Yeda garante apoio ao setor coureiro-calçadista
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A governadora Yeda Crusius manifestou solidariedade ao setor coureiro-calçadista, nesta segunda-feira (11), e afirmou que o Governo do Estado vai apoiar o segmento em duas frentes de ação. Uma delas será buscando uma saída para a crise junto ao governo federal, já que a política cambial é a principal responsável pelo momento difícil que o setor atravessa. A outra será fazendo o que estiver ao alcance do Estado para amenizar a situação. O assunto foi tratado durante reunião, no Palácio Piratini, com representantes da indústria calçadista. Como o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, está encarregado pela equipe econômica da presidência da República para elaboração de um plano emergencial de socorro aos exportadores, a primeira iniciativa será procurá-lo para expor o quadro gaúcho. Uma das sugestões a serem levadas é a redução tributária ou de encargos trabalhistas. “A indústria calçadista é a maior empregadora de mão-de-obra gaúcha e tem feito um esforço doloroso para se modernizar. Mas com o câmbio como está, ficou praticamente impossível sobreviver e continuar exportando”, afirmou o secretário de Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais, Nelson Proença, que também participou do encontro. Comitê Conforme observou Proença, todas as indústrias exportadoras estão enfrentando dificuldades por causa da baixa cotação do dólar em relação ao real, mas a calçadista vem sendo a mais afetada. Proença explicou que as medidas a serem tomadas pelo Governo do Estado serão discutidas com o Comitê Setorial do Couro e do Calçado, lançado em 26 de abril deste ano, com o propósito de procurar meios de desenvolvimento da indústria coureiro-calçadista. Fazem parte do Comitê representações das secretarias de Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais e da Fazenda, e das entidades ligadas ao setor. A reunião com Luciano Coutinho ainda depende de agendamento. Por parte do Estado, de acordo com Proença, será estudada a viabilidade de linhas de financiamento aos interessados em conquistar novos mercados ou investir em inovação e modernização tecnológica. Também deverá ser examinada – provavelmente no âmbito do Conselho Estadual de Competitividade do Rio Grande do Sul (Compet-RS) – a possibilidade de diminuir a contenção de créditos de exportação ao setor calçadista. Além disso, até o início da próxima semana, deverão ser procurados os fornecedores da Indústria de Calçados Reichert, de Campo Bom, que anunciou, no final de maio, a desativação de unidades no Rio Grande do Sul. “Vamos tentar enquadrar os fornecedores em alguns outros nichos exportadores, para atenuar o desemprego que o fechamento das fábricas vai provocar”, adiantou Proença. Ação Para a presidente da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Novo Hamburgo, Fátima Daudt, o encontro com a governadora foi positivo. “Sentimos que estamos juntos, indústria e Governo do Estado. Vamos buscar medidas emergenciais e resultados para o que ocorre hoje”, afirmou, acrescentando estar satisfeita com a ação política do Estado junto ao Comitê Setorial do Couro e do Calçado, garantida por Yeda Crusius.