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Maior desafio do novo diretor da CCMQ é dar uma identidade à instituição

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Um dos maiores desafios do novo diretor da Casa de Cultura Mario Quintana, Marcos Barreto, é o de dar-lhe um rosto, conferindo-lhe uma identidade como instituição. A previsão é do secretário de Estado da Cultura, Luiz Antonio de Assis Brasil, ao
Maior desafio do novo diretor da CCMQ é dar uma identidade à instituição

Um dos maiores desafios do novo diretor da Casa de Cultura Mario Quintana, Marcos Barreto, é o de dar-lhe um rosto, conferindo-lhe uma identidade como instituição. A previsão é do secretário de Estado da Cultura, Luiz Antonio de Assis Brasil, ao participar do ato de posse, nesta quinta-feira (06), no saguão da Casa. Assis Brasil contou que, quando recebeu do governador Tarso Genro o convite para ser secretário a primeira coisa em que pensou foi na Casa.

Segundo ele, não se sabia o que era a Casa de Cultura, convertida numa colcha de retalhos. Sentia uma certa inquietação por parte da comunidade cultural em função dessa situação. O secretário espera que até o final de sua gestão, a Casa de Cultura Mario Quintana possa ter esse rosto. Se fosse escolher um subtítulo para a instituição, ele a chamaria de o espaço da arte contemporânea.

Ao dirigir-se a Marcos Barreto, cuja chegada oficial ao cargo foi prestigiada pela comunidade cultural, Assis Brasil vaticinou que os desafios do ator e diretor de teatro, cinema e TV são até maiores que os dele, como secretário da Cultura. O secretário mencionou a coragem do novo dirigente da Casa ao aceitar a tarefa de dirigi-la e buscar atribuir-lhe uma identidade da qual está necessitada há décadas.

Diante da prefeita em exercício, vereadora Sofia Cavedon, do presidente do Conselho Estadual de Cultura, Walter Galvani e de integrantes e trabalhadores da comunidade cultural como o compositor Vinicius Brum, representando a Secretaria Municipal da Cultura, os atores Celso Veluza, Dinorah Araújo, Caio Prates, Grazi Saraiva, Mauro Soares, o diretor do Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Gaudêncio Fidelis, o cineasta Ivo Czamansky, o diretor teatral Ronald Rahde, os atores Renato Del Campão, Zé Vitor Castiel e Rogério Baretta, do diretor do Instituto Estadual de Música, Santiago Neto, o músico Gelson Oliveira, a cantora Lucia Helena e a bibliotecária Morgana Marcon, entre outros nomes do meio cultural, Barreto assinalou a necessidade de se criar uma identidade ativa e forte para a instituição, onde se respire arte e haja espaço para a inquietude e a delicadeza. Acrescentou que tudo fará para não desapontar o secretário Assis Brasil que o convidou para a missão.

Antes da solenidade, o ator Zé Vitor Castiel diz esperar que a Casa de Cultura cumpra sua finalidade de ser uma Casa de Cultura, dotada de equipamentos que existam para suas destinações, devendo ser tecnicamente mantidos. Para o ator e diretor, o acesso ao público nos eventos culturais deve contemplar também conforto. Saudou a indicação de Barreto que, pelas previsões de Castiel, num primeiro momento, deverá inteirar-se da realidade da Casa.

O ator Caio Prates citou a experiência de Marcos Barreto como coordenador de Artes Cênicas na Secretaria Municipal da Cultura, o que o credencia para o novo cargo, além de ser ator e diretor de teatro. Já a presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre e atual prefeita, Sofia Cavedon, acredita que a ação política transforma quando há investimento em educação e cultura. Para ela, que se vê como uma militante cultural, a cultura deverá invadir a Casa, sendo que todos estão convidados a se apropriarem dela, recriando-a.

Se o pôr do sol é a face de Porto Alegre e a consciência democrática, representada por conquistas como o Orçamento Participativo, é a musculatura da cidade, sua alma é formada pelos artistas, essa foi a afirmação da Prefeita em exercício. Sofia Cavedon percebe a Casa de Cultura como um santuário, não para esconder, mas para fazer brilhar a cultura, desejando que suas dependências sejam encharcadas das vivências culturais. Mencionou a sensibilidade e a experiência dos artistas como trunfos para que se possa reerguer a Casa de Cultura pela ação desses seres da cultura, que saberão imprimir uma marca de inclusão em suas atividades

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