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Integração entre ciência e gestão de riscos é apontada como fundamental para enfrentar eventos extremos

Especialistas do Brasil e da Argentina destacam a necessidade de transformar dados em decisões eficazes

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Esta é uma descrição da imagem para fins de acessibilidade:

A fotografia em plano médio e ângulo frontal-lateral registra a realização de um painel de debates sobre um palco de eventos, identificado pelo título do arquivo como **"Painel Boas Praticas - foto João Pedro Rodrigues.jpg"**.

### **Os Integrantes do Painel**

* **Composição:** Quatro painelistas estão sentados em uma fileira de poltronas brancas ou creme individuais com braços e pernas de madeira clara, dispostas ao longo do palco. Todos usam credenciais oficiais suspensas por cordões no pescoço.
* **Da esquerda para a direita:**
* Uma mulher de óculos e cabelos cacheados escuros, vestindo casaco preto e botas marrons de salto, está sentada voltada de perfil parcial para a direita, segurando um microfone na mão esquerda.
* Uma mulher de cabelos longos loiros ou claros está centralizada no palco, falando ao microfone que segura com a mão direita. Ela veste um casaco preto, calça escura e botas pretas de salto.
* Uma mulher de óculos e cabelos curtos escuros está sentada em pose reflexiva, acompanhando a fala da colega. Ela veste um casaco escuro de inverno e sapatos pretos.
* Um homem jovem de cabelos escuros e curtos está sentado na extremidade direita do grupo, vestindo um suéter preto sobre camisa social e calça escura, com as mãos unidas sobre as pernas.


* **Extrema Esquerda:** Na borda esquerda inferior da imagem, veem-se apenas as pernas de outra participante vestindo calça escura e botas de couro pretas de cano alto com fivelas douradas.

### **O Telão e o Cenário de Fundo**

* **O Grande Painel de LED:** Atrás dos participantes, estende-se um imenso telão digital com iluminação e fundo predominantemente na cor azul-viva.
* **Conteúdo Digital:** O lado esquerdo do telão exibe grafismos abstratos compostos por linhas finas e curvas que se cruzam de forma ritmada. O lado direito projeta em tamanho ampliado a transmissão ao vivo em vídeo (transmissão simultânea) da painelista loira central enquanto ela realiza o seu pronunciamento.
* **Mobiliário de Apoio:** Pequenas mesas redondas de madeira escura estão posicionadas nas laterais e entre as poltronas, servindo de apoio para copos e taças de água de vidro transparente. O teto do auditório, com placas quadradas escuras e sistemas de iluminação embutidos, aparece de forma discreta no topo da composição.
Painel internacional ressalta avanços em alertas climáticos e proteção à população - Foto: João Pedro Rodrigues/Secom

A integração entre ciência, governança e comunicação de riscos climáticos marcou o painel que encerrou a manhã de quarta-feira (24/6) no Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil, promovido pelo governo do Estado em parceria com o Local Governments for Sustainability (Iclei). Inserido no Programa de Preparação para Eventos Extremos (Prepara RS – El Niño), o encontro reuniu representantes do Brasil e da Argentina para discutir a evolução dos sistemas de alerta precoce, a governança climática e os desafios de adaptação diante do aumento de eventos meteorológicos extremos.

A coordenadora de Prognósticos Regionais do Serviço Meteorológico Nacional (SMN) da Argentina, Viviana Elisa López, ressaltou que a atuação dos órgãos de meteorologia e hidrologia tem como principal finalidade proteger a população. Segundo ela, esse trabalho exige cada vez mais a conversão de dados técnicos em informações capazes de subsidiar decisões diante de situações de risco.

“O nosso objetivo principal, tanto da meteorologia quanto da hidrologia, é proteger a população. Os alertas são o produto mais relevante emitido por essas instituições para as defesas civis, pois permitem antecipar ameaças e orientar medidas que ajudam a salvar vidas”, afirmou Viviana.

Ela explicou que a emissão de alertas depende de múltiplos fatores e não apenas de modelos matemáticos. “O prognóstico não é 100% certeiro. Por isso, o prazo é muito importante no momento de decidir o nível do alerta, porque deve considerar a incerteza, a intensidade do fenômeno e o contexto em que ele vai ocorrer”, disse. Viviana também ressaltou a evolução dos sistemas de previsão. “Atualmente estamos trabalhando para levar o nosso sistema de alerta precoce para um modelo baseado em impactos, em que não apenas se prevê o fenômeno, mas principalmente o que ele vai causar nas pessoas e nos territórios”, completou.

Prevenção e resiliência no centro do debate 

Representando a província de Santa Fé, a secretária de Mudança do Clima, Verónica Irizar, destacou que a crise meteorológica aprofunda desigualdades já existentes e exige uma mudança estrutural na forma como os governos lidam com o risco e o planejamento público. “Não temos responsabilidade [pelas emissões], mas sem nenhuma dúvida estamos pagando as consequências da mudança climática. Isso exige que a gente saia de uma lógica de apenas reagir às emergências e passe a usar esses recursos para prevenir riscos e fortalecer a resiliência dos territórios”, afirmou. 

Verónica defendeu uma transição mais ampla no modelo de desenvolvimento. “Temos um compromisso ético de redução de emissões e de avançar fortemente na transição energética e na mudança do modelo produtivo, porque não se trata apenas de responder a desastres, mas de evitá-los antes que aconteçam”, disse. 

A secretária também chamou a atenção para os desafios institucionais enfrentados no país. “Nós temos um governo nacional que adota uma postura negacionista em relação à mudança climática, que se retirou dos territórios e reduziu os recursos com os quais os governos subnacionais contam, o que torna ainda mais difícil sustentar políticas de adaptação de longo prazo”, pontuou.

Monitoramento e alertas salvam vidas 

A diretora do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Regina Célia dos Santos Alvalá, ressaltou que a gestão de riscos depende da articulação entre diferentes áreas do conhecimento e da integração entre monitoramento, prevenção e comunicação com a sociedade. “Precisamos conhecer os riscos, nos preparar, disseminar e comunicar. E, para isso, é fundamental monitorar e alertar antecipadamente, porque, sem informação qualificada, não há como proteger vidas”, afirmou.

Ela destacou ainda a importância da interdisciplinaridade no trabalho do centro. “O elemento social é fundamental no trabalho que fazemos. As nossas equipes são formadas tanto por profissionais das ciências exatas quanto das ciências sociais, porque não basta entender o fenômeno físico - é preciso compreender também quem está exposto e em que condições”, explicou.

A diretora do Cemaden enfatizou que o enfrentamento de desastres exige ação conjunta entre o Estado e as comunidades, reforçando que, embora as três esferas de poder sejam essenciais, é no nível local que o impacto se materializa. Além disso, a especialista destacou a importância da cooperação regional para o gerenciamento de fenômenos meteorológicos que transcendem fronteiras nacionais.

Ferramentas modernas ampliam a capacidade de alerta 

Encerrando o painel, o meteorologista e coordenador do Centro de Monitoramento da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, Bruno Zanetti Ribeiro, destacou os avanços tecnológicos do Estado na área de monitoramento e a mudança de abordagem da previsão tradicional para uma lógica centrada em vulnerabilidades. “Não há uma previsão de tempo convencional, é uma previsão focada em risco. Isso muda completamente a forma como a informação é produzida e utilizada, porque o objetivo não é apenas dizer se vai chover, mas qual é o impacto que essa chuva pode causar em cada território”, afirmou.

Esta é uma descrição da imagem para fins de acessibilidade:

A fotografia em plano médio e ângulo frontal registra o pronunciamento de um participante durante um painel de debates sobre um palco de eventos, identificado pelo título do arquivo como **"Bruno Ribeiro - Painel Boas Praticas - foto João Pedro Rodrigues.jpg"**.

### **O Palestrante em Destaque**

* **Ação e Postura:** No centro do plano, um homem jovem de pele clara e cabelos curtos e escuros está sentado em uma poltrona de braços de madeira clara. Ele fala diretamente ao público, segurando um microfone de metal cinza com a mão direita próxima à boca. Ele olha fixamente para a frente e mantém o corpo voltado ligeiramente para a direita da imagem.
* **Vestuário e Acessórios:** Ele veste um suéter preto de gola em "V" sobre uma camisa social com estampa quadriculada miúda em tons de azul e branco. Em seu pescoço, há uma credencial oficial retangular suspensa por um cordão branco com logotipos azuis. A credencial exibe a palavra **"PARTICIPANTE"** em uma faixa roxa na borda inferior e um código QR visível na parte central. Na mão esquerda, apoiada na perna, ele segura um pequeno passador de slides ou controle remoto preto.

### **O Telão e o Cenário de Fundo**

* **O Grande Painel de LED:** Atrás do orador, estende-se um grande telão digital com iluminação e fundo predominantemente na cor azul-viva, decorado por linhas finas e claras dispostas em diagonal.
* **Transmissão Simultânea:** O telão projeta em tamanho ampliado a transmissão ao vivo em vídeo do próprio palestrante enquanto ele realiza o seu pronunciamento. A imagem projetada ao fundo aparece ligeiramente cortada e fora de foco (efeito de profundidade de campo), destacando a figura do homem em tempo real no primeiro plano.

### **Elementos de Apoio**

* **Mobiliário:** No canto inferior esquerdo, avista-se a lateral de uma pequena mesa redonda de madeira clara que serve de apoio, onde repousa um copo de vidro transparente com água e a base de um microfone extra deitado. Ao lado da mesa, nota-se uma fração do encosto estofado claro de outra poltrona e o ombro de um participante adjacente na borda esquerda inferior da imagem. A iluminação é focada e direcionada para o palestrante, realçando suas expressões.
Radares meteorológicos ampliam a capacidade de identificar eventos severos e antecipar impactos nos territórios - Foto: João Pedro Rodrigues/Secom

Ele explicou o papel dos radares meteorológicos na análise de eventos severos. “O radar nos permite fazer basicamente o raio X das tempestades. A gente consegue identificar o que tem dentro delas, se há chuva, granizo, qual o tamanho do granizo e a intensidade do vento, o que é essencial para a emissão de alertas mais precisos e rápidos”, disse.

Ribeiro destacou ainda a necessidade de alinhamento entre limiares nacionais e estaduais, para auxiliar gestores na tomada de decisão e facilitar o entendimento da população a respeito dos riscos.

Ao final das apresentações, os participantes convergiram na avaliação de que o avanço da gestão de riscos climáticos depende menos da tecnologia disponível e mais da capacidade de integração entre instituições, da padronização da comunicação e da centralidade da população nos sistemas de alerta. A consolidação de uma governança meteorológica articulada entre diferentes níveis de governo foi apontada como elemento essencial para enfrentar a intensificação dos eventos meteorológicos extremos.

Texto: Ascom DC
Edição: Secom

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