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PROTOCOLO DE INTENÇÕES PARA INSTALAÇÃO DE TERMINAL DE GNL EM RIO GRANDE

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Bom dia a todos, welcome all a este nosso Salão Negrinho do Pastoreio. É neste salão que firmamos assinaturas, e hoje elas foram em grande número, firmando compromissos com o futuro. Quero saudar Marco Aurélio Garcia Tavares e, sem dúvida nenhuma, promovemos que a última lâmina por ele, gaúcho nato, exilado e agora retornando, pudesse dar o caráter de inovação desse projeto. Foi preciso um amadurecimento muito longo, do Brasil, do Rio Grande do Sul, do próprio mundo, para que nós pudéssemos firmar uma parceria que necessita desse número de assinaturas, cada uma delas um compromisso em relação ao futuro. Douglas Abreu também, da mesma maneira os representantes da Gás Energy em Rio Grande, a nossa querida Elizabeth Telechea, que hoje está firmando um sonho, no trabalho de guerreira que ela sempre foi, no sentido de enfrentar o que é novo e permanecer naquilo que tem valor. Obrigada pela presença, pelo trabalho, Elizabeth, pelo Rio Grande do Sul. Presidente para a América Latina de contas para geração de energia da GE, General Electric, Guillermo Brooks, gerente de contas para geração de energia da GE do Brasil, Sérgio Ricardo Mota de Souza, Banco ABN Amro/Real SA, administrador do Infra-Brasil, fundo de investimentos em participações, Jeffrey Cleever, sócio diretor da Via Geração de Energia Limitada, Ricardo Nuno Machado Pigato, sócios administrativos da Gas Energy New Ventures Participação Limitada, Carlos José Coradini, Marcelo de Sotomayor Santini, procurador do Banco Standard de Investimentos S/A, Guilherme Alice, sócio diretor da Ômega Engenharia, Carlos Edurado Trois de Miranda, representante da Assembléia Legislativa do Estado, aqui, nosso deputado Sandro Boka, que representa o município de Rio Grande na nossa Assembléia, deputado federal Nelson Proença, secretários de Estado aqui presentes em grande número, presidentes diretores, superintendentes dos órgãos vinculados das secretarias, deputados estaduais Adilson Troca, de Rio Grande, Zilá Breitenbach, do outro lado da fronteira, prefeito municipal de Rio Grande, Janir Branco.

Que alegria recebê-lo outra vez aqui, com a sua juventude, que aliás é a marca etária média de todos que assinaram, promovidos por aqueles que vieram antes, mas é uma nova geração, construindo e a caminho do futuro. Eu tenho uma grande alegria de saber que amanhã essa solenidade se faz in loco, ali onde o mundo real, o concreto do que firmamos hoje, deva vir a ser construído, mas deva vir a ser construído com muito trabalho. Os desafios, nós os conhecemos hoje, mas os novos desafios, nós os saberemos amanhã. Então, meu prefeito Janir, parabéns. É o fruto da confiança gerada a partir do município de Rio Grande que promovo junto com o Governo do Estado essa possibilidade de atuação conjunta. Presidente do sistema Fiergs, Humberto Busnello, presidente da Sulgás, Antônio Goidanich, e através do Goidanich eu saúdo todos os senhores presidentes, diretores, representantes dessas vinculadas que fazem do governo um todo integrado. Então, Goidanich, uma boa notícia para o dia de hoje sob tua responsabilidade, Sulgás.

Eu aqui vejo e gostaria de poder cumprimentar a cada uma das pessoas que vieram conosco fazer esta celebração de trabalho. Mais do que qualquer outra coisa foi preciso, e muito me alegra, saber que em 1998, dentro de uma matriz mundial tão diferente da que nós temos hoje, se quis construir o consórcio que levaria à possibilidade de termos gás no Rio Grande do Sul. Não pôde ser feito naquela época, e em dez anos as transformações foram absolutamente gigantescas, no Brasil, no mundo e no Rio Grande do Sul. Portanto, o que eu quero aqui é celebrar aqueles que viram e tentaram fazer antes de nós. Na verdade, a roda do mundo, ela até que engate sem ruído, até que ela promova o movimento que se pensa que ela deva promover e pode promover, foi preciso muito ruído, troca de peças, engrenagens, que naquele momento tinham que ser readaptadas, mas na verdade para construir algo absolutamente novo. Eu tenho a grata oportunidade de ser a governadora deste momento, um momento onde a sincronia foi se fazendo. Onde os ruídos foram apontados, é aqui, aqui que está andando errado, vamos resolver. As coisas novas que foram aparecendo e nós tivemos que reconhecer que eram novas, às vezes até com certo temor, tão grande. Será que a gente vai conseguir enfrentar, entender, articular e vivenciar?

Pois o que nós estamos fazendo hoje é exatamente isso. É uma visão da Elizabeth, é uma visão do Nélson Proença, que iniciou neste governo as tratativas e as continuou com uma visão de quem em 1998 viu paralisar este projeto e outros. Então nesse sentido, eu creio que o que nós fazemos hoje como sociedade, é todo um momento que, ligado ao meio ambiente, a um consórcio que liga um braço financeiro com um braço produtivo, com o braço tecnológico, com o braço ambiental, para que isso seja um organismo vivo. Pois o porto de Rio Grande, eu me lembro quando deputada federal, a gente disputava lá em Brasília no orçamento da União, eles olhando para nós e dizendo: mas como? O orçamento da União é só para os pobres, o Rio Grande do Sul é rico. Eu falei: mas o Porto de Rio Grande vai muito além do tamanho do Rio Grande do Sul. O Rio Grande do Sul sozinho, com seus esforços, ele não pode construir o potencial de um porto que, àquela época, em 1998, não era enxergado por todos.

Nós enxergávamos que a questão do crescimento mundial era uma questão que exigiria infra-estrutura, exigiria logística, exigiria investimento antes da produção, que é o que nós estamos fazendo hoje, celebrando um protocolo absolutamente transparente, em cada item desse protocolo divulgado, está no nosso site, vai à disposição do mundo inteiro de ver, existem compromissos parte a parte, e uma visão de futuro semelhante. A importância da data de hoje, no compromisso de trabalho que nós estamos fazendo, é dizer que todas essas assinaturas seguiram as que se fizeram antes e não puderam se concretizar. Foi preciso uma crise mundial para que se visse que a matriz energética sonhada e sem dúvida nenhuma capitaneada pelo governo federal que tem a responsabilidade de conceder, de avalizar, de promover, foi flexibilizada por essa lei. Foi preciso a história do mundo para que a gente tivesse uma lei que promovesse o consumo conforme desejado pelo consumidor, o produtor auto-produtor, o partícipe da importação. A flexibilização que essa lei permite é que gera o dia de hoje. Então, essa flexibilização que é a marca registrada deste novo governo, é a isso que nós chamamos o novo jeito de governar.

É governar perante a circunstância que enfrentamos sem medo de enfrentar, em primeiro lugar. E, na verdade, conscientes de que nós vamos fazer um pouco. Nós não vamos fazer tudo,nós vamos fazer um pouco, cada um vem para fazer uma parte. E nós quisemos empreender um ritmo que graças a tudo, mas principalmente à capacidade de trabalho e de compreensão do povo gaúcho e a luta política que nós empreendemos cotidianamente, tem sido possível realizar. Então a data de hoje, ela é fruto, primeiro, de segurança jurídica. Nós não iniciamos nada que não esteja amparado em lei. Temos uma nova lei, imediatamente a resposta vem, podemos ter aquilo que foi aqui citado como o dobro, por esse projeto que pode se ampliar, assim que as circunstâncias exigirem por uma vez, duas vezes, várias vezes, porque, de 1998 até aqui, o porto de Rio Grande apareceu, o tesouro escondido se manifestou, isso foi fruto de dezenas e dezenas e dezenas de pequenas e grandes lutas empreendidas do passado até aqui, de compreensão de que era preciso mudar muita coisa, inclusive mudar em composição de capital, em gerência, em gestão.

Então o dia de hoje, na verdade, ele mostra segurança jurídica, determinação governamental, compreensão e assunção de riscos do sistema privado, amparado por um consórcio onde cabe e deve caber o banco, e nesse sentido então, o que nós estamos propondo é trabalho ao povo gaúcho. Esse projeto deverá gerar 1,2 mil empregos diretos e 4 mil empregos indiretos. Quando falamos em investimento, nós falamos em trabalho, renda, realização pessoal, melhoria nas relações sociais, capacidade de enxergar o futuro com uma coisa boa, não negando o passado, mas aprendendo, no passado, com seus erros, e celebrando, no passado, os acertos. E quero celebrar 1998, eu quero realmente celebrar 1998 e quero dizer que isto vem num momento em que o que nós estamos fazendo a partir do Salão Negrinho do Pastoreio, no Palácio Piratini, é uma mensagem de confiança ao Brasil. Esse não é um projeto do Rio Grande, isso é um projeto que do Rio Grande do Sul constrói uma nova matriz energética para o país. Com a confiança construída aqui, com os esforços feitos aqui, mas que sem dúvida nenhuma farão com que esses dutos do qual dependemos para a chegada do gás mudem de direção. Nós passamos a construir os dutos que através da confiança possam levar esse gás e tudo mais que vem com a flexibilidade do liqüefeito, por navio no porto de Rio Grande, a toda parte do Brasil que precisar.

Hoje precisamos nós, nós precisamos, e a data de hoje diz nós estamos nos propondo a fazer. Há razões para dizer por que fazer. Todas elas estão aqui. Há um empreendimento privado, há a parceria do setor governamental, há a necessidade econômica compreendida, eu nós não entendo por que não fazer. Aí cabe a psiquiatras, psicólogos, cientistas sociais, por que não fazer? Por que adiar? Nós não estamos adiando nada, então, um dia depois do outro, hoje é o dia de dizer que nós queremos fazer e que temos confiança de que não vão nos atrapalhar. São esforços daqui, da nossa gente, gente feita por uma educação de qualidade que veio universalizando a educação no Rio Grande do Sul diferente do Brasil há muito tempo, a defesa da fronteira do Brasil, tanta coisa. Os maiores valores do Rio Grande do Sul hoje se ressaltam, se iluminam com esse protocolo de intenções que assinam tantos quanto aqui subiram nessa nossa localidade de cerimônias.

A cerimônia, na verdade, ela é pública, o protocolo é transparente e a determinação, eu a quero em todos os atos compartilhar com as senhoras e os senhores aqui presentes. Nós estamos, todos nós, dando as razões de por que fazer. O Rio Grande do Sul pode, o Rio Grande do Sul merece, o Rio Grande do Sul quer fazer, e vamos desconsiderar, pelo menos até o momento, nos preparar para poder responder a quem nos diga não fazer. Vamos dizer para eles por que não fazer traz conseqüências, e as conseqüências nunca são boas, quando fazer representa investir, gerar emprego, renda, energia limpa, renovável e podendo ser transmitida, por aquilo que os romanos já descobriram desde o seu tempo em que levavam água a quem não tinha, através de aquedutos. Os dutos, a história da civilização, que ela chegue ao Rio Grande do Sul pelas mãos próprias desse protocolo de intenção que acabamos de assinar. Parabéns a todos, parabéns Rio Grande do Sul, ao trabalho.

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