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Yeda apresenta em seminário a política gaúcha de combate à violência

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A governadora Yeda Crusius e o secretário da Saúde, Osmar Terra com o Ministro da Saúde José Gomes Temporão, durante abertura do Seminário Nacional Violência: Uma Epidemia Silenciosa e posse da diretoria do Conass (Conselho Nacional de Secretários de
Yeda Crusius com Osmar Terra e José Gomes Temporão - Foto: Jefferson Bernardes / Palácio Piratini
Na avaliação feita nesta terça-feira (29) pela governadora Yeda Crusius, em pronunciamento na abertura do seminário nacional Violência uma Epidemia Silenciosa, no Centro de Eventos do Hotel Plaza São Rafael, o problema da violência se apresenta de duas formas: a visível, com as mortes de jovens, majoritariamente do sexo masculino, e a invisível, não percebida por se localizar no contexto da casa e que recai sobre a mulher, sobre a criança. Para enfrentar o problema, o Governo do Estado atua em duas frentes de acordo com Yeda. Uma delas é formada pelas ações preventivas. Elas começam pelo atendimento do governo às gestantes e crianças. A outra frente é a da redução da sensação da impunidade com o uso dos instrumentos da segurança pública e a parceria entre os Poderes Executivo, Judiciário e Legislativo, falou a governadora. Segundo Yeda, a política de prevenção da violência do seu governo se inicia quando começa a vida. É na gestante, na primeira infância, no acolhimento da criança na escola e daí por diante. Então, na educação, na saúde e na educação estão os principais instrumentos do governo. A violência, disse, é questão de saúde pública na qual a segurança pública atua, também, na prevenção e não só nos seus efeitos. Yeda falou das principais ações no setor aos mais de mil participantes do evento, que se encerra nesta quarta-feira (30). Citou a criação da câmara setorial de segurança e prevenção da violência e do comitê integrado também pela sociedade para a construção de um padrão de ação. A nossa prevenção da violência é baseada no respeito do Programa Primeira Infância Melhor, nas visitas dos agentes comunitários de saúde às famílias, no atendimento nos hospitais e demais áreas. Elogios do ministério A governadora falou de outro fator de violência: a impunidade. A impunidade é um elemento de crescimento, umas das fontes da violência. Então, através das nossas políticas, vamos buscar reduzir a sensação de impunidade com as barreiras da Brigada Militar, e ações de apreensão de armas, força-tarefa no Instituto Geral de Perícias para a elaboração mais rápida de laudos, melhor atendimento da Susepe, construção de presídios e tratamento da questão interna das casas prisionais.” Se não fosse a compreensão do Ministério da Saúde de considerar a violência uma epidemia e uma questão de saúde pública, afirmou a governadora, quem sabe a nossa quebra estadual de paradigma não poderia continuar, através das nossas ações, a tentar gerar um padrão de ação política, coordenada junto com a sociedade, para barrar, na origem, as fontes da violência. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, elogiou o programa Primeira Infância Melhor, do Governo do Estado. Conforme ele, as violências (homicídios e acidentes de trânsito e do trabalho) são a terceira causa das mortes no Brasil. A primeira é doenças cardiovasculares e a segunda, o câncer. Mas o ataque às violências exige do governo e da sociedade políticas públicas que possam impactar essa realidade. Para o presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) e secretário de Saúde do RS, Osmar Terra, no trabalho da câmara setorial de segurança e prevenção da violência, a Secretaria da Saúde atua no campo da prevenção, enquanto a Secretaria da Segurança, das questões relacionadas ao combate ao crime. Vamos concentrar nos bairros mais violentos das cidades, com os maiores índices de violência no Rio Grande do Sul uma série de atendimentos aos jovens, crianças e desenvolvimento dos bebês, com a participação de várias secretarias, disse Terra. Uma criança mal tratada, negligenciada na primeira infância, tende a ser um adulto violento, assinalou o secretário da Saúde. Estamos em Alvorada, no bairro Umbu, que é o mais violento do Estado e várias localidades trabalhando com equipes multidisciplinares e parcerias das prefeituras. A meta no Rio Grande do Sul, conforme Terra, é reduzir em 20%, em quatro anos, os indicadores de violência nas cidades onde o programa está sendo implantado.
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