Laboratório do IGP conclui primeiro exame de extração de DNA mitocondrial
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O Laboratório de Perícias do Instituto-Geral de Perícias (IGP) entregou no final da manhã desta sexta-feira (19), para o secretário da Justiça e da Segurança, José Otávio Germano, e para o chefe de Polícia, delegado João Antônio Leote, o primeiro laudo pericial de extração de DNA mitocondrial. O exame refere-se aos restos mortais encontrados em Cachoeira do Sul, região Central do Estado, que supostamente pode ser de Émerson da Silva Colbeich, desaparecido no município em 30 de novembro de 1998. Neste caso, foram tentadas várias vezes a obtenção de perfil genético através da extração de DNA nuclear, sendo os resultados obtidos inconclusivos. Desta forma, partiu-se para o desenvolvimento de uma nova técnica para a obtenção do perfil genético através das mitocôndrias, cujos resultados foram conclusivos. A técnica utilizada pelo Laboratório de Perícias do IGP baseia-se na extração de DNA mitocondrial. O IGP se constitui, assim, no pioneiro na utilização desta tecnologia para identificação de casos forenses. O DNA mitocondrial, por apresentar de 1.000 a 10.000 vezes maior quantidade de cópias do que o DNA nuclear, é utilizado em situações onde as amostras estão altamente degradadas ou apresentam pequena quantidade de DNA nuclear. DNA mitocondrial humano é um pequeno DNA circular presente dentro das mitocôndrias (as usinas energéticas da célula), no citoplasma. Este DNA tem uma série de características genéticas peculiares, destacando-se o fato de ter herança puramente materna, isto é, todo o DNA mitocondrial de um indivíduo vem de sua mãe apenas, sem nenhuma contribuição paterna.