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Governo do Estado anuncia reabertura do Parque Zoológico, em Sapucaia do Sul, para visitação a partir de sábado (13)

Decisão foi baseada em avaliações técnicas após 15 dias sem registro de mortes de aves no parque

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Foto mostra um lago com algumas aves e pessoas observado em um deck de madeira que está erguido dentro d'água. Ao fudndo há uma casinha e uma área de mata fechada.
O parque estava fechado desde 15 de maio, como medida preventiva, após a identificação de mortes de aves aquáticas - Foto: Igor de Almeida/Ascom Sema 

O governo do Estado, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), anunciou a reabertura do Parque Zoológico, em Sapucaia do Sul, para visitação pública a partir deste sábado (13/6). A decisão foi tomada após 15 dias sem registro de mortes de aves e com base em avaliações técnicas e laboratoriais que atestaram a segurança sanitária do local para visitantes.

A medida foi confirmada após reunião técnica realizada nesta sexta-feira (12/6), que validou as condições adequadas para a retomada da visitação.  Entre os fatores considerados estão a estabilização do quadro sanitário após os óbitos registrados, os resultados negativos para doenças virais de relevância, como a gripe aviária, e a eficácia das ações de manejo ambiental e biossegurança implementadas.

O parque estava fechado desde 15 de maio, como medida preventiva, após a identificação de mortes de aves aquáticas. Desde então, equipes técnicas do zoológico atuaram em conjunto com órgãos estaduais, como a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e a Secretaria da Saúde (SES), na investigação das causas.

Exames laboratoriais

Foram realizadas coletas e análises laboratoriais que descartaram a presença de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1), Doença de Newcastle e outros agentes virais. Em 9/6, o diagnóstico conclusivo apontou botulismo, enfermidade causada pela toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum.

De acordo com as equipes técnicas, o botulismo não representa risco de transmissão aos visitantes, uma vez que não é uma doença contagiosa por contato com animais ou ambientes. Em humanos, a intoxicação está associada, principalmente, à ingestão de alimentos contaminados ou mal conservados.

A secretária do Meio Ambiente e Infraestrutura, Marjorie Kauffmann, reforça que o foco da doença já foi encerrado, conforme demonstram os 15 dias sem registro de novas mortes, além das medidas intensificadas de cuidado adotadas no período com os animais e com as equipes.

“A retomada da visitação ocorre com total responsabilidade e respaldo técnico. Todos os protocolos foram seguidos para garantir um ambiente seguro tanto para os visitantes quanto para os animais. Desde o episódio de gripe aviária no ano passado, adotamos uma vigilância proativa, com atenção permanente à saúde dos animais do zoológico. A atuação integrada com as demais secretarias reforça a transparência e o compromisso com a saúde pública e ambiental, que orientaram cada etapa desse processo”, afirmou.

Durante o período, foram registradas 36 mortes de aves, sendo 22 cisnes-de-pescoço-preto (Cygnus melancoryphus), 11 cisnes-negros (Cygnus atratus), dois coscorobas (Coscoroba coscoroba) e um pato-do-mato (Cairina moschata). O último óbito ocorreu em 29 de maio.

Aprimoramento dos cuidados

Como parte das medidas de mitigação, o zoológico realizou intervenções para melhorar a qualidade da água dos lagos, incluindo o aprimoramento do sistema de decantação e a instalação de aeradores para aumentar a oxigenação. Também foram adquiridos novos equipamentos para ampliar o monitoramento e a prevenção em outros pontos do parque.

A Sema destaca que a reabertura ocorre com manutenção da vigilância contínua sobre a saúde dos animais e as condições ambientais, garantindo a segurança dos visitantes e o bem-estar da fauna sob cuidados da secretaria.

Texto: Tamires Tuliszewski/Ascom Sema
Edição: Secom

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