Governo do Estado e Exército Brasileiro debatem ações de resposta a eventos extremos em congresso internacional
Representantes destacaram a importância da organização, da atuação integrada e da articulação de estruturas e de planejamentos
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Representantes do governo do Estado e do Exército Brasileiro estiveram reunidos na manhã desta quinta-feira (25/6), durante o último dia do Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil, na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre. As autoridades participaram do painel “Atuação das forças de resposta em desastres” e compartilharam experiências e estratégias adotadas para o enfrentamento de eventos extremos.
O evento, que integrou o Programa Estadual de Preparação para Eventos Extremos (Prepara RS – El Niño), foi promovido pelo governo do Estado, por meio da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, em parceria com a entidade Iclei – Governos Locais pela Sustentabilidade.
O painel contou com a mediação do diretor do Departamento de Gestão de Desastres da Defesa Civil Estadual, major Felipe Ghidini Stangherlin, que destacou a importância da articulação interinstitucional no processo de preparação para eventos extremos.
“Temos um sistema de Proteção e Defesa Civil forte e contamos com o apoio de instituições igualmente preparadas. O maior legado da crise de 2024 é o sistema de governança da Defesa Civil Estadual. A Defesa Civil que projetamos é um órgão que realiza a articulação entre todas as instituições que possuem capacidade de resposta. O nosso modelo de governança é empoderar tecnicamente cada um desses entes”, pontuou.
O chefe do Centro de Coordenação de Operações do Comando Militar do Sul (CMS), general de Brigada Renato Souza Pinto Soeiro, também reforçou a necessidade de integração entre as forças de resposta. “Somente juntos conseguiremos fazer face a eventos extremos. Devemos estar organizados, articulando as nossas estruturas e os nossos planejamentos. Estamos atuando para que os nossos gabinetes de crise sejam mais unidos, a fim de que a nossa resposta seja cada vez mais rápida. O Exército está pronto para apoiar a Defesa Civil no que for necessário”, afirmou.
O subcomandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Alexandre Sório Nunes, destacou os investimentos realizados na corporação por meio do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) e as medidas de preparação que vêm sendo adotadas. “Recebemos investimentos que possibilitaram a compra de veículos e de equipamentos que aumentam nossa capacidade de resposta, como robôs, caminhões, aeronaves, picapes e embarcações. Agora, na estratégia de preparação, estamos realizando diversos treinamentos, adestramento de cães, simulados de resposta a desastres e reuniões de alinhamento operacional”, disse.
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Lições e aprendizados
Representando o Comando da Polícia Ambiental da Brigada Militar, o tenente-coronel Tiago Carvalho Almeida destacou os aprendizados resultantes dos últimos eventos adversos no Rio Grande do Sul. “As experiências de 2023 e de 2024 transformaram a Brigada Militar numa instituição muito mais preparada e capaz de proteger nossas comunidades. A crise acabou sendo o catalisador dessa mudança, com a criação de uma normatização e novas doutrinas de trabalho, com capacitação e mudanças de cultura. A Brigada Militar é um braço central na proteção da população em cenários de emergência climática”, relatou.
“A principal lição de 2024 foi entender a necessidade de realizar um trabalho intersetorial. É muito importante, por exemplo, a construção do Gabinete Integrado de Gerenciamento de Desastres (Giged), porque vai fazer com que atuemos de forma integrada. É necessário fortalecer nossas instituições intersetorialmente e trabalhar de maneira articulada. Só assim conseguiremos fazer a preparação e a prevenção necessárias e dar uma resposta qualificada”, ressaltou a diretora do Departamento de Assistência Social da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), Ana Paula Rodrigues.
Também participaram do painel o diretor-adjunto do Departamento de Vigilância em Saúde da Secretaria da Saúde (SES), Marcelo Vallandro, e o chefe do Departamento de Emergências da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Rafael dos Santos Rodrigues.
Texto: Juliana Dias/Secom
Edição: Secom