Yeda pedirá a Lula investimentos do PAC em transportes no Estado
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Mais investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para o Rio Grande do Sul serão propostos ao presidente Lula nesta quinta-feira (19), em Porto Alegre, pela governadora Yeda Crusius. Além do saneamento e habitação, ela pedirá a inclusão do setor transportes: a ampliação da linha física do Trensurb, de São Leopoldo a Novo Hamburgo, a implantação da Linha 2 (Porto Alegre/Zona Norte) e recursos para a conclusão da BR-471. Yeda também tratará da recriação da Sudesul e dos ressarcimentos da União ao Estado – estadualização das estradas federais e os créditos da CEEE. • Baixe e ouça o programa Conversa com a Governadora Yeda já conversou com o presidente e ministros sobre o PAC dos Transportes. Esse novo investimento terá um impacto maior. Ele deverá trazer mais ampliações até do que o PAC do saneamento, prevê a governadora. “E o governo não tem uma empresa na área do transporte, como é o caso da Corsan no setor de saneamento, capaz de render tarifas e dar suporte ao programa de investimentos. Por esta razão serão necessários mais recursos da União ao setor transporte.” Sobre a BR-471, de ligação da região Norte do Estado ao porto de Rio Grande, a governadora observou: Queremos a 471 na região Norte. Federaliza um trecho que empata com a nossa 471 estadual. Mas a ampliação da linha do Trensurb, na avaliação Yeda, será muito importante pela transformação de toda a Região Metropolitana de Porto Alegre, redução dos custos de acidentes e dos custos de chegada e saída na Capital. Segundo a governadora os investimentos no trem metropolitano ficaram parados. Está na hora de fazer aquilo que os estados de Pernambuco e Ceará conseguiram por não terem problemas dentro do Tribunal de Contas da União. O trem é uma prioridade do PAC. E nós vamos fazer tudo o que estiver a nossa mão para mobilizar política e economicamente tudo o que for necessário para completar o Trensurb, garantiu. Sudesul Com o presidente, Yeda também falará sobre a recriação da Superintendência de Desenvolvimento da Região Sul (Sudesul). São dois pedidos: Trensurb e Sudesul, afirmou a governadora, após a gravação do programa Conversa com a Governadora. A Sudesul, lembrou a governadora, já foi autorizada pelos quatro governadores que integram o Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul). Em princípio, recordou Yeda, o PAC não havia sido percebido como um novo sistema de planejamento. Mas se o planejamento é regional tem que haver um planejamento regional também para a Região Sul. Já falei com a ministra Dilma Rousseff, com o ministro Guido Mantega, e agora vou pessoalmente falar com o presidente. Vamos dizer a ele sobre o que estamos fazendo para enfrentar a situação financeira do Estado. Ressarcimentos O governo do Estado, de acordo com a governadora, fez tudo o que pôde ser feito. Mas todo esse esforço ainda não é suficiente para eliminar restrições, como a existente sobre a folha de pagamentos, explicou. Diremos tudo o que fizemos e as ações que temos junto ao governo federal que gostaríamos de ver resolvidas: o ressarcimento das estradas e o julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre a ação da CEEE. Apenas a ação do Grupo CEEE corresponde a um crédito de R$ 2 bilhões líquidos à estatal. São recursos importantes para o abatimento de dívidas, disse a governadora. É o mesmo que estamos fazendo na relação com o Banco Mundial. Queremos pagar menos de dívidas para termos mais para os gastos correntes e investimentos. Estamos fazendo isso também com os fundos, que garantem aposentadoria dos servidores. Não estamos tirando do imposto corrente, assinalou. Quanto ao PAC no saneamento e habitação, cujos investimentos serão anunciados quinta-feira em Porto Alegre, Yeda destacou que todos os projetos encaminhados pelo governo do Rio Grande do Sul foram atendidos pela União, com a repartição dos investimentos nas bacias hidrográficas dos rios do Sinos e Gravataí. Na totalidade, a governadora previu aplicações superiores a R$ 1 bilhão, nos próximos quatro anos, jamais registradas na história do Rio Grande do Sul, nos setores de água e esgoto.