Governo Leite inicia construção da primeira escola do modelo Escola+, em Gravataí
Com investimento de R$ 37,4 milhões, desde 2009 o Estado não executa uma unidade escolar desse porte
Publicação:
Um novo capítulo na história da arquitetura educacional do Rio Grande do Sul começou nesta sexta-feira (27/2). O governador Eduardo Leite e o vice-governador Gabriel Souza, acompanhados das secretárias de Obras Públicas, Izabel Matte, e da Educação, Raquel Teixeira, estiveram em Gravataí para autorizar o início das obras da primeira escola totalmente concebida dentro do conceito do Projeto Escola+. Localizada no loteamento Breno Garcia, a unidade inaugura um padrão visual e construtivo para a Rede Estadual, resultado da retomada da capacidade de investimento do Estado e da prioridade dada à educação pela atual gestão.
“Estamos começando a concretizar esse sonho, esperado há tanto tempo e construído a muitas mãos. Estamos tornando realidade a Escola Breno Garcia, que será uma instituição de referência, com ambientes inspiradores e um padrão construtivo diferenciado, seguindo o Projeto Escola+. O Rio Grande do Sul está vivenciando uma profunda transformação na educação”, destacou Leite. “Estamos realizando intervenções em centenas de instituições ao mesmo tempo e, até o final do ano, entregaremos mil escolas reformadas em todo o Estado, com investimento de R$ 1 bilhão.”
O investimento é de R$ 37,4 milhões. Desde 2009 o Estado não constrói uma escola desse porte. Com previsão de conclusão para o segundo semestre de 2026, a instituição atenderá a uma demanda histórica da comunidade, oferecendo os ensinos Técnico e Médio e os anos finais do Ensino Fundamental, do 6º ao 9º ano, totalizando 1,2 mil vagas.
“O início das obras da Escola Breno Garcia é mais um marco que, entre tantas outras ações do governo do Estado, mostra que a educação do Rio Grande do Sul está diferente. Depois de 17 anos, esta é a primeira vez que o Estado começa a construir uma escola desse porte do zero”, frisou Gabriel. “Nesse ínterim, o que ocorreu foram reaberturas de unidades que haviam sido interditadas por ausência de investimentos. Antes de colocamos as contas em dia, a média investida em obras escolares por instituição era R$ 285 mil. Agora estamos investindo um valor superior a quatro vezes mais por escola, ou seja, são mais de R$ 1,2 milhão investidos por unidade em todo o Rio Grande do Sul.”
Começo do futuro
No terreno de 16,5 mil metros quadrados, serão edificados um prédio, uma quadra descoberta e um ginásio esportivo, totalizando 7,5 mil metros quadrados. O ginásio também poderá abrigar até 80 pessoas em situações de crise, como eventos meteorológicos adversos, com banheiros e refeitório.
“Quando assumimos a SOP, levamos um susto com o montante de obras necessárias para recuperar a infraestrutura escolar, depois de décadas de parcos investimentos. Com recursos disponíveis, em razão das reformas lideradas por Leite, e a partir das inovações e processos implementados na secretaria, conseguimos não apenas recuperar o passado, mas projetar o futuro”, celebrou Izabel. “E o futuro está começando hoje, aqui, com esta obra. A escola do loteamento Breno Garcia é a prova de que o amanhã já chegou.”
“É um novo momento para a infraestrutura da educação pública no Rio Grande do Sul. Vamos entregar à comunidade de Gravataí uma escola pensada para o presente e para o futuro, com qualidade arquitetônica, sustentabilidade e foco na aprendizagem, em um ambiente que valoriza nossos estudantes e professores”, disse Raquel.
Na educação, área tratada como prioridade por Leite, o propósito é garantir o futuro do estudante, do professor e da sociedade. Desde o início da atual gestão, em 2023, até agora, o governo destinou R$ 624,3 milhões para 842 obras concluídas e em execução, qualificando 639 escolas. No momento, estão em execução R$ 407 milhões em obras que beneficiam 257 escolas em todo o Estado.
Longa espera
Em 2014, a União assinou com os governos estadual e municipal o primeiro termo de cooperação prevendo a construção do loteamento e das unidades habitacionais pelo Programa Minha Casa Minha Vida. Cada moradia tem 40 metros quadrados, dois dormitórios, banheiro, cozinha, sala e área de serviço externa, e conta com placas de energia solar.
Além de aporte financeiro, o Estado se comprometeu a criar uma escola, mas isso não se concretizou. A comunidade local passou a reivindicá-la, e o primeiro estudo de viabilidade para implantação data de 2017.
À época, já se reconhecia a necessidade de ampliação da oferta de vagas escolares para atender ao crescimento populacional da região, com previsão de construção de uma unidade de grande porte. Desde então, essa antiga demanda da comunidade foi acompanhada no âmbito administrativo. Agora, se tornou realidade.
A Secretaria de Obras Públicas (SOP) começou a desenvolver o projeto em 2024. Em 28 de agosto do ano passado, Leite autorizou que a empresa já selecionada em licitação começasse o detalhamento do projeto elaborado pela SOP, para então executar os trabalhos. Nesta sexta, a obra está começando. Em comparação com padrões do passado, houve agilidade no cumprimento das etapas que permitiram a escola começar a sair do papel.
Escola+
A obra marca também o lançamento da Biblioteca de Padrões do Escola+, desenvolvida pela SOP em parceria com a Secretaria de Educação (Seduc) e a Secretaria de Comunicação (Secom). A biblioteca reúne modelos de ambientes e elementos arquitetônicos replicáveis para uso em construções, reformas e manutenções de prédios da Rede Estadual, reduzindo o tempo de elaboração de projetos, aumentando o controle de qualidade e diminuindo custos.
O Escola+ vai além da funcionalidade: estabelece parâmetros para que as edificações tenham aparência acolhedora e instigante, além de identidade visual imediatamente reconhecível. Pórticos, sinalizações internas, elementos arquitetônicos, cores e placas seguem os mesmos modelos em todas as unidades, permitindo identificar prontamente que o prédio pertence à Rede Estadual. A padronização também gera economia, ao eliminar a necessidade de projetos individuais para cada escola.
O projeto foi desenvolvido com a metodologia BIM (Building Information Modeling), que integra todos os envolvidos na obra por meio de modelos digitais colaborativos. Com as maquetes eletrônicas, é possível visualizar espaços, simular alterações em tempo real, estimar custos e prevenir erros ainda na fase de planejamento, conferindo mais precisão e agilidade ao processo.
A construção da escola, com exceção do ginásio e do auditório, seguirá o sistema off-site: os elementos de cada ambiente serão produzidos em fábrica e transportados prontos para montagem no canteiro, como peças de um sistema modular. O método reduz o impacto ambiental e a geração de resíduos. O projeto ainda prevê materiais sustentáveis e soluções de eficiência energética, como energia fotovoltaica e sistema de reaproveitamento de águas da chuva.
O Escola+ teve sua qualidade reconhecida em agosto de 2025, ao ser homologado para uso pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão vinculado ao Ministério da Educação. A partir dessa autorização, o projeto passou a integrar o portfólio nacional de modelos escolares, ampliando a possibilidade de implementação de soluções modernas, padronizadas e eficientes em todo o país. Foi a primeira vez que um projeto gaúcho passou a integrar o acervo do FNDE.
Texto: Ascom SOP e Secom
Edição: Secom