ABERTURA DO EXPODIRETO COTRIJAL - 16/03/2009
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YEDA CRUSIUS (governadora do RS) - Tenho a honra de estar aqui, a minha alegria de estar aqui, o meu agradecimento a todos por estarem aqui. Primeiro eu quero saudar o nosso Nei César Mânica, presidente da Cotrijal, que partiu de um sonho através de um projeto piloto em 1999 para aqui plantar neste local uma exposição internacional, hoje nós podemos afirmar que ela é internacional, porque nós não estamos aqui para temer a crise, nós estamos aqui para respeitar a crise. E ela não é nem será pequena, mas nós estamos aqui para mostrar como enfrentamos esta e outras crises, com o fruto do trabalho de toda uma história de imigrantes, que vieram se somar àqueles que aqui já tinham a terra desde o princípio, desde a sua natureza, e no setor em que a palavra crise normalmente quer dizer alguma coisa que vem de fora, externa, já que todos aqueles que trabalham na terra sabem que um dia chove, o outro não, um dia tem sol, outro não, num ano tem estiagem no outro não, um ano tem seca e outro não. Nós somos beneficiados durante todo o tempo que decorreu até esta terceira edição em que eu possa estar, essa décima edição da Expodireto, com chuvas que podem ser localizadas, são sim localizadas.
Há zonas de estiagem, há zonas de estiagem braba, há zonas de estiagem permanentes, num estado absolutamente rico em água, e nos dizem com toda a paixão que conseguimos aqui recolher e depositar o nosso ministro da Holanda, a quem nós fomos buscar de maneira insistente, e quando eu tenho que buscar de maneira insistente as pessoas e as idéias, porque tenho um sonho que sei que pode se transformar em realidade, eu pensei: eu vou dar uma de Nei Mânica, eu vou insistir,eu vou insisti, eu vou insistir, e insistimos. E o ministro da Holanda, com que nós estamos em negociação, disse que não há piloto mais promissor para falar do uso das águas para transporte fluvial e para logística, não há piloto melhor que conheça, do que o Estado do Rio Grande do Sul. Então deste piloto, e a Expodireto na sua décima edição, queremos fazer o piloto entre a Holanda e o Brasil, para daqui a 10 anos podermos também apresentar os resultados que temos identificado, a reserva das águas, o uso ecologicamente determinado, racional da água, através de uma política ampla de irrigação no uso múltiplo das águas, o acerto de que era preciso iniciar, sim, para depois, com o tempo, nós transformarmos essa visão de projeto-piloto de um sonho, que no Rio Grande do Sul se concretiza.
Tenho muita alegria porque aqui vim uma primeira vez, três edições atrás, e o ambiente era um ambiente de crise, crise que eu digo é a crise que vem de fora, o enfrentamento dela é a norma de quem planta, inova e colhe, e pode dizer como o ambiente mudou. Como eu me sinto, meu caro Nei, alegre quando venho aqui, com a honra de ter sido eleita por este nosso magnífico povo gaúcho, oferecendo-lhe um sonho, mas já podendo demonstrar porque ele se transformou em realidade. Prefeito municipal de Não-Me-Toque, nosso dr. Antônio Vicente Piva, eu quero em nome do nosso Piva, a quem conheço dos tempos de vice-prefeito, auxiliando em todos os campos, e como isso é fundamental, a que o prefeito pudesse desenvolver a parte política, a parte de representação, a parte de enfrentamento quando a autoridade é chamada para se manifestar. Então eu o cumprimento, meu caro Piva, pelas suas palavras. São palavras de acarinhar, de fazer chegar bem a todos os que estão aqui. Estão aqui, se não faltei com ninguém, o prefeito de Passo Fundo, os prefeitos de Victor Graeff, Tapera, Lagoa dos Três Cantos, Colorado, Ibirubá.
Eu fico muito feliz e disse ao prefeito que eu quero conhecer cada um dos três cantos da lagoa, principalmente durante essa nossa construção dessa nossa estrada tão desejada há 40 anos, e que em nome do coletivo conseguimos conquistar condições para realizar, como realizamos essa. Uma estrada de uma qualidade invejável, respeitando a qualidade da região e respeitando a qualidade da Expodireto, promovida pela cooperativa, pela Cotrijal, prefeitos com os quais nós temos mantido uma relação extremamente amistosa, cooperativa e profícua. Eu sei que a região celebra o dia de hoje, não é por menos que coloca as bandeiras daquele tamanho que tem lá fora, em que mostramos ao mundo como a gente se orgulha dos símbolos, como a gente se orgulha das nossas instituições, como a gente as quer fortalecer, porque tivemos a honra de sermos eleitos. As instituições estão aqui para que a gente as possa valorizar e recorrer nesse nosso período de governo.
Ao presidente da Assembleia Legislativa do Estado, deputado Ivar Pavan, homem da lide do campo; ao João Augusto Nardes, nosso companheiro hoje ministro do TCU, Tribunal de Contas da União, todos os nossos tribunais estão em profunda mudança, em nome de transformar em instituição como instituição que gere resultados para aqueles que pagam imposto e esperam a Justiça, esperam o Executivo, esperam o Legislativo. Então estão os tribunais funcionando para dentro e buscando ter gestão, como foi a decisão deste governo desde o primeiro dia através do PGQP, Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade, que está conosco desde o primeiro dia, porque gestão é uma palavra que parece estrangeira, uma língua que não se falava até pouco tempo atrás, mas gestão não é mais do que gerenciar para obter resultados, escolher as ferramentas corretas, como se escolhe um médico, que quando tem que escolher as ferramentas para uma cirurgia, não pode errar, tem que escolher as melhores para que os resultados sejam melhores. Nós estamos escolhendo as ferramentas de gestão através desse convênio com o PGQP e que outras mais de dezenas de governadores aceitaram usar através do movimento Brasil Competitivo.
Então está mudando o Brasil, os Estados estão colocando metas de educação, metas de saúde, sabendo que o recurso é escasso e, portanto, todos eles podem citar o projeto Fazendo Mais com Menos com os seus, porque isso é gestão, é cortar as despesas onde elas não fazem diferença no resultado. Podem fazer diferença em aparelhamento, em atendimento ao corporativismo, mas não fazem diferença, foi por isso que conseguimos cortar 30% do custeio. E, além de não ter feito diferença, fez a diferença porque esses 30% foram colocados em outro lugar. Então Nardes, caro ministro, estamos seguindo os passos, estamos em contato permanente com o TCU, como estamos com o TCE, como com as grandes cidades que já têm os seus tribunais de conta municipais.
A Câmara dos Deputados está aqui presente, para a área de interlocução, muitas batalhas já travamos juntos, eu quero citar o deputado Luis Carlos Heinze. Com ele, todos sabem que eu estou citando um homem do agronegócio, um homem legalista, um homem que não conta horas de trabalho, como são tantos os deputados, senadores, líderes da federação, vereadores, parlamentos. O deputado Luis Carlos Heinze está aqui, junto com o nosso Pedro Albuquerque, Wilson Covatti, Paulo Pimenta, José Otávio Germano, Afonso Hahn, Darcísio Perondi, e creio que são esses os federais, que mostram o tamanho do porte da nossa Expodireto na sua representação federal. Superintendente Federal da Agricultura no Estado, Francisco Signor, já estivemos juntos na nossa exposição ali de Rio Pardo, a maravilha que a gente pôde mostrar, com imagens pela cobertura da imprensa para todo o Brasil.
O Rio Grande do Sul está ajudando que a colheita deste ano seja maior do que a que poderia ser. Outros Estados têm enfrentado também estiagem, mas quem sabe não aplicando tanto em tecnologia. A diferença do Rio Grande do Sul, Luis Carlos, é que tem enfrentado as batalhas que diziam que a tecnologia inclui, a tecnologia não olha o tamanho do agricultor, da propriedade. Irrigação é desde o micro, desde o agricultor familiar, até o grande que pode usar. A irrigação vai ser a redenção do Rio Grande. Eu não tenho dúvida, como não tenho agora, quando o gerenciamento das águas permite que a nossa colheita não seja tão negativa quanto era apontada a partir das primeiras estatísticas de Brasília. A nossa Expodireto está mostrando isso, e as parcerias que temos, com o governo federal neste campo, são parcerias extremamente produtivas.
Saúdo a presidente da câmara de vereadores de Não-Me-Toque, vereadora Gessy. O que cresceu o número de presidentes mulheres nas câmaras de vereadores indica um caminho já percorrido de igualdade no campo político, reconhecido pelas comunidades e saudado pelas comunidades. Parabéns vereadora, o seu trabalho será marcado por essa diferença, que sem dúvida existe, não em entender política, mas no modo de fazer política, no jeito de fazer política. Secretários de Estado que nos acompanham, que orgulho temos! Chefe da Casa Civil, José Alberto Wenzel, homem de Santa Cruz, do ambiente, da saúde e da agricultura. Agricultura e Abastecimento, João Carlos Machado, aquele que me indica todos os caminhos para derrubar barreiras, facilitar e trazer mais eficiência à nossa agricultura, ao nosso agronegócio. Foi através dele que, mudando o gabinete de dar título de propriedade a quem tem direito ao titulo de propriedade, nós em breve vamos dar o resultado do maior, da maior eficiência pelo que tivemos nos últimos anos em trabalhar para dar título de propriedades, de assentamento, a grandes propriedades, estamos resolvendo a questão da legalização da posse da terra e isto foi decisão desde o princípio para o nosso governo, para o João Carlos toma à risca.
Ele até falou assim: nós precisamos de 30 cargos de confiança, te dou cinco, e com cinco, com sete, a eficiência em tornar legal a posse da terra tem sido extremamente importante e reconhecida para o nosso governo.
Meio Ambiente, Berfran Rosado, está aqui conosco, já podendo apresentar, daqui a pouquinho nós vamos assinar o Siga , que na verdade é uma das ideologias do nosso governo, é descentralizar, é dar autonomia aos municípios, fazendo com eles parceria pela qualidade. Habitação, Saneamento e Desenvolvimento Urbano, Marco Alba, nós em breve vamos dar os títulos de Santa Marta, ali em Santa Maria, que o que tem de barreira de legislação, um entra e sai do sistema de inadimplência por alguma razão, nós vamos sim atender a educação rural, saneamento, e tudo o que inverte uma estatística aqui do Rio Grande do Sul, era uma das piores do Brasil e logo vai ser uma das melhores do Brasil, é o acesso ao esgotamento sanitário, melhoria na qualidade de vida, principalmente nas propriedades da agricultura familiar.
Ciência e Tecnologia, Arthur Lorentz; Desenvolvimento e Assuntos Internacionais, Márcio Biolchi. Essas duas secretarias comandam o nosso programa estruturante do ano. Esse programa estruturante já tem nome, já está atuando, ele se chama Mais Trabalho Mais Futuro. Quem acreditou em 99 no piloto, olhava-se o futuro, o futuro está aqui. Ele entendeu inovação, ele entendeu tecnologia, ele entendeu extensão rural, nunca teve preconceito perante uma grande máquina assim como dar acesso às pequenas máquinas. Então esse estruturante nós vamos durante quatro semanas prepará-lo com boas notícias, a notícia do que ele será, onde vai se ter foco, dar a continuidade que nos sempre quisemos e, portanto, da redução do impacto da crise sobre o nosso Estado. São redes de cooperação, são mais de R$ 100 milhões de crédito pela Caixa RS para se financiar este ano tudo o que se refere à cadeia produtiva do agronegócio, de irrigação à compra de máquinas, de armazenamento a empresas industriais agrícolas, portanto, agroindústrias. São R$ 100 milhões de crédito que vão estar disponíveis pela Caixa RS! Nós vamos lançar a agricultura de precisão como um projeto, um programa da Caixa RS. Agricultura de precisão, doutor!
Superintendente do Banco do Brasil, está aqui o Ary? Está aqui o Ary Joel Lanzarin, um grande parceiro para mim, um grande parceiro de esporte também, já que nós estamos preparando todas as áreas para receber aqui no Estado a Copa 2014. Para que tenhamos a Copa 2014, o Estado inteiro tem que estar nos trinques, tem que ter muitas estradas como essas. No que depende do ICMS, no que depende da verba, que está cada vez mais reduzida, mas que recebemos do governo federal pela taxa sobre combustíveis, a nossa parte nós vamos fazer, e o governo federal vai fazer a sua parte e a sua parte é multiplicar as interconexões necessárias para que, quem chegue para ver a Copa, logo chegue na Argentina, no Uruguai, em todo o Mercosul. Então o Estado se prepara para a Copa e nós vamos incentivar todas as formas de esporte para que isso aconteça, meu caro Ary Lanzarin. Então nós vamos ter, sem dúvida, parcerias também no esporte.
Aos nossos queridos deputados estaduais, Zilá Breitenbach, Coffy Rodrigues, Giovani Cherini, Nelson Marchezan Junior, Nelson Marchezan Neto, Gilberto Capoani, Gilmar Sossela, nosso líder Pedro Westphalen cumprimento pela semana por terem colocado as coisas nos seu devido lugar, junto com o nosso chefe da Casa Civil; nosso Jerônimo Goergen, acho que anotei todos os estaduais que estão aqui presentes. Ao nosso presidente da Famurs, Elias Girardi, nós vamos continuar celebrando tudo o que é preciso para que os municípios tenham passe para atuar, uma parceria com o governo do Estado. Presidente da Associação dos Municípios do Alto Jacuí, nosso Glademir Aroldi, prefeito se Saldanha Marinho, prazer em revê-lo aqui, com a alegria de mais essa Expodireto. Presidente da Sociedade Rural Brasileira, Cesário Ramalho, o nosso grande coordenador do Amigos da Terra, o Almir, que quero dizer que vamos estar juntos provavelmente para abertura da colheita da soja, se eu não puder estar no dia 25 eu vou estar no dia 26, lá na nossa querida Tupanciretã, não sei se levo notícia de estrada, porque a de vocês é muito grande, é 18 quilômetros.
O vice-presidente do Banco do Brasil, Luís Guedes, que está aqui conosco junto à mesa, presidente da Emater, Mário Nascimento, em fase nova de levar tecnologia como uma ferramenta de inclusão sempre através da extensão rural, nosso querido diretor-geral do Daer, Vicente de Britto Pereira, a quem todos sabem que o que vocês me dizem é o mesmo de ter dito a ele. Se há um traço absolutamente semelhante entre o Vicente e eu, claro que não é nem o cabelo branco, porque o meu eu pinto, nem aquela barbona que ele usa, mas é na verdade só prometer o que pode cumprir, e quando cumpre, cumpre com qualidade técnica. Parabéns! Ao nosso querido amigo Odacir Klein, se fosse nomear seria como um ministro, secretário de Estado, deputado federal, deputado estadual, mas hoje, presidente da Abramilho, e quem foi à Fepagro, a cada ano vê as diferença entre uma espiga de milho irrigada e outra não-irrigada sabe muito bem como ele é nosso parceiro na questão de levar adiante Irrigação é a Solução, tanto é que podemos entrar no orçamento do governo federal, no Orçamento Geral da União, o OGU, porque ninguém achava que o Rio Grande do Sul precisava fazer racionalmente o uso múltiplo das águas para fins de preservação, para fins de desenvolvimento, para fins de irrigação. Hoje nós temos essa presença, nós temos a nossa presença a partir da nossa Casa Militar, Defesa Civil e também o nosso Ministério de Integração Nacional.
Nós somos a referência para o sul na questão do enfrentamento deste ciclo climático que nos toma como região de ciclone, região de granizo, região de enchente, e é para durar. Então tem que prevenir pela Defesa Civil, mas tem que ajudar a consertar, com essa relação maravilhosa de confiança mútua, que nós criamos com o governo federal, através do Ministério da Integração e, portanto, deu-se o evento climático, no mesmo dia a Defesa Civil está lá organizando a Defesa Civil regional, mas já com telhas, com cobertores, com colchões. Pudemos ajudar a nossa irmã Santa Catarina no mesmo dia em que o grande desastre lá se abateu, acho que deu um alerta para todo o Brasil. O clima mudou sim, então é aqui na nossa Expodireto, nas organizações ligadas à terra, que nós temos que pensar, sim, de que maneira grandes projetos feitos de pequenos serão capazes de mudar essa realidade. Demora muito, não é na minha geração, foi a minha geração, quem sabe, quem estragou, é a minha geração que tem que ter a responsabilidade de consertar a questão do uso da terra.
Está certo que somos o circuito amazônico, estão se está aqui no microclima tem a ver com o que se faz, então a bancada gaúcha tem uma enorme responsabilidade em estar ali tratando da questão ambiental e do uso para o desenvolvimento sustentável também da Amazônia. Eu quero saudar Stella Maris, que quando ela canta, ela, ao cantar o que escolheram, e com ela, para dizer que é a Expodireto Cotrijal, não é Stella Maris? Valeu! Eu quero dizer para vocês o que eu disse ao Mânica aqui, pão-de-ló está bom, mas chega, não é? Não precisa mais bater, não é? Estão mostrando aqui a que viemos. E não é para nós, é para todos, e não é para o Rio Grande, é para todos. Então ela diz, valeu sim, Stella Maris, e pra mim também. As autoridades que estão aqui, quem me conhece sabe que raramente eu faço o que eu estou fazendo, que é seguir uma lista de cerimonial, porque eu nunca o faço de uma maneira puramente formal. O que nós estamos entregando? É a lista do que a gente está podendo recolher como sugestão e entregar como resultado. Mas dessa vez, a terceira Expodireto, todo mundo está preocupado, e com razão, será que a crise chega aqui? Não chega aqui?
Eu quero dizer isto já uma resposta à crise. Se não fosse assim, empresários do agronegócio, expositores da Expodireto, da imprensa que nos acompanha, do público desta região, nós não poderíamos ter apresentado o Rio Grande do Sul como o Estado onde o emprego mais cresceu no Brasil. Não cai do céu por descuido, não está na árvore para ser colhido. Isso é porque, já sabendo da história de uma cultura baseada na terra, no agronégócio, no clima, nas fronteiras de guerra, esta cultura ela fez com que quando apontou a crise, foi dia seguinte nós conquistamos a conquista do mundo inteiro, mostramos no mapa onde era o Rio Grande do Sul e que lá tinha um banco, e este banco do povo tinha o nome de Banrisul. E nós queremos dobrar, para que ele pudesse fazer o fez já ano passado. Ano passado ele cresceu mais de 50% o crédito fornecido a todos os bancos e teve melhor aumento de patrimônio sobre depósito, sobre receita, que o fez ser escolhido como o banco do ano pela Fundação Getúlio Vargas em todo o Brasil. Lá no dia 24 de julho começou a derreter o sistema financeiro, sem regras, porque não fizeram um Proer no fim do século.
Mesmo assim, fomos adiante, por termos colocado o resultado do Banrisul no fundo dos aposentados por lei obrigado na Assembléia, sim, o Banco Mundial dobrou a sua aposta. E assim o Banrisul foi o último lançamento de primário de ações IPO de todo o mundo. Quando nós assinamos o contrato com o Banco Mundial, foi o último contrato assinado pelo Banco Mundial, no dia seguinte abriu-se a crise e aí já em 2008. Então dizem, a gente tem que ter sorte, meu Deus, você se lembra Mânica?, quando eu dizia assim: eu olho os astros. Já me disseram que a noite ontem aqui em Não-Me-Toque estava estreladíssima e linda. Estava linda! Eu olho lá. Os astros conspiram a favor do Rio Grande do Sul. Mas para isso acontecer a gente não pode ficar parado olhando as estrelas. A gente tem que agir, e agimos, dois grandes projetos que conquistaram a confiança internacional sobre o que um Estado internacional, que é o Rio Grande do Sul. Tudo o que faz, mesmo a partir da agricultura familiar, se organiza em cooperativa, em associação e exporta, tem qualidade.
Sabem disso aqueles que lideram as federações ligadas ao setor aqui. Carlos Sperotto, junto à mesa conosco da Farsul, Sérgio de Miranda da Fetag, a Fecoagro do Rui Polidoro Pinto, a Ocergs do Vergílio Perius, e eu acho que posso citar a Fiergs através do Cláudio Bier, já que esta é uma feira de indústria e tecnologia de agricultura. Então, ao fazer isso, eu quero ler apenas um trecho de um discurso que preparei, que, claro, alguém escreve para mim, porque eu só escrevo quando sobe o sangue italiano e eu tenho que responder à Carta Capital, à Folha de São Paulo, daí sou eu mesmo que escrevo. Mas quando tem respeito a uma exposição deste porte e desta qualidade eu peço que me escrevam. Eu pedi que escrevessem: olha eu tive um sonho. Aliás eu tenho muitos, mas o sonho se concretizou, então eu menciono a Expodireto e a Cotrijal como exemplos do que se pode fazer quando um sonho se encontra com um com um projeto consistente e os dois, com a determinação de realizar aquilo que nós nos propomos.
Quem é do ramo sabe que não é fácil conceber e idealizar um empreendimento, quanto mais um grande empreendimento, como o de inverter a roda e fazer o Governo do Estado do Rio Grande do Sul não ter que pedir para ninguém, viver de seus próprios meios, isso é o déficit zero. Isso é o déficit zero! A quem faz esse projeto, é claro que a gente sabe que tem os descrentes, por suas diversas razões. Não creio mais, já fui enganado, nunca quis crer. Cada um tem sua descrença. Cada um sabe o que se pode pensar grande, não precisa falar e pensar pequeno, tem que falar e pensar grande. A gente tem que falar de programar determinadamente e perseguir, portanto não ser imediatista. O prêmio que recebe... Parabéns... Não, primeiro é o ingrediente do pão-de-ló, pode bater! Mas a gente sabe onde chega. Para quem não sabe aonde quer chegar não existe vento a favor. Então, a sorte não chega. Eu quero agradecer a sorte , porque a gente vai aonde o vento sopra, a gente não vai contra ele, e o vento sopra para aqueles que sabem enfrentar os seus desafios e este era o sonho da Expodireto, este é o nosso sonho de um Estado de contas equilibradas sem precisar gastar explicação permanente de que foi buscar e não conseguiu, foi buscar e não conseguiu, foi buscar e não conseguiu porque tinha regras.
Por isso não conseguiu, não é que não gostem da gente, mas na verdade não precisava obedecer a Lei da Responsabilidade Fiscal, e a Lei da Responsabilidade Fiscal só foi aprovada porque se fez conquista pública, se somou conquista pública na técnica que nos vamos aplicar na discussão dessa rede de Estados neste ano. A gente tem que se ajudar, não pode cair sobre o deputado o peso todo do voto, porque ele representa. Então a gente tem que dizer se ele representa o desejo da sociedade. Claro que, como para nós que fomos a uma eleição, portanto somos políticos do voto, existem outros políticos, a gente passou por essa auscultação e a população queria o que nós estamos fazendo. Vamos honrar, vamos aceitar!
Então esses eventos da Cotrijal, da Expodireto são extremamente motivadores para toda a nossa equipe de governo. De pouco adianta ter um sonho bom sem um plano bom, para que os sonhos se transformem em realidade não se espera a sorte, mas se planeja. Cada um de vocês, homens, mulheres do agronegócio, sabem muito bem disso, cada plantio, cada colheita, cada produto, cada insumo, cada empreendimento bem sucedido nasce e se desenvolve para a gente não querendo ser mais do que a natureza. Vou plantar quando eu quero, vou colher quando eu quero. Não, não, não. Vai lá ver se é tempo de plantio, se é tempo de colheita, aí as coisas se dão melhores. Não é diferente no nosso governo do que no povo do agronegócio. Sonhávamos com um Estado renovado em sua capacidade de ação, sonhávamos com o déficit zero, sonhávamos com o que viria depois do déficit zero, mais investimento público, mais infraestrutura mais e melhores recursos públicos, mais e mais amplas parcerias, mais estímulo a quem trabalha, mais estímulo a quem produz, e é por isso que nós estamos indo bem.
Eu continuo com pressa. Na minha figura de leitora, das lendas que as crianças ouvem, eu não sei porque, mas sempre me identifiquei como coelho de Alice no País das maravilhas: temos pressa, temos pressa, temos que fazer, olha lá, tenho pressa. Mas fui compensada com o aprendizado da paciência, e o aprendizado da paciência a pessoa do agronegócio sabe muito bem o que é. Quero também anunciar para vocês duas ações que nós pudemos fechar, fora a estrada. O Estado prorroga a redução de base de cálculo para 2% nas saídas interestaduais do trigo até o dia 31 de maio de 2009. E a segunda, que será na hora certa, já definida há muito tempo agora creio que vamos ser ajudados por essa idéia do governo federal de ampliarmos o número de casas populares, nós vamos anunciar o nosso plano da habitação. Ele vem sendo trabalhado, habitação rural, habitação urbana, mas principalmente para o que compete ao interesse da nossa Expodireto. Nós estamos acabando de fechar o volume de recursos para a compra de equipamentos de irrigação, do agricultor familiar ao grande produtor. Taxas de juros lá embaixo, às vezes zero, tem matéria entrando para programar conosco a capacitação do uso do equipamento correto. Então são essas duas notícias. Quero dizer que eu vou ajudar vocês na comunicação.
Eu quero comunicar ao mundo inteiro a Expodireto e a Cotrijal. Portanto, levarei sempre comigo não apenas em história, levarei comigo um traço de cultura, que, quando vem, todo mundo reconhece que são a celebração da natureza, a partir da preparação dos cortes. Aqui nós temos a corte do milho, a corte da soja já está aqui? A corte do milho eu sei porque elas foram lá me visitar. Para dizer a vocês que para cada um de nós é como para a Gisele Bündchen, ela pode casar com aquele monumento com quem ela casou, mas ela vem dizer: eu sou daqui. Quantas coisas, aquelas coisas riquíssimas que a gente exporta até essa fonte da natureza, que é a Gisele, tudo o que a gente exporta eu sei, todos sabem da onde se exporta. Então se exporta de todo o espírito republicano, que moldou, molda e leva o futuro o nosso Rio Grande do Sul. Uma republicana como eu que batalha contra todos os impérios, uma republicana como eu que sabe a importância da manutenção das instituições, só podia governar o Rio Grande. Obrigada!