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Governo do Estado alerta sobre importância da vacinação contra o sarampo antes de viagens internacionais

Expectativa de aumento do fluxo de viajantes por conta da Copa do Mundo exige cuidados para evitar a contaminação pelo vírus

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Imagem com fundo claro, em tom cinza texturizado, semelhante a papel. No centro, há o desenho simples de uma seringa em cor cinza, inclinada levemente para a direita. Abaixo dela, está escrito em letras grandes e maiúsculas: “VACINAÇÃO”.

No canto inferior direito, aparece o logotipo do governo do Estado do Rio Grande do Sul, com três perfis humanos estilizados nas cores verde, vermelho e amarelo. Ao lado, lê-se “Governo do Estado Rio Grande do Sul” e, abaixo, o slogan “O futuro nos une”. Próximo ao logotipo, também está a indicação “Secretaria da Saúde”.
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A proximidade dos jogos da Copa do Mundo Fifa 2026 (que será realizada no México, nos Estados Unidos e no Canadá) e o aumento do fluxo de viajantes para assistir ao evento geram preocupação e exigem medidas para evitar a circulação do vírus do sarampo no Brasil e no Rio Grande do Sul.

Como muitas pessoas visitarão países que apresentam surto da doença, a vacina contra o sarampo se torna ainda mais necessária para prevenir o contágio e barrar a transmissão. O alerta do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), da Secretaria da Saúde (SES), busca sensibilizar a população para que atualize o esquema vacinal.

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, transmitida por um vírus através do ar e de secreções, ao tossir, espirrar ou falar. Uma pessoa contaminada pode infectar até outras 18 pessoas suscetíveis. Os sintomas no organismo são manchas vermelhas no corpo e febre alta acompanhada de tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite.

Presente na vacina tríplice viral, o imunizante contra o sarampo deve ser aplicado na infância, porém é possível se vacinar gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, independentemente da idade, na unidade básica de saúde mais próxima.

Alerta epidemiológico na América do Norte

O Brasil conquistou, em 2024, a recertificação de eliminação da circulação do vírus do sarampo pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), avanço que só foi possível com a vacinação. No entanto, o cenário na América do Norte apresenta dados alarmantes, com aumento expressivo de casos, especialmente nos países onde serão realizados os jogos da Copa do Mundo 2026.

Os Estados Unidos registraram, em 2025, 2.144 casos e, em 2026, 1.706. O México, por sua vez, identificou 6.152 infectados pelo vírus do sarampo em 2025 e 8.655 em 2026, ao passo que os números do Canadá indicam 5.425 casos em 2025 e 789 em 2026.

É por isso que os Estados brasileiros se encontram em alerta para o risco iminente de reintrodução do vírus do sarampo no país a partir de indivíduos não vacinados que eventualmente possam vir a ser contaminados em viagens internacionais, especialmente para os países da América do Norte.

Orientação vacinal

A recomendação é que todos os viajantes internacionais, especialmente aqueles que se deslocarão para os jogos da Copa do Mundo 2026, façam a revisão da situação vacinal contra o sarampo conforme esquema vacinal preconizado pelo Programa Nacional de Imunizações:

  • seis meses a 11 meses e 29 dias: dose zero da vacina tríplice viral para bebês que viajarão para locais com surto ativo de sarampo, também realizada em bloqueio vacinal seletivo (contato com caso suspeito)
  • 12 meses a 29 anos: duas doses da vacina tríplice viral
  • 30 anos a 59 anos: uma dose da vacina tríplice viral
  • trabalhador da saúde, independentemente da idade: duas doses da vacina tríplice viral, intervalo mínimo de 30 dias     entre as doses.
  • pessoas com 60 anos ou mais:  em situações de surtos da doença ou viagens para locais de risco, aplicar uma dose de tríplice viral quando não tiver comprovante de vacinação anterior. 

Os viajantes internacionais devem se vacinar pelo menos 15 dias antes do embarque. Em viagens para áreas de risco, bebês de seis a 11 meses devem receber uma dose extra (chamada dose zero), que não substitui as doses de rotina dos 12 e 15 meses.

Em caso de esquema vacinal incompleto, os viajantes para áreas de risco e a população em geral devem seguir a seguinte orientação: quem tem entre cinco e 29 anos e só tem uma dose no cartão, deve tomar a segunda dose, ao passo que aqueles que têm entre 30 e 59 anos e não possuem nenhuma dose devem tomar pelo menos uma.

Texto: Ascom SES
Edição: Secom

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