Japão poderá importar mais produtos gaúchos
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Orientações sobre a cultura negocial e de como exportar para o Japão foram apresentada nesta quarta-feira (05), durante o Seminário Oportunidades de Negócios Brasil-Japão, na Fiergs. Promovido pela Secretaria do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais, do Centro Internacional de Negócios da Fiergs, Consulado Geral do Japão em Porto Alegre, Sebrae/RS, o encontrto contou com a presença de representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), da Japan External Trade Organization (Jetro) e da Japan International Cooperation Agency (Jica). Durante o seminário, o representante da Jetro, Yoshihiro Sawada, afirmou haver espaço para exportar para aquele mercado. A renda per capita do Japão é de US$ 35,620.00/ano o que significa que é 13 vezes maior que a do Brasil. Sawada revelou que, em função de questões sanitárias ocorrida em países fornecedores como China, Tailândia e Vietnã, o Brasil deverá assumir a posição de principal exportador de carne de frango para o Japão em 2004. Sala do Exportador Ao instalar o encontro de trabalho, a secretária-substituta do Desenvolvimento, Gisela Schuler, anunciou que a Sedai está instalando uma Sala do Exportador, que funcionará no Centro Administrativo do Estado, e um Portal do Exportador instrumentos do programa Exporta-RS que darão suporte à inserção de empresas gaúchas no mercado internacional. Nesses locais estarão disponíveis serviços para facilitar a integração de redes de informação comercial, de promoção de feiras e missões e da formação de um sistema de orientação e capacitação na prospecção de mercados. Superavit O Rio Grande do Sul registra superavit nas trocas comerciais com o Japão. Conforme dados do MDIC, de janeiro a abril deste ano 22,2% das exportações gaúchas foram direcionadas aos Estados Unidos, 9% para a Argentina e 7,6% para a China. O Japão é um parceiro que aparece em 13ºlugar absorvendo 2% das exportações gaúchas. Os produtos básicos representam 56,7% dos embarques para a aquele país seguido de manufaturados com 6,8%. Uma pauta que inclui produtos como madeira de não-coníferas, partes de frango, fumo, borracha, suco de uva, calçados de couro, carne de cavalo, entre outros itens.