Workshop com os Coredes define ações para implementação dos Planos Estratégicos
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Na manhã desta quinta-feira (4), no auditório da sede do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), o diretor de Planejamento e Financeiro do Banco, Luiz Corrêa Noronha, juntamente com o secretário de Planejamento, Governança e Gestão do Estado, Josué Barbosa, e a presidente do Fórum dos Coredes, Munira Medeiros Awad, promoveram um workshop com os representantes dos 28 Conselhos Regionais de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul (Coredes) para definir o nivelamento das informações, as ações e os roteiros a serem desenvolvidos a partir deste domingo (7) até 15 de março. A ação serve para viabilizar financiamento de projetos que integram a carteira dos Planos Estratégicos de Desenvolvimento Regional dos Coredes.
Durante o encontro o diretor Noronha fez um breve histórico de todo o processo do programa ressaltando que foram analisados pela equipe do BRDE 1.946 projetos oriundos dos 28 Coredes. “Depois desta análise, dividimos em seis categorias as demandas para poder melhorar as ações, priorizando as que o Banco tem competência para administrar imediatamente, que somam cerca de 20% , e as demais são passíveis de sugestões e encaminhamentos”.
Noronha exemplificou a categoria de Projetos do Tipo 1. “São todos aqueles projetos razoavelmente bem definidos e com total possibilidade de financiamento com recursos administrados pelo BRDE. Projetos passíveis de crédito dependendo das condições financeiras e institucionais dos tomadores como para municípios, empresas, universidades e/ou instituições, pessoas jurídicas e pessoas físicas. Os Projetos Tipo 6 não estão com a clareza necessária para definir a estrutura de financiamento dos mesmos”, observou.
Os Planos Estratégicos
A elaboração foi responsabilidade de cada Corede e seu desenvolvimento foi viabilizado por convênio celebrado SPPG e Fórum dos Coredes, tendo iniciado em dezembro de 2015 e finalizado em setembro de 2017. O desenvolvimento atende uma base metodológica comum proposta pela SPGG e é uma contribuição dos Coredes para o planejamento federal, estadual e municipal e também para os diferentes atores regionais preocupados com o desenvolvimento do RS.
O plano é composto por um amplo diagnóstico regional, por uma matriz de potencialidades, entraves, oportunidades e ameaças, por estratégias e por uma ampla carteira de projetos. Os projetos elaborados apresentam minimamente objetivos, justificativas, escopo, metas, órgãos intervenientes, cronograma e uma estimativa de recursos necessária para sua execução.
Meta
Segundo Noronha, para cumprir a meta de atender a todos os 28 Coredes, o roteiro terá início na próxima segunda-feira (8) no município de Santo Augusto, pertencente ao Corede da Região Celeiro. “Lá teremos duas equipes do BRDE, separadas, uma em cada sala. Uma para analisar e entender melhor os projetos dos Tipos 2, 3, 4,e especialmente os do Tipo 6, para ver se ainda estes podem ser enquadrados na primeira categoria, nos de Tipo 1, que outra equipe estará dando assistência técnica, numa Sala de Negócios, para o imediato desenvolvimento dessas demandas”.
O diretor explicou também as formas de captar recursos e sua origem, tanto nacional quanto internacional. “São varias classificações pelo tipo de utilização/destinação; pelo tipo de acesso, de captação, ou de condicionantes; pelo tipo de tomador e pelo custo entre outros”.
Ferramenta
O secretário Josué Barbosa ressaltou a parceria e o trabalho do BRDE junto aos Coredes na busca de concretizar as centenas de demandas dos Conselhos, visando ao desenvolvimento econômico e social do estado, a diminuição das desigualdades regionais e o equilíbrio regional.
“Este trabalho é uma ferramenta muito mais concreta de execução. O setor público precisa de um fazedor projetos, porque sempre temos muitas ideias e sugestões do que temos a fazer. Agora, com este trabalho conjunto, há bem clara uma linha ação e de como será feita a execução das demandas”, destacou.
Perfil
À tarde, o assessor da Diretoria do BRDE, César Leitão, apresentou o Perfil Socio-Econômico do Rio Grande do Sul e seus principais indicadores. Nele observa-se que menos de 5% dos municípios respondem por mais de 50% da população e 80% da arrecadação municipal no Estado. Dos 497 municípios apenas 19 tem mais de 100 mil habitantes.
Concluindo o workshop, o gerente de Planejamento da Agência do RS, Alexander Leitzke, apresentou aos participantes as diversas linhas de financiamento do BRDE tais como financiamento privado para obras, equipamentos e instalações em geral; financiamento público para obras, equipamentos e instalações em geral (PPPs); para mobilidade urbana; financiamento privado para inovação ,turismo; financiamento privado ou público para sustentabilidade e os financiamentos para o agronegócio., como os recursos do Plano Safra.
Texto: Mauro Lewa Moraes/Ascom BRDE
Edição: Léa Aragón/ Secom