Governo do Estado do Rio Grande do Sul
Início do conteúdo

Inauguração do Hemocentro de Santa Maria

Publicação:

Quero saudar o prefeito Valdeci, nosso anfitrião, em mais uma data importante, em que as várias esferas do poder federativo se somam para inaugurar, finalmente, uma obra. Os prefeitos aqui presentes, talvez aqui eu não cite todos os prefeitos, prefeitas, vice-prefeitos, vice-prefeitas, vereadores, vereadoras. Deputado federal Cezar Schirmer, secretário da Saúde Osmar Terra - vou contar uma historinha nossa aqui, a primeira que, quando ele nos trouxe aquela papelada, ele disse assim: “É isso aqui que eu vou ler”. Eu falei: “Tira da minha mão. Tem meia hora de discurso, nem eu, nem tu. Vamos ver realmente o hemocentro, que é o que mais importa agora”. A todos os atores da secretaria da Saúde, a todos os atores da prefeitura, ao meu querido amigo, que está desenvolvendo um trabalho de interlocução com todo o RS, o Pozzobom. Aqui em Santa Maria ele tem sido, para nós, um defensor da comunidade, o prefeito sabe disso, foi importantíssimo para a assinatura do transporte escolar, foi importante quando, junto com os secretários, e nós tivemos sorte que o Governo Federal, na sua segunda etapa, desenvolveu o PAC, e o PAC começou pelo do Saneamento, e, imediatamente, como a Corsan é detentora de mais de 30 prêmios por ano, eu pedi que o secretário Marco Alba levantasse tudo que poderia ser possível fazer para a gente fazer o nosso pedido junto à ministra Dilma, junto ao Governo Federal. O sucesso foi grande. Eu acho que o nosso Governo Estadual recebeu, em termos de volume, o orçamento perdido do Governo Federal, um dos maiores volumes, mas, especificamente para Santa Maria, eu pude olhar a história, e, durante o período de eleição, Valdeci, nós estivemos andando aqui, e a maior demanda que se tinha de uma comunidade integralmente organizada era o Santa Marta. E o Santa Marta tem como propriedade o solo, propriedade do Governo Estadual. E eu quero aqui reafirmar que as duas últimas pendências com a Procuradoria Geral estão sendo levantadas, uma a uma - uma já foi levantada, falta só a última para a gente poder vir celebrar aqui a doação do terreno em uso para todos aqueles moradores organizados que sempre esperaram e tiveram sorte, porque o Governo Federal encontrou um Governo Estadual e um Governo municipal dispostos a investir, dispostos a resolver problemas históricos, problemas estruturais da nossa sociedade. Não é diferente em relação a tudo que nós temos encaminhado pelo Estado, buscando fazer com os parcos recursos que o Governo do Estado tem, mas com a imensa vontade de enfrentar e vencer desafios que o nosso povo sempre mostrou. Vereador, presidente da Câmara de Vereadores de Santa Maria, Vilmar Teixeira Galvão, aqui está o nosso João Carlos, nós fomos com o João Carlos, nosso secretário de Agricultura e Agronegócio, fazer a Abertura da Colheita da Soja, lá em Tupanciretã. Apesar da estiagem, é impressionante, aqueles que se prepararam com a tecnologia, com a biotecnologia, com a irrigação e aproveitando também o momento em que até o próprio Presidente da República disse: “O preço das commodities está em alta”. Portanto, mesmo a gente tendo um pouquinho de queda em relação à safra recorde do ano passado, recorde histórico por causa da biotecnologia, da tecnologia, da irrigação, mesmo assim, nós vamos ter um aumento da renda dos agricultores, pequenos, médios e grandes, de 25% este ano, porque o preço da soja no mercado internacional evoluiu de 28 para 45. Então, também a gente tem que aproveitar o ciclo e fazer do ciclo aquilo que interessa a um governante fazer: retribuir a uma população, dentro das suas prioridades. O hemocentro sempre foi prioridade desta população. Ao coordenador da Política Nacional de Sangue, Guilherme Genovez, ao secretário substituto da Secretaria Geral de Governo, agora lei - eu agradeço a todos da Assembléia que quiseram aprovar a lei -, que é uma secretaria que vem dar agilidade ao Governo, e, nesse sentido, o nosso adjunto - ágil ele é, e rápido. Eu estou precisando de gente bem rápida assim para enfrentar, identificar as coisas e resolver. Ao vice-reitor da Universidade Federal de Santa Maria, parceiro do hemocentro, Felipe Müller, as explicações aqui dadas foram extremamente proveitosas, assim como o chamamento que o prefeito fez de que não apenas entre a torcida do Grêmio e do Inter, porque é bom fazer essa disputa. O Grêmio agora está fora, mas, então, chamemos o Santa Maria, o Juventude. Vamos fazer todos os times virem aqui doar sangue. Eu, como atendi a um pedido da Secretaria do Esporte e do Turismo, que sempre se perguntou assim: “Por que o Banrisul só apóia a turma Gre-nal?”. Eu não sabia que o Grêmio ia perder, óbvio, mas por que só Grêmio e Inter? Então, nós, realmente, estamos fazendo apoio a todos os times de futebol, e, com pouco dinheiro, eu vou a cada estádio, nós descemos com o nosso helicóptero aqui, então, a gente vê, está bonito, eles estão repondo, eles estão pagando as contas. A verba não é muito grande, mas, com uma campanha que me faz muito alegre, porque eu sou uma esportista, e, naquele tempo, o meu pai não me deixava jogar vôlei, porque dizia: “Mulher não mostra as pernas, você não vai jogar vôlei”. Mulher em campo de futebol era uma coisa difícil. Esse apoio é em nome da presença das mulheres nas partidas e nos jogos de futebol, já que somos o melhor time de futebol feminino de todo o mundo, não éramos assim dois anos atrás. Então, esta parceria, que custa pouco, que fez ao delegado regional da Saúde, Sérgio Severo, aqui na nossa 4ª Regional, ao diretor geral substituto do Hospital de Santa Maria, também parceiro do hemocentro, Sérgio Pereira, a família do Sérgio, todo servidor, todo servidor que tem o relato de vida que eu tive do Sérgio honra a sua família, honra a sua comunidade e eu quero aqui também manifestar o meu pesar pela perda do Sérgio – do outro Sérgio. Eu sei, está aqui, tanto é que ele é parceiro do hemocentro –, em cima de uma doença que só faz crescer. Nós vamos ter que ter uma política específica para essa doença também. Ou seja, o novo vem chegando, e são desafios que a gente vai tendo que enfrentar a cada dia. Aos presidentes, dirigentes, representantes das vinculadas, autoridades civis e militares, aos srs. e sras. da imprensa que nos seguem e que nos auxiliam na divulgação das nossas ações e que nos trazem as críticas da sociedade, a ela é importantíssimo, nós criamos uma ouvidoria, que vai se transformar em um call center muito em breve, basta a gente ajeitar um pouquinho mais ainda as contas, porque a ouvidoria, para mim, é prioridade. Eu quero, em especial, dar o meu agradecimento à Banda da Brigada, quero dar o meu agradecimento à Brigada Militar. A Brigada Militar, a Polícia Civil, o IGP, os atores da Susepe na área de Segurança Pública, sustentam aquela área, que, cada vez mais, é a maior preocupação de todo cidadão e de toda cidadã. Eu quero dizer que eu tenho orgulho da disciplina, da formação e da boa ação de vocês, brigadianos, à nossa comunidade, quanto mais com uma banda, e quanto mais antiga melhor, nos recebeu com a pauta da autoridade nessa música tão bonita, que nos faz lembrar a nossa responsabilidade. E a nossa responsabilidade em relação ao hemocentro é uma responsabilidade que foi a razão pela qual, na contratação que fizemos mutuamente, o secretário Osmar Terra. Durante a nossa transição de governo, eu disse ao secretário Osmar Terra que o nosso Governo, ele seria um governo transparente, ele diria o que pode fazer e o que não pode fazer. Ele reconheceria todas as dívidas herdadas e daria uma maneira legal de ir pagando aos poucos, as prefeituras sabem disso, nós estamos pagando a Consulta Popular em um valor de R$ 280 milhões atrasados, pouco a pouco. Como é que nós fizemos isso? Negociando. Negociando com a Famurs, negociando com os prefeitos, com os secretários, e. uma vez negociado, escrito, assinado, tudo que foi assinado desde o princípio do nosso Governo foi honrado por uma razão muito simples: nós fazemos uma previsão da receita que vamos ter e dividimos esta receita nas secretarias segundo a prioridade da população. E eu disse ao Osmar, então: “Osmar, vamos pegar o que não está acabado. Vamos pagar a dívida um pouquinho de cada vez, vamos pegar o que não está acabado, são coisas de cinco anos, dez anos, 15 anos, 20 anos, negociando, algumas de 30 anos, 37 anos, como a Rota do Sol, enfim, vamos analisar o que não está terminado, foi começado e não está terminado, e vamos fazer uma medida da repercussão que cada uma dessas obras vai ter em crescimento econômico, crescimento de emprego e crescimento dos serviços com qualidade”. Cada secretário foi, analisou, essa é a famosa contratualização. E ele ficou sabendo o que ele ia receber mensalmente da Receita, que nós teríamos com muita acuidade, e se registrou. A nossa estimativa foi conseguida, quando estava faltando, nós fizemos uma força-tarefa lá na Receita e conseguimos elevar mais a Receita ainda, para poder cumprir minimamente a nossa determinação. Cortamos 30% do custeio sem faltar nenhum serviço, começamos a pagar dívidas, dívidas antigas, e começamos a fazer as obras mais importantes, e quero dizer a vocês, não são as que custam mais caro, mas elas têm que ser bem distribuídas, e assim foi. Nós contratamos entre nós que a política da saúde seria, cada vez mais, colocar mais perto do cidadão a saúde. A saúde mais perto do cidadão era o nosso objetivo maior, enfrentando as coisas novas, o crescimento de novas doenças, veio a dengue mesmo, estão as nossas 20, 17 mulheres fazendo sucesso lá no Rio de Janeiro pela qualidade de pediatras que elas são. Em princípio, é só aparência, mas pela qualidade de pediatras. São 17 pediatras mulheres e três pediatras homens, e estão lá buscando ajudar, em solidariedade, o Governo do Rio, porque o Governo do Rio, que bota a culpa no Governo Federal, que bota a culpa no Governo Estadual e que bota culpa no Governo municipal, não cumpriu a meta de formação de Programa de Saúde da Família. Então, o que se vê no Rio é o resultado de uma briga política. Onde houver uma briga política como essa, quem paga é a população. Então, desde o início, nós decidimos que íamos fazer uma gestão integrada entre prefeitos, no começo os prefeitos não acreditaram muito, ele está me dizendo, nenhuma dengue, nenhum caso de dengue gerado no RS, os 24 casos são vindos de fora, e a notificação é alta porque se costuma dizer a verdade aqui no RS e se notificar: “Pode ser daí”. Notifica, e aí se vê que não é. Vinte e quatro são os casos registrados. Nessa gestão integrada que nós estamos fazendo, o nosso hemocentro é o maior evento. Repartimos os recursos da saúde na terminação, por terminar as obras inacabadas, porque temos podido fazer e levar à comunidade a palavra mais uma vez garantida: “Nós viemos para respeitar as prioridades da população”. A população nunca pediu nada caro. A população pede apenas que a gente resolva os problemas. Santa Marta é doação do terreno mais projeto da prefeitura. A prefeitura vai realizar - eu não fiz questão, não - as obras. Vou repetir mais uma vez - eu sei que alguns homens não gostam: para nós, mulheres, não tem problema de autoria. Quando o filho nasce, a gente sabe que é da gente. E quem sabe a gente seja mais tranqüila por causa disso e dure mais. Quando os homens perderem essa necessidade de autoria, eles vão ter maior longevidade. Eles vão se estressar menos, eles vão viver melhor. Então, a todos os que aqui estão eu quero dizer que só foi possível porque, desde o primeiro dia, nós dissemos que seríamos um governo de gestão, que falaríamos a verdade: “Isso pode, isso não pode, isso pode, vai ser tal dia”. E com pouco, porque nós temos muito pouco. Nós somos o Estado que tem a maior dívida por receita. Por que será? Nós estamos perdoados, tomamos empréstimos sem fim? Não, é porque a nossa receita é baixa. E, se a gente tem dívida sobre a receita igual a 2,5, nunca a gente poderia ter ido até o Banco Mundial. O Governo Federal estaria proibido, pelas regras da Lei da Responsabilidade Fiscal, de fazer isso. Desde o primeiro dia, nós seguimos a Lei da Responsabilidade Fiscal, quando, nos dois primeiros meses, a receita, que era um sonho, vamos chamar assim, ela não finalizou nem na metade, nós reduzimos a despesa pela metade e pedimos para os outros Poderes fazerem a mesma coisa. O Legislativo e o Judiciário reduziram aquela previsão que eles tinham de uma receita que não aconteceu. O Governo Federal até nos chamou e viu que era bem dali. A gente, no que a gente podia fazer, é o que eu sempre digo, se deixarem, a gente faz. A gente só não faz se não deixarem, mas, se deixarem, nós botamos a casa em ordem, 2009 será realmente um ano de investimento bem mais alto. O Governo Federal acreditou, claro, sempre, o Governo Federal acreditou, nessa relação extremamente respeitosa. Ele enfrentou uma passividade por aí, fica meio esquisito, parece campanha eleitoral, aqui não, eu passei por umas ali que não foi bonito, mas, com o Governo Federal, sempre muito respeitoso. Com os governos municipais, o que dizer? Nenhuma prefeitura fechou no vermelho, todas as prefeituras fecharam no azul. Ou seja, todas as prefeituras pagaram tudo que tinham que pagar, por causa do contrato com o Banrisul, que só pôde fazer isso porque dobrou de tamanho. Bem, então, o Banco Mundial e eu fomos autorizados a conversar. Em menos de um ano, o maior empréstimo jamais concedido a qualquer Estado, maior do que a maior parte dos empréstimos do Banco Mundial a todos os países, a cada um deles, vai nos ser concedido agora no mês de maio. É devido a quê? É devido a esse conjunto que mostra que, no RS, nós conseguimos, todos juntos, construir uma meta que a Assembléia aprovou, e aprovou por unanimidade o plano de ajuste com crescimento que nós oferecemos ao Governo Federal e ele vai passar ao Banco Mundial. Esse plano de ajuste, eu já vou poder dizer que, lá em 2008, no mês de abril, nós cumprimos a meta de rede de hemocentros. Cumprimos com essa responsabilidade em conjunto, Governo Federal, Governo Estadual, Governo municipal. E aqui eu quero dar uma palavra muito especial à Universidade de Santa Maria. Às vezes, a gente aparece nos jornais de uma maneira não muito positiva. E eu creio que democracia só existe quando as instituições são fortes e valorizadas. E eu quero dar aqui o meu total apoio e a minha carta de confiança à Universidade Federal de Santa Maria, como instituição, e pela instituição passam gerações, é uma das melhores do Brasil, que o diga a história do hemocentro que hoje se inicia. Parabéns a todos, obrigada a todos, e cada dia em que a gente pode dar a uma região, a partir de Santa Maria, o direito de ir a um hemocentro, eu me sinto mais realizada, assim como sei que cada um de vocês também está se sentindo. Parabéns, e vamos à inauguração.
Portal do Estado do Rio Grande do Sul