Polícia Comunitária atenderá 90% da população de Parobé
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Foram instalados nesta terça-feira (28) quatro núcleos de Polícia Comunitária em Parobé, no Vale do Paranhana. O serviço beneficiará mais de 40 mil moradores do município que tem 51 mil habitantes. Os quatro núcleos contemplarão 32 bairros e já estão em funcionamento.
O secretário da Segurança Pública, Airton Michels, ressaltou que o programa é uma forma de explorar a riqueza de potencialidades da Brigada Militar. Ainda disse que a população tem que ver o PM como um parceiro. Agora policiais e moradores vão se conhecer pelo nome, completou.
A Secretaria da Segurança Pública ainda entregou quatro viaturas e equipamentos como bicicletas, coletes e rádios para os 16 PMs que atuarão no programa.
O comandante-geral da Brigada Militar, coronel Fábio Duarte Fernandes, falou da importância dessa proximidade com a população para assegurar os direitos dos cidadãos. Certamente vão melhorar os índices de violência, fortalecendo uma cultura de paz na comunidade.
O prefeito de Parobé, Cláudio Silva, lembrou que o município recebeu apenas quatro viaturas nos últimos dez anos. O equivalente ao que estamos recebendo em um dia, com a implantação do policiamento comunitário. Silva ainda classificou o programa como inovador, que estabelecerá a sensação de segurança no município.
Os bairros contemplados são: Alexandria, Arroio do Sal, Jardim, Cardoso, Pôr do Sol, Integração e Panorâmico (Núcleo 1); Planalto, Boa Vista, Vila Feliz, Vila Nova, Fazenda Pires, Santa Cristina do Pinhal e Morro Negro (Núcleo 2); 15 de Junho, Palmeiras, Nova Guarujá, Guarujá, Mariana, Muck, Emancipação, Alvorada e Cohab (Núcleo 3); Guarani, Planaza, Nova Parobé, Laranjeiras, São José, Bela Vista, Morada do Funil, Colina do Leão e Residencial Azaléia (Núcleo 4).
Polícia Comunitária
O programa qualifica policiais militares para que atuem de forma preventiva, tendo a população como colaboradora do serviço. Cada núcleo conta com quatro PMs - que moram nos bairros de atuação - e uma viatura. Os servidores recebem uma bolsa-auxílio para o pagamento do aluguel no valor de R$ 600, pagos pela prefeitura.
A partir do levantamento das necessidades da região, o policial vai adaptar seu horário de trabalho. O policiamento comunitário tem 12 horas diárias de atuação e não exclui o ostensivo já existente nos bairros.
Pelo fato de morar no bairro, o policial detectará os problemas. Se tiver um terreno com mato alto, ou iluminação precária em alguma rua, ele encaminhará para a prefeitura, exemplifica o coordenador estadual do programa, coronel Júlio César Marobin.
Texto e foto: Patrícia Lemos
Edição: Redação Secom (51) 3210.4305