Revitalização do Parque Estadual de Itapuã completa sete anos
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Há exatos sete anos, em 22 de abril de 2002, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente colocava à disposição da sociedade um dos parques mais estruturados do Estado, com natureza exuberante e que abriga ecossistemas fundamentais para o equilíbrio natural: o Parque Estadual de Itapuã. Localizado em Viamão, Itapuã guarda a última amostra dos ambientes originais da região metropolitana de Porto Alegre, com praias, lagos, campos, restingas, dunas e morros graníticos, povoados por animais e plantas, e significativo número de espécies raras e ameaçadas de extinção.
A área total é de 5.566 hectares de natureza conservada, e o acesso ao público é permitido nas praias das Pombas, Pedreira e de Fora, a fim de evitar impacto aos locais que precisam de proteção integral.
Retrospectiva
Em 1973, a área foi definida, por decreto, como Complexo Turístico, dotado de balneários, centros de artesanato, atividades recreativas, culturais e de lazer, que não chegaram a ser implementados. Sua exploração era como a de um balneário. Itapuã sofria com caça e pesca predatórias, sucessivas queimadas e exploração indiscriminada do granito rosa. Loteamentos clandestinos, em especial na Praia de Fora, permitiram que mais de mil casas fossem construídas. Nas praias da Pedreira e das Pombas, mais de 200 famílias passaram a residir. No verão, mais de 10 mil pessoas frequentavam as praias.
A situação começou a ser revertida em dezembro de 1990, quando a área passou a ser administrada pelo então Departamento de Recursos Naturais Renováveis (DRNR), hoje Departamento de Florestas e Áreas Protegidas (Defap) do Meio Ambiente. Foi publicado novo decreto que transformou o Complexo Turístico em Unidade de Conservação de Proteção Integral. Itapuã passou, então, a ter como principais objetivos conservação ambiental, pesquisa, educação ambiental e visitação. Essas medidas facilitaram a decisão judicial para a retirada das ocupações ilegais.
Entre 1991 e 2002, o acesso à área ficou proibido para que a natureza se recuperasse. Foram investidos R$ 11,5 milhões provenientes do programa Pró-Guaíba e de medidas compensatórias em obras de infraestrutura. Em 22 de abril de 2002, Itapuã foi reaberto, passando a contar com estrutura para visutação, aliado à conservação dos ecossistemas.