamento que tínhamos em ICMS, fomos atrás num programa que é uma consultoria que o setor privado paga para a gente É o gerenciamento matricial da receita, 33% de aumento de ICMS, sendo que no primeiro ano não teve aumento porque as alíquotas foram menores. Se eu for dizer para vocês o Rio Grande público cresceu, o orçamento era de 17 bilhões de reais, só que eu tive que pagar dívida de fornecedor.
Eu olhei a decisão democrática dos governos passados e disse eu tenho quem fazer um aumento de 33% dos servidores da segurança da lei Britto, 13 anos atrás, só tinha uma saída: ter mais que 17 bilhões. Então eu tive mais cortando o custeio com nossos secretários, deu 600 milhões, cobri a perda de imposto reduzindo despesas, o governo não vai contratar o que não pode pagar, não enrola, o orçamento hoje é de 21 bilhões de reais, só por isso consegui pagar as dividas, os fornecedores, ganhar confiança do Banco Mundial e pagar menos taxas de juros pelas dividas acumuladas, dobrar o Banrisul. Então na verdade este governo aumentou o orçamento do Estado e esse aumento de ICMS é que me permitiu zerar o déficit. Dizer que não zerei, que é uma obra de marketing e ficção, eu me lembro daqueles que pegavam a espingarda para defender a fazenda na época da revolução, dá vontade de fazer a mesma coisa e o que aprendi é ter paciência. Graças a isso tem 11 milhões para micro-açudes, 800 carros para a BM este ano, tem colete à prova de balas, camionete, 1,6 mil escolas reformadas, não nasceu da árvore, não caiu do céu.
Tenho uma grande sorte de ter conquistado a confiança do povo gaúcho, que me elegeu sabendo que eu ia apanhar muito, mas sabia que eu não gosto de apanhar e denuncio quando apanho, honrando o voto de quem me deu e ainda me chamam de briguenta, não sou. Eu saudando todos fiz um discurso muito bonito e não vou ler, fizemos através dos secretários quais são as ações do programa Irrigar é a Solução, eu comentaria um por um, mas prefiro que vocês comentem entre vocês, não é a promessa porque o povo gaúcho sabe inovar e reconhecer a inovação. Vou pedir para que distribuam meu discurso, vai ser bem diferente do meu avião que não existe e eu não tenho, isso está escrito e vou distribuir, o programa de irrigação tem dinheiro para fazer e depois vocês vão responder se o Rio Grande do Sul deve ter aeroporto, estradas, se as autoridades devem ter avião, não sou eu que digo, mas provoco. Muito obrigada pela presença, Irrigar é a Solução está lançado em Fortaleza dos Valos, porque através da água vamos conseguir a solução, se o Rogério tivesse colocado o mapa da insolação vocês veriam que o Rio Grande do Sul neste hemisfério é o da mais intensa insolação.
O seu Valdir, pai da Giselle Bündchen, criou uma Oscip para arrecadar dinheiro para o projeto Água Limpa, um projeto de visão com aquelas filhas maravilhosas. O seu Valdir fechou um convenio com o governo estadual para refazer a mata ciliar de toda aquela região de Horizontina porque ele sabe que se não conscientizar que o lixo deve ser tratado, o lixo animal, humano e que se não reservar água, aquela região vai continuar a expulsar pessoas da terra, a região de Santa Rosa continua a expulsar pessoas que lá habitam. Agradeço a vocês e um ótimo ano de 2009. Agradeço a vocês a confiança e a presença e desejo a vocês o melhor almoço que jamais tiveram na vida, obrigado.