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Relacionamentos com afetividade geram novos vínculos familiares

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A solução para resolver problemas de relacionamento e rebeldias junto aos acolhidos passa pela criação de vínculos de confiança. A afirmação é do diretor do Núcleo de Abrigo Residencial Intercap que compreende quatro unidades na zona Leste da Capital. O
Relacionamentos com afetividade geram novos vínculos familiares

A solução para resolver problemas de relacionamento e rebeldias junto aos acolhidos passa pela criação de vínculos de confiança. A afirmação é do diretor do Núcleo de Abrigo Residencial Intercap que compreende quatro unidades na zona Leste da Capital. O local recebe hoje 55 crianças e adolescentes entre o zero e os 18 anos de idade.

Ele lembra que há poucas semanas enfrentou situação de crise de relacionamento com menino hiperativo de um dos ARs e a situação só foi contornada tendo como base o relacionamento afetivo e sincero que restabeleceu o vínculo sadio de relacionamento. Tierlo afirma, que nessa direção, vai sendo resgatado o brilho nos olhos dessas crianças e adolescentes que, em diversos momentos repetem: encontramos uma família! E, por conseqüência disso, Tierlo conta que as mães quando reencontram seus filhos ficam surpresas com o bom comportamento, mesmo estando afastados da família de origem.

Para que os resultados positivos se mantenham é preciso cuidar do cuidador como tem ocorrido em diversos eventos de qualificação profissional e pessoal que terminam impactando, positivamente, no relacionamento entre monitor e acolhido.

Reordenamento institucional retoma a vida em comunidade
Há certa de dez anos começou o reordenamento institucional com a extinção dos grandes abrigos que deram lugar aos núcleos de abrigos residenciais constituídos em pequenas unidades -residências - que replicam o modelo familiar de relacionamento. Para o psicólogo João Carlos Nique de Azevedo, este modelo vai ao encontro do restabelecimento de vínculos e laços afetivos idênticos a vida de pais e filhos mesmo quando não existe a presença da pessoa paterna e materna biológica nesta relação.

Houve assim uma readaptação dos monitores que deixaram de ter o controle, a autoridades exagerada, para serem amigos dos acolhidos, explicou. Assim, segundo ele, surgiram as relações menos controladoras e mais afetivas mesmo em ambientes de dificuldades e de crises comportamentais em idades como a adolescência.

E este novo conceito de proteção, continua Nique, forma novos jovens e homens que, ao se desligarem dos Núcleos de Abrigos Residências, vão construir e replicar novos relacionamentos e os seus filhos consolidarão um círculo virtuoso. Desta forma não haverá a necessidade de apoio público, embora esteja sempre à disposição.

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