Governador recebe projeto de pesquisa gaúcha com célula-tronco
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O governador Germano Rigotto recebeu, hoje (14) pela manhã, no Palácio Piratini, o projeto de ação do Instituto de Pesquisa com Célula-Tronco do Rio Grande do Sul (IPCT), fundado em 22 de julho deste ano e que tem como presidente a professora das faculdades de Farmácia e de Medicina da Ufrgs Patrícia Pranke. Rigotto manifestou interesse pela possibilidade de o Rio Grande do Sul se colocar entre os estados brasileiros pioneiros em estudos que poderão trazer grande avanço à medicina. O trabalho desenvolvido pelo instituto gaúcho dedica-se ao aproveitamento do sangue de cordão umbilical em substituição aos transplantes de medula óssea. O secretário da Saúde, Osmar Terra, ficou encarregado de avaliar de que maneira o Estado poderia intermediar a contribuição da iniciativa privada na estruturação física do IPCT. Patrícia Pranke explicou que a utilização de sangue de cordão umbilical não se inclui na polêmica em torno do projeto de lei em tramitação no Senado para permissão do uso de células-tronco de embriões em tratamentos de saúde. Existem dois tipos de células-tronco, as embrionárias e as adultas. Quando falamos em sangue de cordão umbilical, estamos nos referindo a células-tronco adultas, cuja utilização não implica nenhuma questão ética ou discordância religiosa. Aliás, é até incentivada pela Igreja Católica, esclareceu. Conforme lembrou, todo cordão umbilical não-aproveitado, em vez de salvar vidas, é desprezado como lixo. Ela enfatizou também que o cordão umbilical oferece, entre outras vantagens em relação aos transplantes de medula óssea, a rapidez no atendimento aos pacientes, já que nascem muitos bebês a cada dia. Investimento Há estimativas também quanto à redução de custos entre um e outro procedimento. Enquanto hoje são gastos aproximadamente R$ 50 mil para obtenção de uma medula óssea em outro país, o gasto ficaria em cerca de apenas R$ 2 mil com a alternativa do cordão umbilical. Quanto à despesa para iniciar a compra de equipamentos para o novo instituto de pesquisas, a estimativa é de pelo menos US$ 500 mil. Por enquanto, o IPCT conta com uma única doação: o cordão umbilical de Antônia, nascida há dois meses, filha do comentarista e ex-jogador de futebol Paulo Roberto Falcão e da jornalista e apresentadora Cristina Ranzolin, que também esteve no Palácio Piratini com a menina. Participaram ainda do encontro com o governador o secretário Osmar Terra, o secretário substituto da Saúde, João Gabardo dos Reis, e os integrantes do Conselho Deliberativo do IPCT André Maier e Marcelo Gus. Além desses, o instituto tem como conselheiros o médico e escritor Moacyr Scliar, o médico Drauzio Varella e o escritor Luis Fernando Verissimo.