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Projeto de rastreabilidade bovina do governo do Estado ganha protagonismo na Abertura da Colheita do Arroz

Atividade integrou a programação da Arena de Inovação nesta quarta (25)

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Esta é a descrição detalhada da sexta imagem para fins de acessibilidade:

Imagem 6: Painel na Arena de Inovação
A imagem registra uma palestra ou painel de discussão ocorrendo dentro de uma estrutura moderna durante um evento agrícola.

Cenário e Ambiente:

A atividade acontece dentro de um domo geodésico, com uma estrutura interna composta por triângulos metálicos aparentes.

O ambiente é banhado por uma iluminação azulada tecnológica.

O piso é de deque de madeira clara.

Painelistas:

Cinco pessoas (duas mulheres e três homens) estão sentadas em cadeiras brancas de design moderno, dispostas em semicírculo.

Ao centro, um homem de camisa xadrez fala ao microfone. Os demais membros do painel ouvem atentamente ou consultam documentos.

Elementos Visuais e Informativos:

Tela Central: Um grande monitor exibe as marcas do evento: "Arena de Inovação" e "36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz". O texto na tela indica a data de 24 a 26 de fevereiro de 2026, em Embrapa - Capão do Leão - RS.

Tela Lateral: À direita, um monitor menor exibe a mensagem "FAÇA SUA PERGUNTA" junto a um QR Code e um número de WhatsApp para interação do público.

Público: No primeiro plano, vemos as costas e cabeças de alguns espectadores sentados, focados na apresentação.
Estado quer antecipar adoção da rastreabilidade individual prevista nacionalmente para 2033 - Foto: Divulgação/Ascom Seapi

O ciclo de implementação da rastreabilidade bovina no Rio Grande do Sul e sua relevância para o fortalecimento da defesa sanitária e da competitividade do setor foram debatidos nesta quarta-feira (25/2), durante a 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, em Capão do Leão. O painel ocorreu na Arena de Inovação e foi coordenado pelo governo estadual, por meio da pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), responsável pela condução do projeto-piloto no Estado.

O secretário-adjunto da Agricultura, Márcio Madalena, destacou que o trabalho de implantação da rastreabilidade bovina no Estado começou da porteira para dentro, com diálogo direto com os produtores para compreender a realidade das propriedades. Ele explicou que a estratégia está estruturada em três etapas: aprimoramento do sistema de defesa animal; testagem prática do sistema nas propriedades participantes do projeto-piloto; e, por fim, consolidação e implementação do programa definitivo. “A ideia é testar a campo, construir junto ao setor produtivo e, a partir dessa experiência, formatar o modelo mais adequado à realidade do Estado”, afirmou.

Com o tema “Rastreabilidade bovina: projeto-piloto do RS”, o encontro reuniu além de Madalena; o chefe-geral da Embrapa Pecuária Sul, Fernando Cardoso; o pecuarista e presidente do Conselho Técnico Operacional para Pecuária de Corte do Fundesa, Pedro Piffero; e a fiscal estadual agropecuária da Seapi, Rosane Collares.

Antecipar a implementação 

Segundo Madalena, a intenção é antecipar a implementação em relação ao prazo nacional estabelecido para 2033. Para ele, a medida pode posicionar o Rio Grande do Sul de forma mais competitiva nos cenários nacional e internacional. “Ao nos anteciparmos, fortalecemos a cadeia produtiva da pecuária e ampliamos as oportunidades de acesso a mercados”, pontuou. 

O secretário-adjunto reforçou que a rastreabilidade tende a agregar valor à carne, possibilitando melhor remuneração ao produtor. “Trata-se de abrir portas, qualificar a produção e garantir que o pecuarista ganhe mais com aquilo que produz”, concluiu. 

Rosane lembrou que a rastreabilidade não é um tema novo para o Estado nem para o setor produtivo e que a exigência parte, sobretudo, do mercado internacional. “É uma demanda dos parceiros externos e precisamos responder a isso”, destacou. 

Ela citou que o projeto-piloto foi lançado em 2025 e que o Estado já vinha avançando em diferentes frentes. Um dos exemplos é o sistema adotado na pecuária leiteira desde 2017, que trouxe resultados positivos e serviu de base para o modelo atual. A partir dessa experiência, foi estruturado o projeto voltado à bovinocultura de corte. 

Histórico da produção é garantia de segurança

Para a fiscal estadual agropecuária, o principal desafio é equilibrar as exigências dos compradores internacionais com a realidade do campo. “Precisamos atender ao que o parceiro internacional requer, mas com um modelo simples, que não afaste o produtor”, afirmou. Segundo ela, o compromisso é entregar um programa de rastreabilidade “pé no chão”, viável e adaptado às características da pecuária gaúcha. 

Cardoso ressaltou que a rastreabilidade é um caminho sem volta para o setor agropecuário. Segundo ele, a adoção de sistemas que permitam acompanhar a origem e o histórico da produção é fundamental para garantir segurança tanto ao produtor quanto ao consumidor. “A rastreabilidade agrega confiança, transparência e valor à produção. Ela protege quem produz, ao oferecer informações claras sobre os processos adotados, e assegura ao consumidor a procedência e a conformidade do alimento que chega à sua mesa”, afirmou o representante da Embrapa. 

Atualmente, o projeto-piloto de rastreabilidade bovina do Rio Grande do Sul conta com 50 propriedades voluntárias, selecionadas para testar a aplicação de brincos de identificação individual dos animais e a integração das informações ao Sistema de Defesa Agropecuária (SDA), plataforma que será utilizada para o registro oficial. 

Sobre o projeto 

A iniciativa está alinhada ao Programa Nacional de Identificação e Rastreabilidade de Bovinos e Bubalinos (PNIB), coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com participação dos Estados e de entidades representativas do setor. O programa estabelece um cronograma de sete anos para adaptação, com previsão de adoção obrigatória da rastreabilidade individual a partir de 2033. 

A rastreabilidade individual permite acompanhar todo o ciclo de vida do animal — do nascimento ao abate — por meio de um número de identificação único, registrado em brinco ou bóton eletrônico. O sistema reúne informações como raça, idade, vacinação e movimentações, integradas a uma base de dados oficial. 

Entre os principais objetivos estão o fortalecimento do controle sanitário, a ampliação da transparência na cadeia produtiva e o aumento da segurança e da competitividade da produção pecuária gaúcha, especialmente em mercados cada vez mais exigentes quanto à origem e à conformidade dos produtos. 

Texto: Elstor Hanzen/Ascom Seapi
Edição: Secom

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