Governo do Estado cria a primeira reserva ambiental em propriedade privada do RS
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O Governo do Estado institui a primeira Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) do Rio Grande do Sul, criada por meio da Divisão de Unidades de Conservação da Secretaria do Meio Ambiente (Sema). A portaria 48/2010, assinada nesta terça-feira (28), entre o secretário Giancarlo Tusi Pinto e o presidente da empresa Celulose Riograndense, Walter Lídio, agora segue para o Sistema Estadual de Unidades de Conservação e será publicada no Diário Oficial do Estado ainda nesta semana.
O plano de manejo da Reserva Particular do Patrimônio Natural Estadual Barba Negra, com 2,4 mil hectares, no município de Barra do Ribeiro, na região Centro-Sul, deverá ser elaborado no prazo máximo de três anos e revisto a cada cinco anos, ou a qualquer tempo, respeitando seus princípios básicos. A empresa deverá assegurar a manutenção dos atributos ambientais e promover algumas iniciativas, como sinalizar os limites da área, mediante a colocação de placas nas vias de acesso, e encaminhar, anualmente, ou sempre que for solicitado, ao Departamento de Florestas e Áreas Protegidas da Sema, relatório sobre a situação da RPPN.
De acordo com Giancarlo Tusi Pinto, a criação desta RPPN demonstra mais uma vez a preocupação e o engajamento do setor produtivo com questões ambientais. A maturidade alcançada nos últimos anos levou a Secretaria dfo Meio Ambiente, a Fepam, Ong´s ambientalistas e o setor produtivo a aprovarem, por unanimidade, o zoneamento ambiental da silvicultura, que é coroado com a criação desta RPPN. Assim, teremos mais uma unidade de conservação voltada para a prevenção da biodiversidade na preocupação ambiental, disse.
O presidente da Celulose Riograndense celebrou a oficialização da RPPN e espera que a iniciativa sirva de exemplo e de motivação para que outras empresas também criem novas reservas ambientais. É mais fácil para as organizações já constituídas comprometerem-se com o cuidado com o meio ambiente, uma vez que possuem estrutura, pessoal especializado e conhecimento para isso, destacou.
Walter Lídio disse ainda que a empresa já está trabalhando no plano de manejo, que contemplará também atividades de educação ambiental, visitação pública, ecoturismo e recreação, além de avaliar a viabilidade para a reintrodução de espécies da fauna e flora na área.