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Rede Estadual de Educação avança na implementação do Plano de Contingência Escolar para Eventos Climáticos

Processo é resultado de formações, acompanhamento técnico e mobilização das comunidades escolares

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Escolas da Rede Estadual avançam na implementação do Plano de Contingência Escolar para Eventos Climáticos jun26
Equipes da Escola de Ensino Fundamental Helena Litwin Schneider, de Porto Alegre, participaram de reuniões com a Defesa Civil - Foto: Divulgação

As escolas estaduais estão mais preparadas para enfrentar situações de emergência climática a partir da atuação da Secretaria da Educação (Seduc). A pasta tem coordenado uma série de ações no âmbito da estratégia das Escolas Resilientes. Como parte dessas iniciativas, 87 instituições estão desenvolvendo e implementando seu próprio Plano de Contingência Escolar para Eventos Climáticos (Plancon Escolar).

Entre os destaques estão a Escola Estadual de Ensino Fundamental (EEEF) Souza Lobo e a EEEF Helena Litwin Schneider, ambas de Porto Alegre, que estão em fase avançada de implementação do plano. O objetivo é que o Plancon seja uma ferramenta viva de gestão, construída coletivamente e incorporada ao cotidiano escolar.

Para desenvolver o trabalho, as equipes diretivas contam com acompanhamento técnico da Seduc, além de encontros formativos e orientações permanentes. Dessa forma, os planos são documentos que se adaptam às características e realidades locais de cada escola, determinando o que deve ser feito antes, durante e depois de uma emergência climática.

Esta matéria é a última de uma série de três a respeito do Plancon Escolar, uma das ações do governo gaúcho que visa tornar a Rede Estadual de Educação mais preparada para eventos meteorológicos extremos.

Trabalho coletivo fortalece comunidades escolares

Na EEEF Souza Lobo, localizada na Zona Norte de Porto Alegre, no Bairro São Geraldo, a implementação do plano começou em março. Desde então, conta com uma forte adesão dos estudantes e da comunidade escolar. Entre as etapas já concluídas estão as simulações – que foram realizadas, em um primeiro momento, com apoio do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul. Depois, a escola realizou as simulações por conta própria, colocando em prática o que foi aprendido.

“O processo foi muito além de trâmites da construção do plano. Procuramos proporcionar uma reflexão sobre as fragilidades relacionadas aos desafios climáticos. Isso aproximou a escola da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros, o que nos enriqueceu como grupo, na intenção de criar estratégias seguras de contingência em um processo colaborativo”, explica a diretora da escola, Karla Bolson.

Além disso, segundo ela, o trabalho passa por revisões constantes. “Foi preciso pensar, explorar e definir pontos importantes para garantir a segurança de todos. As medidas e ações que voltam a ser revisitadas com regularidade nos direcionam para um plano cada vez mais consistente, vivo e, principalmente, cuidadoso com aquilo que nos é mais caro: nossos estudantes e nossa comunidade”, enfatiza.

Elaboração participativa

No Bairro Jardim Itu, também na Zona Norte de Porto Alegre, a EEEF Helena Litwin Schneider constrói o plano com a mesma participação da comunidade. A equipe da escola teve reuniões na sede da Defesa Civil do Estado, onde foi possível esclarecer dúvidas e adquirir novos conhecimentos sobre emergência climática. Assim, a instituição conseguiu realizar discussões internas e planejar, de forma mais eficiente, as estratégias de prevenção.  

A escola mapeou os riscos – identificando possíveis situações que exigiriam atenção – e definiu as rotas de fuga – designando os funcionários responsáveis por cada função diante de uma emergência. Agora, a Helena Litwin se prepara para executar sua primeira simulação do plano.

“A implementação do Plancon é muito importante para a proteção da vida e da integridade de todos na escola. É um passo importante no fortalecimento da cultura de prevenção e autocuidado. A organização dos procedimentos e responsabilidade também facilita a agilidade na tomada de decisões”, afirma a orientadora da escola, Cristiane Alves Jacobi.

Para a secretária da Educação, Raquel Teixeira, o avanço das escolas demonstra a importância das ações conduzidas pela Seduc na formação e no acompanhamento das equipes.

“Estamos construindo com as escolas uma cultura permanente de prevenção, cuidado e preparação. Não podemos tratar a adaptação climática como uma agenda emergencial ou passageira, mas sim como uma política contínua de Estado. As formações realizadas pela Seduc permitem que cada comunidade escolar possa desenvolver um plano conectado à sua realidade e esteja mais preparada para enfrentar os desafios dos eventos climáticos”, ressalta Raquel.

Estratégia das Escolas Resilientes

A iniciativa das Escolas Resilientes surgiu em 2024, após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul. Para apoiar as comunidades, a Seduc criou um guia orientador para o Plancon Escolar em parceria com a Defesa Civil, o Instituto Alana e a organização Vozes da Educação. 

Além da elaboração dos planos, a iniciativa contempla formações continuadas, inserção no currículo da temática, fortalecimento da gestão escolar e ações voltadas à segurança e ao bem-estar de toda a comunidade educativa.

Texto: Ascom Seduc
Edição: Felipe Borges/Secom

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