Governo do Estado do Rio Grande do Sul
Início do conteúdo

Lançamento da Consulta Popular

Publicação:

Bem-vindos, todos, ao Salão Alberto Pasqualini. Em breve nós vamos ter de volta, um pouco remendado, mas vamos ter de volta, o nosso Negrinho do Pastoreio, que para atos deste porte e deste tipo, onde todo o Estado se faz presente, todo o governo se faz presente e toda a sociedade se faz presente, é daquele tamanho que nós precisamos para dar solenidade a eventos como este. Este é um evento, para mim, extremamente importante porque nós costumamos dizer entre nós assim: “mas quanta luta!” E quando vierem os resultados vamos dizer: “valeu a pena lutar”. E a luta do ano passado foi a boa luta, a batalha foi a boa batalha e a guerra foi a boa guerra. E, deputado Alceu Moreira, presidente da nossa Assembléia Legislativa, nós iniciamos este ano de 2008 com uma nova fase, com novos atores, mas com resultados que todos podemos mostrar com muito orgulho, de cabeça erguida, com altivez - e por isso que eu tenho todos os meus secretários aqui presentes. Os secretários ou seus adjuntos. É por isso que nós recebemos, e recebemos com abraços, nós recebemos com calor mútuo os prefeitos, os vereadores, os servidores das nossas secretarias. Em todas as áreas nós estamos em um 2008 colhendo os resultados da boa batalha, colhendo os resultados da boa luta e dizendo: “claro que valeu a pena”. Mas essa já passou. Novas surgem a cada dia, os desafios se renovam e ao se renovarem os desafios o que precisa é ter têmpera e a confiança de que é possível enfrentar o desafio qualquer que ele seja. Por que já estamos preparados, cada qual com a sua idéia, cada qual com o seu ideal, cada qual com a sua posição, para fazer o desenvolvimento do Estado do Rio Grande do Sul alcançar o volume, o nível, a qualidade que pode alcançar. Então é um dia muito feliz, meus secretários, a lista aqui é completa. Todo o secretariado está aqui. Eu quero citar todo o meu secretariado citando o homem certo no lugar certo: Celso Bernardi, secretário da Secretaria de Relações Institucionais, e quero dizer que não foi fácil convencê-lo. Todos conhecemos o Celso, mas que secretaria é essa? Eu falo: essa é a nova secretaria que, junto com a Secretaria Extraordinária da Irrigação e Uso Público das Águas, junto com a Secretaria de Justiça, nova, junto com as novas secretarias reagrupadas e agora com a Secretaria Geral de Governo - agradeço de coração à Assembléia Legislativa pelo voto unânime que me deu ontem para nós facilitarmos a vida do Executivo, construindo juntos tudo que é geral. Então, a Secretaria Geral de Governo sob a batuta do Delson Martini que agora recebeu uma incumbência minha e eu vou testá-lo, vamos ver se ele completa a incumbência que eu lhe dei. Não como São Tomé, mas nós sabemos que telefone, hoje, diz e diz tudo. Às vezes diz demais. Então, eu pedi ao Delson que fizesse esse telefonema que nós vamos completar aqui e não foi nada combinado, gente. Por que entre nós existe transparência, mas existe muita espontaneidade e às vezes isso parece não ser entendido como um ato normal de governar. Esse é o novo jeito de governar. O novo jeito de governar é ter uma secretaria que cuide dos municípios. Agora nós podemos mostrar por quê. Fazia falta essa secretaria. Está meio sem voz, mas acabou de me disponibilizar não R$ 40 milhões, mas R$ 50 milhões para a Consulta Popular de 2008. Isso porque como disse o que me precedeu, e é o chefe dos Coredes, um voluntário de primeira grandeza, assim que eu for colocando as contas em ordem as prioridades deste governo, e a consulta popular é uma delas, é fazer a consulta, é ouvir depois esses depoimentos. Não conhecia esse vídeo, me emocionou. É saber que a medida em que este ano nós fomos buscar mais receita, é mais crescimento que nós vamos oferecer. A Consulta Popular de 2008, Celso, terá os 50 milhões que tu me pediste. Tu és, então, o porta-voz da esperança de que o voto valha a pena e que vai valer como está valendo para Consulta Popular em realização a este ano. Eu quero me dirigir aos meus prefeitos queridos, em especial ao prefeito de Guaíba, que com as suas palavras sempre me estimulou, pois sabia que a dificuldade aquela é temporária. A próxima vai surgir, mas sempre me estimulou a cumprir aquilo que uma planejadora, como eu, sempre disse: quem sabe o rumo, sabe que futuro quer para si, o futuro começa com o passo de hoje. Se não, nós não chegamos aonde queremos. E nós sabíamos que a população queria um governo que completasse determinadas ações que pudessem nos levar a um desenvolvimento sustentável. O Flávio Lammel, ele foi, historicamente, aquilo que eu estava pedindo ao Celso para fazer. Ele veio aqui, era outro salão, era a primeira vez que ele vinha como presidente da Famurs. Chegou aqui delicadamente e disse assim: “Olha aqui, eu digo o que penso e vou para a briga”. Achou uma igual, não é? Então a partir dali a relação com a Famurs ficou direta, transparente, corajosa, vamos dizer o que é e como se fez, vamos nos provocar. Às vezes é preciso que a gente se provoque e o Flávio me provocou e eu provoquei ele. E com isso a gente foi construindo a concretude da Secretaria de Relações Institucionais, aquela com a qual eu sonhava e durante a transição fui buscar, para compor uma base de governo na Assembléia que soubesse que o compromisso que eu estava fazendo com os partidos eu buscaria honrar. E o compromisso era dar uma importância maior para os prefeitos. Eles já têm uma secretaria. Mas sabe, parece promessa. Hoje a gente pode ver que não é, e a população está entendendo, as comunidades estão percebendo. Paulo, nós nunca nos provocamos por que seguimos ao longo de caminhos paralelos na mesma vida. A vida de educar. E de discutir idéias, de dizer que é possível. Lá no campo da universidade, no campo das escolas, e é o que nós estamos fazendo com a participação política voluntária. E quem ganha o que eu ganho é uma voluntária. Não é possível dizer que eu estou aqui pelo salário. Assim como todos os membros dos Coredes, que em teu nome eu quero cumprimentar. É sim o instrumento de planejamento e até 2009 contem com tudo que este governo pode vir a dar para que se desenhe o planejamento estratégico sem interferência do governo. Quem foi ontem a Erechim viu. A região decidiu pelo seu futuro em 2018 e tudo aquilo que a região queria é o que nós queremos. Então não precisa haver paternalismo, maternalismo, interferência. É preciso, sim, vitalizar e revitalizar o que estava escondido, temeroso, ali atrás do biombo. Este governo quer dar um cunho democrático à vivencia cotidiana do cidadão e da cidadã. Exponham-se, provoquem-me, exijam. Por que é disso que se faz o movimento do desenvolvimento da democracia e foi isso que eu acompanhei através do nosso querido prefeito (de Guaíba) Manoel Stringhini. Quando ele foi consultar a população informando sobre o que é ter um presídio no solo do município até nas falas que me precederam foi dito assim: o pessoal quer escola, o pessoal quer hospital. Olha, só vai para hospital quem está doente. Só vai para escola quem decidiu que quer aprender e só vai para presídio quem feriu a sociedade. Então é preciso presídio, sim, não naquela estrutura medieval que eu conheci, quando por questões familiares fui visitar familiares meus nos presídios. Então eu dizia, não é assim que se vive quando se quer ressocializar. E os presídios que vão ser construídos em solo do Rio Grande do Sul em parceria com o governo federal são presídios modelares, novos. São presídios, e é o meu sonho, que vão tentar conscientizar o preso que normalmente é parente de outro preso e reproduz a violência que viu em casa, viu na sociedade, desacreditou dela, se mata. Por que o que os jovens fazem hoje em dia é se matar quando eles decidem pelo glamour do crime. Então, esse presídio, meu caro prefeito, assim como os outros, eles inauguram uma nova era no Rio Grande do Sul. Nós precisamos tanto de presídios quanto precisamos de hospitais – já os temos – de escolas – já as temos. Mas não temos os presídios necessários para uma sociedade que cresce no mundo inteiro em violência mas que quer fazer as leis serem respeitadas. E quem tem que perder a liberdade, tem que perder a liberdade. Tem que pagar pelo crime que cometeu. Mas nesse período entendê-lo. Então parabéns pelo seu processo. É o mesmo processo que o deputado Alceu está iniciando no Sociedade Convergente. É o mesmo processo que nós fizemos e eu parabenizei com um abraço muito fraterno o meu secretário de Meio Ambiente. Por que foi indo nas vossas comunidades que as pessoas, os cidadãos e as cidadãs decidiram pelo zoneamento da silvicultura e que ontem foi aprovado pelo nosso Consema. Tudo que fizermos eu posso agora dizer que é o concreto e verdadeiro sentido democrático que guia. Eu quero ser uma governadora que melhore o índice de democracia e participação neste Estado e que isso possa ser visto com resultados. Nós somos um governo de resultados. Não é por menos que nós estamos podendo mostrar e vamos mostrar dia 16 de abril, no Salão Negrinho do Pastoreio, Delson, é lá que nós vamos chamar a sociedade para apresentar o balanço do governo dos 15 últimos meses. Esperamos, para não fazê-lo em um ano, por que nós precisávamos do primeiro registro da Lei de Responsabilidade Fiscal, que exige a gente esperar os dados de receita e despesa do primeiro bimestre. Agora está tudo pronto. Ao anunciar o balanço, eu peço licença a todos vocês para usar a mídia e, em nome do governo e dos seus parceiros, fazer uma ampla campanha publicitária que vai apresentar à população por que nos estivemos tão para dentro e, graças a isso, o que a gente pode mostrar. Minha maior honra é poder ser a representante deste povo maravilhoso, meu povo do Rio Grande do Sul, junto à todas as instituições que eu visitei. A todas as instituições eu levei um livro do Piratini, um livro do Gaúcho e a bandeira do Rio Grande do Sul, explicando as razoes históricas das três cores, do Liberdade, Igualdade e Humanidade, a arquitetura deste palácio, e dizendo: nós temos as nossas características e através delas que eu posso dizer para vocês que em um ano nós reduzimos o déficit à metade. Produzimos mais com menos e conquistamos a confiança dos atores nacionais e dos atores internacionais. Nada disso seria possível se não tivesse vindo, em conjunto, uma serie de ações. A consulta popular, tenho certeza, foi por onde começou a gente a ter um contato que foi respondido por 370 mil eleitores. Não é pouco que voluntariamente mais de 5% dos eleitores vão votar em obras que não lhes dizem respeito diretamente e são prioridades da região. Essas prioridades vão ser cumpridas, novas surgirão, agora engordadas por um 20% a mais, no lugar de 40, 50 milhões. Vinte e cinco por cento? Obrigada, senhor economista. Me corrigiu: 25% a mais na consulta popular. Vamos nos mobilizar em nome do concreto que vai surgir depois que a população fizer as suas escolhas. Então eu quero, assim como o Celso, demonstrar a minha imensa gratidão. Está ali o Márcio. Ele pode ficar lá atrás por que ele é muito alto. Então a gente o vê lá atrás. É como eu digo, eu preciso do Salão Negrinho do Pastoreio. Burocracia, por favor, se mexa e nos dê de volta o salão para que todos estejamos sentados, todos estejamos nos vendo e todos estejamos celebrando os atos da democracia que esse governo é capaz de liderar. Muito obrigada a todos.
Portal do Estado do Rio Grande do Sul